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É preciso avançar nas pautas da educação especial e inclusiva

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sismmac É preciso avançar nas pautas da educação especial e inclusiva

 A direção do SISMMAC se reuniu na tarde de sexta-feira (15) com a Superintendência de Gestão Educacional da SME para tratar dos encaminhamentos das demandas de educação especial e inclusiva negociadas na greve de 8 de abril.

A Coordenadoria de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado (CIAEE) voltou a ter status de Departamento e está passando por reformulações profundas.

 

Seminário

Um dos compromissos assumidos pela Prefeitura na greve foi a realização de um seminário para debater a educação especial e inclusiva e promover a escuta do magistério. Haverá uma primeira etapa em junho, que ocorrerá por Regionais. A SME se comprometeu com uma segunda etapa em agosto, num momento formativo e propositivo.

A direção do SISMMAC reforçou a importância desse espaço para a construção de políticas a partir da experiência de quem vive os desafios no cotidiano das escolas. O diálogo segue em andamento.

 

Política intersetorial e equipe multidisciplinar

Outra demanda em que há perspectiva de avanços é a retomada de uma política de atendimento intersetorial, com profissionais de diversas áreas atuando de forma integrada para identificar as reais necessidades de cada aluno. Sem esse olhar multidisciplinar, as crianças continuam sendo atendidas de forma fragmentada.

A SME está avaliando a retomada desses profissionais, inclusive nos CMAEEs. Haverá reunião com a Saúde para pensar soluções.

 

Protocolos

Outra pauta central é a construção de protocolos preventivos e pós-crise para que as equipes das escolas tenham clareza nos procedimentos a adotar. Além de organizar o trabalho pedagógico, dariam garantias jurídicas importantes ao magistério. A Prefeitura informou que os protocolos já estão sendo avaliados pelo setor Jurídico, que é a última fase antes da publicação.

 

Saúde do magistério

O SISMMAC enfatizou que essas mudanças precisam vir acompanhadas de investimento, ampliação de contratações, mudança de área de atuação para a pedagogia escolar e redução na quantidade de alunos por turma. O desmonte da educação inclusiva é um dos principais fatores da sobrecarga que gera adoecimento crescente no magistério.

Compromisso assumido em negociação precisa virar política pública. O SISMMAC atuará em cada etapa para garantir que o que foi conquistado na greve saia do papel.

 

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