Durante as eleições, Eduardo Pimentel fez 20 promessas ao magistério municipal de Curitiba. Vinte compromissos públicos com a educação da cidade.
Cumpriu apenas um.
Não é erro de conta. É o tamanho do descaso.
Salas superlotadas, confisco das aposentadorias, salários achatados, exclusão da maioria do magistério do Crescimento Vertical, falta de profissionais nas escolas desde o primeiro dia de aula, inclusão sem estrutura e sem apoio, professoras sem auxílio-alimentação. Nada disso foi resolvido.
Pimentel não esqueceu. Escolheu não cumprir.
A população de Curitiba merece saber o que está por trás dessa conta: um prefeito que pediu voto com 20 promessas, mas depois decidiu que a educação pública podia esperar.
As crianças não merecem salas superlotadas: merecem educação de qualidade. As professoras não merecem adoecer: merecem condições dignas de trabalho. As aposentadas e os aposentados não merecem ter a renda confiscada: merecem o reconhecimento de uma vida dedicada à cidade.
Mas o prefeito, que prometeu avanços, entregou abandono.
Em 8 de abril, o magistério de Curitiba entra em greve e vai às ruas cobrar as promessas que ficaram no discurso.
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