Manhã e tarde com auditório lotado. Nesta quarta-feira (25), representantes de escolas de toda a cidade ocuparam cada cadeira disponível no auditório do SISMMAC para a reunião do Conselho de Representantes (CR), em mais uma demonstração de que a mobilização do magistério de Curitiba cresce a cada dia.
Nas intervenções, ficou ainda mais claro que as escolas chegaram no limite. As representantes e os representantes trouxeram a realidade concreta das suas unidades: a indignação com o abandono da Prefeitura, com a desvalorização, com as condições de trabalho que se deterioram e com a falta de profissionais. Mas trouxeram também a esperança de quem constrói a luta junto: colegas que se engajam, famílias que reconhecem no movimento do magistério a defesa do futuro das suas filhas e dos seus filhos.
No CR, foi concluída a construção da Pauta Geral de Reivindicações do Magistério 2026, complementando a Pauta Emergencial aprovada na Assembleia do dia 19.
A pauta reafirma demandas represadas de anos anteriores e as questões mais urgentes, como crescimento vertical universal, contratação de professoras e professores e de profissionais de apoio, implementação do Descongela, fim do confisco das aposentadorias, entre outras.
Mobilização em todos os espaços
A direção apresentou o cronograma dos próximos dias: panfletagens nos terminais de ônibus de diferentes regiões da nossa cidade e, neste domingo, intervenção durante as comemorações dos 333 anos de Curitiba. Se a Prefeitura quer festa, vai ter que dividir o espaço com o magistério que luta. Além disso, faremos um pronunciamento na Tribuna Livre da Câmara dos Vereadores no dia 1º de abril.
O CR também debateu a mobilização digital e a importância do engajamento de toda a categoria para ampliar o alcance das lutas e aumentar a pressão sobre o prefeito Eduardo Pimentel e os vereadores da base. Além disso, a assessoria jurídica esclareceu dúvidas sobre o direito de greve, garantido a todas e todos, inclusive a quem ainda está no estágio probatório.
A greve começa no dia 8 de abril. E ela está sendo construída agora, em cada escola, em cada conversa. Nossa categoria sabe que, quando se une e bate o pé, nossa cidade treme.











