O SISMMAC tem recebido, com crescente frequência, denúncias de professoras e professores sobre o atendimento desrespeitoso, burocrático e desumanizado nos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Curitiba. Relatos de grosserias, de negativa infundada a solicitações, de represálias veladas e de negação do direito ao contraditório têm se tornado rotina — e isso é inaceitável!
Quando as professoras e os professores buscam orientações, entregam documentos ou fazem requerimentos, o mínimo que se espera é um atendimento digno, ético e respeitoso. O que temos visto, no entanto, é o oposto: os NREs têm atuado como instâncias de controle, humilhação e obstáculo.
Não bastasse o excesso de burocracia e os entraves injustificáveis na análise de solicitações, o tratamento dado às servidoras e aos servidores chega a beirar o assédio.
Os problemas não são novos. A atual gestão da Prefeitura manteve as chefias dos Núcleos herdadas da administração anterior, por critérios meramente políticos, como parte de uma estratégia de troca de cargos por apoio. É como se tivessem recebido o aval para aprofundarem ainda mais a política de assédio.
Muitas dessas nomeações não têm qualquer compromisso com a qualidade da educação, tampouco com a valorização do magistério. Em vez de atuarem com visão pedagógica e democrática, muitos desses gestores se transformaram em meros executores das práticas de assédio institucional que vêm adoecendo a categoria, em um modelo que implementa uma prática que em nada se assemelha às políticas educacionais aplicadas pelos países mais desenvolvidos do planeta.
Se a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação não tomarem providências, o SISMMAC tomará. De início, começaremos a orientar as professoras e os professores para que gravem e registrem os atendimentos nos Núcleos. Depois, tomaremos outras providências.
É um direito do servidor se resguardar de assédios ou constrangimentos. E o sindicato estará ao lado de cada profissional que se sentir desrespeitado.
Não aceitaremos mais a imposição do medo, o abuso de autoridade e o cerceamento de direitos. Seguiremos denunciando, acompanhando cada caso e exigindo mudanças profundas na estrutura dos NREs.
Educação pública se faz com respeito, com valorização e com gestão democrática, não com truculência e autoritarismo disfarçados de “organização”.











