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Em Curitiba, professora com mestrado, doutorado e pós-doutorado recebe menos do que estagiário

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Em Curitiba, professora com mestrado, doutorado e pós-doutorado recebe menos do que estagiário

A Prefeitura paga mais para estagiários do que para uma professora com 12 anos de carreira na rede municipal, com mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Não é ironia. Enquanto profissionais do magistério recebem um salário líquido de R$ 2.000 (menos do que o salário-mínimo regional), um estagiário da Prefeitura chega a receber R$ 2.500 por mês.

É isso que a gestão Pimentel chama de “valorização”?

E a Prefeitura ainda pretende impedir que a maioria das professoras e dos professores avance na carreira pelo Crescimento Vertical: o único mecanismo que poderia reconhecer anos de serviço, anos de estudo e anos de dedicação à escola pública de Curitiba.

Titulação, tempo de serviço, formação continuada. Todo investimento que as professoras fazem para melhorar o ensino é ignorado por uma gestão que trata a educação como um gasto a ser cortado.

O direito das crianças a um futuro melhor fica em segundo plano.

Isso não é falta de recurso. É uma escolha que a gestão Pimentel faz todos os anos, com todas as letras, no orçamento da cidade.

Em 8 de abril, o magistério vai às ruas.

Porque uma cidade que paga mais ao estagiário do que à professora com pós-doutorado não tem política de valorização.

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