Até 38 alunos em uma sala de aula. Uma professora abandonada. A Prefeitura de Curitiba sabe disso. E escolheu deixar assim mesmo.
Não abre os concursos necessários. Não convoca profissionais em quantidade suficiente para cobrir o déficit da rede. Mantém os salários achatados e exclui a maioria do magistério do Crescimento Vertical.
O resultado é uma escola que funciona no limite: sem estrutura para atender quem precisa de apoio especializado, sem condições para garantir o ensino de qualidade que cada criança merece, e com professoras e professores adoecendo por sustentar sozinhos o que a gestão Pimentel se recusa a garantir.
Professoras cada vez mais doentes, consequência direta de uma escolha: tratar escola pública como um gasto a ser cortado, não como direito a garantir.
Não há qualidade de ensino sem profissionais em número suficiente. Não há escola que aguente carregar indefinidamente o que a Prefeitura deixa de fazer.
É por isso que nossa categoria aprovou greve para o dia 8 de abril. Porque sala superlotada não é acaso. É uma escolha.
E escolhas têm preço. Em 8 de abril, o magistério de Curitiba entra em greve para cobrar essa conta da gestão Pimentel.











