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Com votos da base do prefeito, Câmara aprova militarização das escolas. Pimentel decidirá se cumpre sua palavra

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Com votos da base do prefeito, Câmara aprova militarização das escolas. Pimentel decidirá se cumpre sua palavra

Com votos dos vereadores da base do prefeito Eduardo Pimentel, a Câmara Municipal aprovou o projeto que prevê a militarização das escolas de anos finais (6º ao 9º) da rede municipal. A decisão sobre a implementação agora é de Pimentel: ele vai ter que escolher se veta a lei ou descumpre o compromisso assumido em campanha de não militarizar nem privatizar as escolas de Curitiba.

Ele terá que decidir se mantém sua palavra ou se vai agradar a bancada extremista, composta por parlamentares para quem importa apenas a oportunidade de ganhar curtidas, seguidores, votos nas eleições e dinheiro pago pelas redes sociais por visualizações em conteúdos de ódio contra a educação.

A gestão disse oficialmente que não tinha nada a ver com o projeto, que era iniciativa da Câmara. Mas seus vereadores votaram a favor. A contradição fala por si.

O SISMMAC alertou sobre os perigos antes da votação. Em escolas militarizadas Brasil afora, inúmeros casos de abuso sexual de alunas e os agressores ficam impunes. Professoras enfrentam interferência pedagógica e ameaças à liberdade de cátedra. Alunos da educação inclusiva serão os mais prejudicados, pois não há espaço para eles nesse modelo. Até os estatutos das escolas poderão ser revistos pelos militares.

Alertamos que não há evidência de melhora significativa na qualidade do ensino em escolas militarizadas, mas que há, porém, farta documentação de violência de militares contra estudantes e profissionais da educação. Nada disso foi considerado.

A sessão foi marcada por vereadores fazendo discursos com dados distorcidos, ataques às professoras e até por um vídeo com imagens de escolas que nem pertencem à rede municipal. O projeto foi aprovado com base em mentiras.

Entre todos os apoiadores, nenhuma fala sobre os problemas reais da rede: as falhas na política de inclusão, as salas superlotadas, a desvalorização do magistério, a falta de profissionais ou os problemas estruturais. Nenhuma proposta concreta para melhorar a educação das crianças de Curitiba.

A Câmara, já desacreditada pela população, confirmou mais uma vez que não trabalha pelo bem da cidade.

Quem votou contra o projeto: Angelo Vanhoni (PT), Camila Gonda (PSB), Giorgia Prates (PT), Lais Leão (PDT), Marcos Vieira (PDT), Professora Angela (PSOL), Professor Euler (MDB) e Vanda de Assis (PT).

Quem votou a favor:
Votaram a favor do projeto os vereadores Amália Tortato (NOVO), Andressa Bianchessi (UNIÃO), Beto Moraes (PSD),Bruno Rossi (AGIR), Bruno Secco (NOVO), Carlise Kwiatkowski (PL), Da Costa (PODEMOS) Delegada Tathiana (PL), Eder Borges (NOVO), Fernando Klinger (PL), Guilherme Kilter (NOVO), Hernani (REPUBLICANOS), Indiara Barbosa (NOVO), Jasson Goulart (REPUBLICANO), João Bettega (PL), Mauro Bobato (PP), Meri Martins (REPUBLICANOS), Nori Seto (PP), Olimpio Araujo (PL), Rafaela Lupion (PSD), Renan Ceschin (PODEMOS), Serginho do Posto (PSD) e Zezinho Sabará (PSD).

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