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Demissão de Jean Pierre expõe o fracasso do projeto de desmonte da educação municipal de Curitiba

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JEAN PIERRE DEMITIDO copiar

Jean Pierre foi demitido da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Curitiba. A exoneração foi anunciada em uma nota breve enviada pela Prefeitura à imprensa no final desta sexta-feira (20).

Sai o nome, mas uma questão permanece: o prefeito Eduardo Pimentel dará continuidade à política de desmonte da educação pública da nossa cidade?

A gestão de Jean Pierre foi marcada por instabilidade, mudanças improvisadas e pela tentativa de implementar um projeto de desmonte pedagógico na rede municipal. Escolas sem professores, alterações curriculares sem diálogo, redução de espaços de disciplinas fundamentais, orientações contraditórias às escolas e desrespeito às próprias normativas da Secretaria produziram desgaste, desorganização e insegurança nas unidades.

O caos imperou neste início de ano letivo.

O SISMMAC vinha denunciando os rumos adotados pela SME. Alertamos que currículo não se constrói em gabinete e que a educação pública não pode ser conduzida por experimentos administrativos desconectados da realidade das escolas.

Mas a substituição no comando da Secretaria não resolve o problema se o projeto continuar o mesmo (e nós alertamos isso desde antes da posse de Jean Pierre). Não se trata apenas de nomes, mas de concepção. A superintendente de Gestão Educacional Thalita Folmann, que substitui Jean Pierre provisoriamente, é parte do problema. Sua gestão vem aprofundando o desgaste das direções das escolas desde o começo de fevereiro. O episódio recente das mudanças na organização do tempo escolar, anunciadas e agora desmentidas pela própria SME, é símbolo de uma gestão sem direção pedagógica clara.

Tudo isso deve servir de alerta para o prefeito Eduardo Pimentel. Ele precisa interromper o projeto que vem sendo aplicado na educação municipal e começar a ouvir o magistério.

Sem valorização profissional, sem Crescimento Vertical para todas e todos e sem escutar a nossa categoria, o resultado será sempre o mesmo: desorganização e perda de qualidade.

Uma cidade não constrói futuro apenas com obras e propaganda. Constrói com educação pública de qualidade, com respeito às professoras e aos professores e com carreira valorizada.

Curitiba construiu uma das redes municipais mais sólidas do país. Persistir em políticas que fragilizam essa trajetória é um erro que a população curitibana não pode pagar.

É hora de mudar o rumo e colocar a educação no centro do projeto de futuro da nossa cidade.

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