Chega de violência contra escolas!

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Chega de violência nas escolas

Em um intervalo curto de tempo, duas unidades da Rede Municipal de Ensino de Curitiba foram alvo de violência. Os dois casos alertam para os perigos que a educação pública enfrenta hoje no nosso país.

 

O CEI Ritta Anna de Cássia quase foi invadido depois de denúncias falsas de abusos contra crianças. As forças de segurança tiveram de intervir para conter pessoas que tentaram entrar na unidade para agredir funcionárias e funcionários, em uma situação que poderia ter terminado em tragédia. Mensagens de ódio circularam em grupos de WhatsApp e nas redes, com ameaças de morte e pedidos de justiça com as próprias mãos, sem prova alguma. A vida de servidoras e servidores foi colocada em risco, e a equipe ficou com traumas que podem durar anos ou nunca serem superados.

Nesta sexta-feira (9), a violência foi ainda mais drástica. Um homem armado invadiu o CMEI São Braz e fez 13 crianças reféns, ameaçando cometer um massacre contra estudantes e docentes. Depois de mais de três horas de negociação, a Polícia Militar neutralizou o sequestrador e as crianças foram libertadas, mas os traumas podem permanecer.

Os dois episódios levantam uma pergunta: como as escolas, tidas por tanto tempo como pilares da sociedade, passaram a ser alvos cada vez mais frequentes? Não são casos isolados. O SISMMAC atende, com frequência crescente, professoras e professores vítimas de agressão dentro das unidades. Precisamos entender de onde vem esse ódio contra as escolas, quem o estimula e quem ganha com ele.

A segurança das unidades segue sendo responsabilidade direta da Prefeitura (há anos a PMC é notificada sobre falta de segurança unidade, especialmente porque o muro é baixo) e do governo do Estado, e o SISMMAC vai continuar cobrando que assumam essa obrigação.

Mas a cobrança ao poder público não esgota a reflexão. Uma situação em que a vida de tantas crianças pequenas e da equipe escolar esteve ameaçada causou menos comoção do que outros assuntos banais do cotidiano. Quando isso acontece, a escola fica sozinha.

Por isso, quem educa precisa de proteção, e a sociedade precisa voltar a abraçar as escolas.

 

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