As eleições acabaram, o palanque foi desmontado e o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, pode finalmente voltar à cidade que prometeu administrar. Nos últimos tempos, ele deixou de lado suas responsabilidades com Curitiba e, especialmente, com a educação do município para se concentrar nas eleições.
Pimentel apoiou um projeto que tinha, entre seus objetivos, a aprovação da Reforma Administrativa, para facilitar a demissão de professoras, professores e demais servidores. O projeto foi derrotado nas urnas. Agora, o prefeito tem que voltar à mesa, onde suas promessas estão paradas.
Quem trabalha nas escolas só queria ouvir sobre o futuro das escolas da cidade. Quanto a isso, silêncio. E muita água, já que tivemos escola alagada, como acontece todos os anos.
Agora, a agenda eleitoral não serve mais de desculpa. Há pendências urgentes com o magistério e compromissos que Pimentel não cumpriu, inclusive os assumidos com nossa categoria durante as mobilizações e a grande greve de abril.
Temos várias pendências urgentes:
- Manutenção das turmas de 6º ao 9º ano (estamos quase em novembro, famílias e profissionais seguem sem posição da gestão)
- Crescimento Horizontal (deveria ter começado em setembro)
- Data-base (prevista para este mês) e reposição das perdas acumuladas
- Fim do confisco das aposentadorias
- Concurso público
- Salas superlotadas
- Falta de profissionais de apoio à inclusão
- Escolas alagadas
A lista não é nova. Já tratamos de cada item em mesas de negociação, e a gestão municipal conhece todos de cor. A eleição passou, mas as salas continuam cheias, e algumas alagadas.
O magistério não esqueceu o que foi prometido e continua cobrando cada ponto. Professoras e professores cumpriram a parte deles o ano inteiro. Falta a Prefeitura cumprir a sua.
Pimentel já pode começar a administrar a cidade. Ou vai esperar que Puppi continue decidindo tudo por ele?










