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Gestão Jean Pierre sobrecarrega direções das unidades escolares

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Gestão Jean Pierre sobrecarrega direções das unidades escolares

A Secretaria Municipal de Educação (SME) decidiu, por decreto, extinguir a função gratificada de Coordenação Administrativa e mostra, novamente, o rumo que a gestão Pimentel pretende impor ao magistério: menos estrutura, mais sobrecarga.

Chamada de “reorganização administrativa” na propaganda política, a medida elimina uma função que não é apenas técnica, mas é estratégica no funcionamento das escolas,  fundamental para o processo pedagógico, por exemplo na organização da reposição de professoras ausentes, na articulação de equipes, coordenação de tutores, viabilização de remanejamentos internos de estagiários e diversas outras atividades.

Retirar essa função não é modernização. É desmonte. É precarização.

Assim, a Prefeitura empurra ainda mais trabalho para equipes já exaustas, sem garantir estrutura, sem ampliar equipes e sem valorizar quem ficará responsável por mais este acúmulo de responsabilidades.

A consequência é óbvia: menos tempo para o pedagógico e mais adoecimento.

O impacto é ainda mais grave porque muitas unidades já enfrentam a ausência de pedagogas. Há anos a Prefeitura não realiza concurso interno para a pedagogia escolar e não efetiva a mudança de área de atuação.

Extinguir essa função é aprofundar um vazio que as gestões Greca e Pimentel criaram.

Só que a Prefeitura sabe disso. Portanto, é mais do que descaso. É uma ação consciente.

Essa decisão não é isolada. Ela segue diretamente na lógica de plataformização da educação, copiada cada vez mais pela gestão Pimentel a partir dos pressupostos da vergonhosa gestão Ratinho Jr no governo estadual: substituir pessoas por sistemas, relações humanas por protocolos digitais e gestão democrática por controle remoto.

Há também um recado político explícito. Ao extinguir essas funções, a gestão sinaliza que não reconhece a complexidade do trabalho escolar nem a necessidade de equipes completas. Só quem nunca dependeu da educação pública consegue tratar essa realidade com tamanho desprezo, como se as escolas fossem custos a serem cortados, e não espaços de formação, cuidado, construção de cidadania e de oportunidades para uma vida melhor.

Essa medida revela a concepção de educação da gestão Pimentel: precarizada, gerida à distância e sustentada pelo sacrifício de quem está na base. Diretores e diretoras deixam de ser educadores para se tornarem “gerentes de crise”, enquanto a Prefeitura se exime de sua responsabilidade.

Não é reorganização. É escolha política. E, como todas as escolhas dessa gestão, quem paga a conta são as professoras, os professores e a comunidade escolar.

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