Chegou ao SISMMAC uma grave denúncia sobre a forma a estrutura da Secretaria Municipal de Educação (SME) está sendo contaminada pelo assédio institucional.
O relato (que manteremos em anonimato para preservar a integridade de quem denunciou) aponta um cenário preocupante que combina dois aspectos centrais: o desmonte de políticas públicas educacionais estruturantes e o adoecimento das equipes em função de práticas autoritárias e assédio institucional.
Segundo a denúncia, programas construídos historicamente para garantir a equidade na rede (fundamentais para o enfrentamento das desigualdades sociais, étnico-raciais e territoriais) vêm sendo esvaziados ou deslegitimados.
Iniciativas que articulavam cultura, arte e valorização da diversidade passaram a ser tratadas como projetos meramente acessórios, reduzindo sua importância pedagógica e comprometendo a perspectiva de educação integral. Isso representa um grave retrocesso em relação ao compromisso da escola pública com a justiça social e o direito à aprendizagem de todas e todos.
Ao mesmo tempo, o documento recebido pelo sindicato aponta para um ambiente de trabalho marcado pelo medo, pela instabilidade e pela perseguição a profissionais experientes.
Há relatos de remoções arbitrárias, transferências punitivas, reestruturações sem justificativa técnica e uma cultura de silenciamento baseada em ameaças e na ausência de diálogo. O clima descrito é de insegurança constante, com impactos diretos na saúde psicológica de professoras, professores e equipes pedagógicas.
O SISMMAC repudia qualquer forma de assédio institucional e de desmonte das políticas educacionais que a nossa categoria ajudou a construir com luta. Reafirmamos que a educação pública de qualidade depende de condições de trabalho dignas e do fortalecimento de programas que reconheçam e enfrentem as desigualdades presentes na rede.
Seguiremos acompanhando e cobrando respostas da Prefeitura e da Secretaria de Educação. Reforçamos ainda que professoras e professores que enfrentam situações semelhantes devem nos procurar. Trataremos as denúncias com sigilo e, de forma coletiva, enfrentaremos a violência institucional.
Fonte: SISMMAC











