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Investigações comprovam que não houve violência sexual contra criança do CEI Ritta Anna de Cássia, no Cajuru. Mas haverá reparação aos profissionais atingidos?

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Investigações comprovam que não houve violência sexual contra criança do CEI Ritta Anna de Cássia, no Cajuru. Mas haverá reparação aos profissionais atingidos

O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (SISMMAC) vem a público diante das informações divulgadas pela Polícia Civil sobre os fatos apurados no CEI Ritta Anna de Cássia, no bairro Cajuru.

O delegado do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), Rodrigo Rederde, confirmou nesta sexta-feira (2) que as investigações não comprovaram a ocorrência de violência contra a criança. A Polícia Civil ouviu testemunhas e familiares, e a própria criança foi escutada por psicólogos do Nucria. O exame do IML teve resultado negativo. Outras crianças e seus familiares também foram ouvidos, e nada foi confirmado. Todas as imagens das câmeras de monitoramento da escola foram analisadas, sem que fosse constatada qualquer irregularidade.

 

Pré-julgamento e criminalização

Mesmo assim, antes de qualquer apuração, trabalhadoras e trabalhadores da escola já tinham sido alvo de hostilidades e ameaças. Houve tentativa de invasão da unidade, e a diretora chegou a ser agredida. Um ex-funcionário, que não trabalha na unidade há anos, foi exposto como se fosse criminoso. Reputações foram destruídas, e os traumas criados podem durar anos.

Candidatos ao pleito deste domingo (4) chegaram a usar o caso para tentar ganhar votos, criminalizando publicamente a escola. Parte da imprensa agiu com a mesma irresponsabilidade, divulgando suspeitas sem o cuidado que o tema exige e expondo professoras, inspetores e demais profissionais da educação. Em grupos de WhatsApp, chegaram a circular mensagens incentivando o crime e a justiça com as próprias mãos contra profissionais da escola.

Até o próprio SISMMAC virou alvo de fake news e ataques, só por defender o devido processo legal e alertar, desde o início, para os riscos de condenações antecipadas.

 

Quem deu suporte foi o SISMMAC

Foi o SISMMAC, não a Prefeitura, quem deu suporte jurídico a todas as pessoas atingidas no caso, acompanhou a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e contestou a perícia que reduziu o atestado das professoras. E é o SISMMAC quem vai continuar ao lado da diretora e da vice-diretora da unidade na reparação que ambas merecem.

Mas não podemos deixar de cobrar da Prefeitura a revisão de sua prática. Hoje, quem garante assistência jurídica a profissionais no exercício da própria função é o sindicato, não o Município.

Por isso, exigimos da Secretaria Municipal de Educação (SME) apoio efetivo às trabalhadoras e aos trabalhadores do CEI Ritta Anna de Cássia, com acompanhamento psicológico, segurança garantida no retorno às atividades e manifestação pública que ajude a restabelecer a dignidade desses profissionais.

O SISMMAC reafirma seu compromisso com a proteção de todas as crianças. Mas defende, com a mesma convicção, quem constrói diariamente a educação pública em Curitiba. Nossa categoria merece ter a própria reputação protegida.

 

Mobilização em defesa da escola pública

O caso não atingiu apenas a equipe do CEI Ritta Anna de Cássia. Feriu toda a nossa rede. Por isso, convocamos todo o magistério para ir, na segunda-feira (5), com a camiseta “Em Defesa da Escola Pública” e com cartazes, em apoio ao CEI Ritta Anna de Cássia, reforçando essa mensagem também nas redes sociais, contra a criminalização das escolas.

A escola é o lugar mais seguro para nossas crianças.

Defendam a escola pública, defendam as e os profissionais da educação.

 

 

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