Em nova reunião com a Secretaria Municipal de Educação (SME), nesta quinta-feira (1º), o SISMMAC reiterou, de forma enfática, sua posição contrária ao encerramento das turmas do 6º ao 9º ano na rede municipal. O sindicato estima que mais de 300 professoras e professores podem ter sua área de atuação extinta caso a medida avance, além das famílias de alunos que prefeririam que seus filhos permanecessem na rede municipal, em escolas que são referências para suas comunidades pela qualidade, e não terão mais essa opção.
Para o SISMMAC, a falta de uma posição oficial sobre o futuro profissional de tantos profissionais em um momento de insegurança política, com a possibilidade de aprovação de uma Reforma Administrativa capaz de acabar com a estabilidade no serviço público, justamente para facilitar a demissão de servidores (especialmente os de cargos extintos), vem causando temor na nossa categoria.
Mesmo com a SME negando já haver decisão oficial, o sindicato relatou que Núcleos Regionais de Educação já orientam direções a analisar o cenário de encerramento de turmas de 6º ano em 2027, gerando insegurança real dentro das escolas.
A direção do SISMMAC também enfatizou que não se justifica encerrar as turmas do 6º ao 9º ano para a Prefeitura usar a estrutura dessas escolas na educação integral. Há recursos de sobra no caixa do município para construir novas escolas, e se isso até hoje não ocorreu, foi por escolha da gestão municipal, especialmente da Secretaria de Finanças comandada por Vitor Puppi.
Da mesma forma, não é culpa do magistério que Curitiba tenha passado os oito anos das gestões Greca/Pimentel inteiras sem erguer praticamente uma nova escola. Essa conta não pode ser paga pelas professoras e pelos professores.
A SME afirma que não há decisão tomada e que os estudos, incluindo análise de segurança jurídica, ainda estão em andamento.
O SISMMAC cobra que nenhuma decisão seja tomada sem diálogo com quem será afetado e sem levar em consideração o impacto que isso teria sobre quem atua nos anos finais da rede municipal. Decidir o futuro de centenas de profissionais e de tantas famílias sem debate real e sem prazo viável não é planejamento, é atropelo.
O SISMMAC seguirá lutando contra o fechamento das turmas de 6º ao 9º ano.










