No sábado (19), o Coletivo de Diversidade do SISMMAC se reuniu para exibir e debater o filme “O Que Faz uma Família”, de 2001, dirigido por Maggie Greenwald. A obra retrata a história de um casal de mulheres da Flórida que, após o nascimento da filha, enfrenta uma condição de saúde grave. Com o falecimento da mãe que gestou a criança, a história se volta para uma disputa judicial pela guarda, num momento em que o estado da Flórida não reconhecia a adoção por casais homoafetivos. Na reunião, também foram distribuídas as camisetas do Coletivo.
Reflexão
A história do filme, ambientada há mais de duas décadas, serviu de ponto de partida para o debate sobre a situação atual dos direitos da população LGBTQIAPN+ no Brasil. O Coletivo relembrou que boa parte desses direitos é garantida hoje por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), não por legislação própria aprovada pelo Congresso.
Isso deixa essas conquistas mais vulneráveis diante das eleições deste ano. O próximo presidente deve indicar entre quatro e cinco ministros do STF, o que pode alterar diretamente a composição da Corte que hoje sustenta esses direitos, colocando em risco garantias que muitas famílias já consideram consolidadas.
O encontro reforçou a importância da união e do debate permanente sobre os direitos da população LGBTQIAPN+.











