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Em reunião com sindicatos dos servidores Prefeitura volta atrás e apresenta proposta para pagamento dos retroativos

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Em reunião com sindicatos dos servidores Prefeitura volta atrás e apresenta proposta para pagamento dos retroativos

O SISMMAC participou, na tarde desta quarta-feira (12), de uma reunião emergencial convocada pela Prefeitura de Curitiba para tratar da data-base das servidoras e dos servidores municipais. Também participaram o SISMUC e o SIGMUC.

Depois de uma semana marcada por críticas e mobilizações, a gestão Pimentel voltou atrás da proposta anterior, que geraria perdas salariais ao aplicar o reajuste apenas em janeiro, sem retroatividade. Hoje, a Prefeitura propôs aplicar o reajuste de 5,17% (índice do IPCA entre outubro de 2024 e setembro de 2025) em janeiro, mas pagando em duas parcelas (em março e abril) os valores retroativos a novembro e dezembro.

O reajuste também será aplicado sobre horas extras, RIT, insalubridade, funções gratificadas, gratificação de segurança, IDQ residual, terço de férias, auxílio-alimentação e transição. Dessa forma, a correção não geraria perdas inflacionárias, mantendo o ciclo de recuperação que temos conquistado desde 2022, quando interrompemos o ciclo de seguidas perdas que vinham acontecendo desde 2017 (lembrando que Puppi, o atual secretário de Finanças, ocupou a mesma função entre 2017 e 2021, período em que deixou o magistério com o déficit salarial que lutamos para recuperar).

Embora represente um avanço em relação aos prejuízos que a Prefeitura pretendia implementar na semana passada, o município teria condições financeiras para aplicar o reajuste integral ainda neste ano. A arrecadação de Curitiba cresce muito acima das despesas com pessoal, e a Prefeitura escolhe adiar o pagamento por decisão política, não por falta de recursos.

Mas é inegável que essa mudança de posição da gestão municipal e a proposta apresentada hoje é resultado direto da nossa mobilização, das denúncias públicas e da articulação com outros sindicatos junto a setores da Prefeitura e da Câmara Municipal. O ato do magistério no dia 31 de outubro foi um marco dessa pressão. Mesmo diante da manobra da Prefeitura, que antecipou a reunião de negociação para fugir do protesto, mostramos a força e a unidade da nossa categoria, com a participação de representações de dezenas de escolas da rede.

 

Lutas urgentes
A reunião desta quarta mostrou, mais uma vez, a importância da mobilização para garantirmos avanços.

Nossa categoria segue em estado de greve desde junho, lutando pela valorização, com campanhas, atos e diálogo permanente nas escolas, com as famílias e com a sociedade como um todo. Continuamos com pautas urgentes em negociação, como o crescimento vertical neste ano. Teremos uma nova reunião no dia 17.

Também seguiremos lutando para garantir as eleições para direções escolares, no dia 28, uma conquista fundamental para garantir a participação democrática nas decisões que afetam o futuro das unidades da rede municipal.

 

Licença-prêmio
Durante a reunião desta tarde, a Prefeitura informou que o pagamento das licenças-prêmio será feito em dezembro e que as regras para venda do benefício serão revistas. A proposta é permitir que servidoras e servidores com uma licença vencida possam participar da venda. Um novo edital deverá ser publicado no início de 2026.

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