A assembleia realizada nesta quinta-feira (9) mostrou, mais uma vez, a força e a indignação do magistério municipal de Curitiba. A categoria decidiu manter o estado de greve, intensificar a mobilização nas escolas e manter a assembleia em caráter permanente.
As falas das professoras e dos professores expressaram a insatisfação coletiva com a postura da Prefeitura, que desvaloriza o magistério ao insistir em limitar a apenas 20% o acesso ao crescimento vertical neste ano. A medida impede que a imensa maioria avance, mesmo tendo estudado, se qualificado e cumprido todos os requisitos.
O discurso da gestão Pimentel de que “não há recursos” não convence. A arrecadação do município aumentou, há espaço suficiente no orçamento da cidade e margem de sobra em relação aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O que falta até agora é vontade política e compromisso de valorizar quem faz a educação acontecer no chão da escola.
A insatisfação da categoria também vem do acúmulo de promessas eleitorais não cumpridas. Quando estava fragilizado e com medo de perder no segundo turno, Pimentel prometeu ampliar os crescimentos na carreira, contratar mais professoras e profissionais de apoio, rever a política de remuneração, reestruturar e ampliar o auxílio-alimentação e revogar o confisco das aposentadorias. Até agora, nada foi feito.
Depois de anos de carreira congelada e salários achatados, o magistério sabe que a Prefeitura tem condições de garantir o crescimento de todas e todos. Se não cumpre, é porque escolhe não investir na educação pública.
Diante da postura da Prefeitura, o SISMMAC vai ampliar as campanhas, visitas às escolas e ações de mobilização em toda a cidade.
Uma nova Assembleia será realizada no fim de outubro, para avaliar o início da greve do magistério municipal.
📢 O estado de greve continua e nossa mobilização vai crescer!











