A nossa greve em abril escancarou para a sociedade o que o magistério já vivia no cotidiano das escolas: a política de educação inclusiva da Prefeitura de Curitiba não existe de verdade.
Salas superlotadas, ausência de profissionais de apoio e uma estrutura cronicamente subfinanciada. O que a administração vinha chamando de inclusão era, na prática, uma forma de maquiar a falta de compromisso real com os direitos dos alunos e com as condições dignas de trabalho nas escolas. A mobilização do magistério deu visibilidade a essa realidade, sensibilizou a sociedade e forçou a Prefeitura a reconhecer o que vinha negando: que essa política precisa ser revista com urgência.
Mas para que essas mudanças aconteçam de verdade, o magistério precisa continuar lutando. É por isso que o SISMMAC realizou, na noite de quarta-feira (20), o primeiro de cinco encontros do Grupo de Trabalho (GT) de Educação Especial e Inclusiva, para organizar a intervenção da categoria no Seminário que a Prefeitura deverá realizar em duas etapas: a primeira nas Regionais, em junho, para ouvir o magistério, e a segunda, após o recesso de julho, para debater as políticas que o município deverá implementar. Esse espaço foi conquistado na luta e precisa ser disputado.
A reunião contou com a apresentação da professora Susan Ferst, que percorreu o histórico legal da educação especial (da LDB de 1961 à Lei Brasileira de Inclusão de 2015), mostrando uma estrutura que existe no papel, mas que as gestões Greca e Pimentel deixaram se deteriorar por subfinanciamento e por decisões que foram desmontando, gradativamente, a rede municipal.
Os próximos três encontros do GT serão online e o último, presencial, para a escrita coletiva do documento que guiará a nossa intervenção no Seminário.
Então anote aí: 2ª reunião do GT será na próxima terça-feira (26). Inscreva-se pelo link https://zap.sismmac.org.br/gteducacaoespecial2
Magistério como protagonista
Para o SISMMAC, as mudanças precisam ser estruturais. Turmas superlotadas, com vários estudantes de inclusão e sem profissionais de apoio com formação adequada, tornam inviável o atendimento adequado a todas as crianças.
O secretário de Educação se comprometeu, durante a greve, a encerrar o modelo que vem sendo aplicado. Mas as mudanças exigem orçamento, contratações e vontade política. Por isso, seguiremos lutando para que a inclusão deixe de ser promessa e se torne política real.











