Nesta quarta-feira (30), o Conselho de Representantes do SISMMAC se reuniu para debater os principais temas que afetam o magistério de Curitiba e organizar coletivamente os próximos passos da luta da categoria.
Com ampla participação das representações escolares, a reunião reforçou a centralidade da mobilização nas escolas para fazer frente aos desafios do segundo semestre.
Semana Pedagógica 2025: entre a retórica e a realidade
A direção do sindicato apresentou uma análise crítica sobre a abertura da Semana Pedagógica organizada pela SME, destacando a distância entre o discurso oficial da gestão e as reais condições vividas nas escolas. Várias ideias anunciadas pela Secretaria reproduzem concepções presentes em políticas do governo Ratinho Jr. e de outras gestões alinhadas ao neoliberalismo, como a plataformização da gestão e a lógica de metas abusivas, que têm gerado graves consequências na saúde docente e contribuído para a precarização da educação pública.
Representantes das escolas trouxeram elementos concretos que evidenciam os impactos dessas medidas e a preocupação com os rumos da política educacional municipal. O sindicato construirá um material específico para aprofundar esse debate com a base.
Transição da Parte Especial para a Parte Permanente
A transição da Parte Especial para a Parte Permanente da carreira do magistério foi outro ponto central da reunião. A direção sindical reforçou que essa é uma luta antiga, com potencial de gerar ganhos salariais reais e justiça na carreira para esse segmento. Após cobranças insistentes do sindicato, a Prefeitura se comprometeu a publicar o edital em breve.
Além disso, foi confirmada a possibilidade de participação no crescimento vertical para quem fizer a transição — uma conquista muito importante. A direção do SISMMAC reforçou a importância de dialogar com todas as professoras e professores que ainda estão na Parte Especial para garantir que ninguém fique de fora do procedimento.
Estado de greve e a campanha por valorização
A continuidade da construção do estado de greve também esteve em pauta. A direção do SISMMAC reforçou que a principal bandeira da mobilização neste momento deve ser a universalização do crescimento vertical, sem critérios restritivos que gerem disputas por vagas.
O SISMMAC lançou uma nova campanha, que mostra que, diferentemente do que afirmou o prefeito Eduardo Pimentel, há, sim, motivos para o estado de greve das professoras de Curitiba.
A campanha já está nas redes do sindicato, e será muito importante o engajamento da categoria para que a mensagem se amplifique. Também foram distribuídas plaquinhas para que as professoras se juntem, publiquem fotos nas redes sociais e, se preferirem, poderão enviar para o WhatsApp do SISMMAC (41 99737-2120), para publicarmos em nossas redes.
Negociações: avanços pontuais e desafios estruturais
A direção do sindicato também apresentou um balanço das mesas de negociação com a Prefeitura. Houve avanços em temas como o remanejamento e a transição de quem está na parte especial para a parte permanente, compromisso de retomada das atividades formativas descentralizadas e outros pontos da pauta de reivindicações do magistério.
Além da universalização do crescimento vertical na carreira e de uma política real de valorização profissional, o sindicato também vem cobrando a desburocratização do trabalho pedagógico, soluções para problemas estruturais nas escolas e para a falta de professoras, pedagogas e profissionais de apoio, revisão da política de dimensionamento de pessoal nas escolas, entre outras demandas urgentes.
A direção sindical reforçou que a mobilização será essencial para o andamento dos temas mais estruturantes da pauta, e que será fundamental a participação do conjunto da categoria nos espaços deliberativos do magistério, onde as lutas são organizadas, os debates são feitos e as decisões são tomadas coletivamente.
Unidade e organização para avançar
O Conselho de Representantes reafirmou seu papel como espaço fundamental de articulação entre a base e a direção do sindicato. Com participação ativa das escolas, seguimos fortalecendo a luta por uma educação pública de qualidade e por valorização real das professoras e professores de Curitiba.
Seguimos juntas e juntos: só a luta coletiva é capaz de fazer a educação avançar!











