No domingo, dia 21, familiares, amigos e colegas convocam a sociedade para reagir contra o assassinato de Odara Victor Moreira e a tentativa de deslegitimar a vítima. O ato será às 10 horas na Praça Santos Andrade.
Odara, mulher negra de 28 anos, foi assassinada à facadas no último sábado (13), dentro de seu apartamento, pelo ex-companheiro, Lucas Cherobim Ferreira de Souza. Foi silenciada porque era uma mulher negra, feliz, livre e com luz própria. Não aceitaremos que sua história seja distorcida ou utilizada para encobrir a responsabilidade do autor do crime.
Não bastasse a brutalidade e a covardia do crime, narrativas machistas e midiáticas tentam deslegitimar a vítima ou inverter a responsabilidade. Essa é mais uma das faces do machismo que, mesmo depois de silenciar e tirar a vida das mulheres, continua a dilacerar as vítimas, atacando suas memórias, na tentativa de se esquivar da Justiça ou atenuar as consequências do crime.
Dados do Mapa da Segurança Pública de 2025 indicam que o Brasil registra quatro feminicídio por dia. O Paraná ocupa a terceira posição entre os estados com maior número de casos, e Curitiba figura entre as sete cidades do país com os maiores registros desse crime. Estudos também revelam que a maioria das vítimas são mulheres negras, assassinadas por parceiros ou ex-parceiros, predominantemente no ambiente doméstico.
Odara teve sua vida roubada, mas nós seremos a sua voz e não descansaremos até que a Justiça seja feita. Por Odara e pela vida de todas as mulheres: basta de feminicídio!
Justiça por Odara!











