Neste 30 de agosto, o SISMMAC presta sua solidariedade às educadoras e educadores da rede estadual do Paraná, representados pela APP-Sindicato, que realiza atos em todo o estado para marcar esta data de luta e memória.
Em 1988, no governo de Álvaro Dias, a educação pública foi recebida com violência brutal: cavalaria, cães e bombas contra trabalhadores e trabalhadoras que apenas reivindicavam direitos. Centenas ficaram feridos naquele que entrou para a história como um dos maiores episódios de repressão já vistos no nosso país.
Hoje, décadas depois, a violência do governo estadual assume outra face. Sob Ratinho Jr, a violência é psicológica, silenciosa e cotidiana: assédio moral, pressão por metas, plataformização, terceirização e privatização. A tropa de choque não agride professoras nas ruas, está comandando escolas.
A precarização do trabalho docente se tornou política pública.
Não é coincidência que um governo comandado por um “rato” imponha esse tipo de política: assim como o animal espalha doenças, a gestão estadual contamina a escola pública com práticas autoritárias, que enfraquecem a democracia e aumentam o sofrimento de professoras e professores. A meta agora é adoecer o máximo de docentes.
Nesta data, reafirmamos nossa solidariedade às lutas da educação estadual. Somos todas educadoras e educadores, e o que está em jogo é a defesa da vida, da dignidade e da escola pública de qualidade. Que a memória de 1988 nos inspire a resistir, e que nenhuma forma de violência — seja física ou psicológica — cale quem constrói o futuro do país.











