A direção do SISMMAC está fazendo visitas nas escolas para organizar a resposta do magistério diante do caos provocado pela Secretaria Municipal de Educação (SME) neste início de ano letivo. Estamos dialogando com professoras, professores e comunidades escolares porque a rede começou 2026 novamente com falta de profissionais, sobrecarga e improvisações por parte da gestão municipal.
Temos recebido denúncias de que há unidades com déficit de até 18 docentes. O resultado não é novidade: turmas superlotadas, acúmulo de funções e aumento da pressão sobre quem já trabalha no limite.
A SME tentou, inclusive, alterar de forma atropelada a organização dos tempos escolares e só recuou após a mobilização do magistério. O ano começou sem quadro completo, sem planejamento consistente e com decisões tomadas sem diálogo com o conjunto da categoria.
A condução apressada das mudanças, seguida de recuos, gerou desgaste e aprofundou o adoecimento logo nas primeiras semanas de aula. Não se trata de “deslizes”, mas da falta de compromisso da gestão municipal com a qualidade da educação.
Se há déficit de profissionais, a solução é óbvia: convocar concursados aprovados e realizar novos concursos. Empurrar o problema para dentro das escolas só aumenta o caos.
O SISMMAC seguirá presente nas unidades, fortalecendo a organização coletiva e preparando nossa categoria para as lutas que teremos neste ano.











