As ruas do centro de Curitiba foram ocupadas neste domingo (8) por centenas de mulheres em uma demonstração de unidade e resistência. Nossa categoria, majoritariamente feminina, esteve presente para reafirmar que o Dia Internacional das Mulheres é dia de luta por direitos e pela vida.
A mobilização começou às 9h, na Praça Santos Andrade. Às 10h, as participantes seguiram até a Boca Maldita, junto à estátua de Enedina Alves Marques, símbolo da força da mulher negra no Paraná.
O lema “Parem de nos matar” ecoou por todo o trajeto. Nas escadarias da UFPR, 87 pares de sapatos foram dispostos para simbolizar as vítimas da violência: um gesto que expõe a urgência de políticas públicas reais. Desde o começo deste ano, 8 mulheres foram assassinadas em Curitiba.
A denúncia contra o feminicídio caminhou junto com o debate sobre o fim da escala 6×1 e a valorização do trabalho feminino, pautas que dialogam diretamente com a sobrecarga vivida nas nossas unidades.
O machismo estrutural que mata é o mesmo que precariza e adoece as servidoras públicas. As gestões Greca e Pimentel foram cúmplices dessa precarização: carreiras congeladas, adoecimento docente, falta de estrutura. O silêncio do poder público municipal também é uma violência institucional contra as mulheres.
A força demonstrada ontem é o combustível para as próximas etapas das nossas lutas. Ontem foi nas ruas. No dia 19, será na Assembleia. A luta não para, e o magistério também não!











