Sismac
  • 11 | 09 | 2019 - 13:22 Informe-se

    Vereadores propõem retomada da dobradinha na Eleição de Diretores

    Vereadores propõem retomada da dobradinha na Eleição de Diretores
    Projeto dos vereadores Pier Petruzziello e Tico Kuzma ignora construção coletiva a respeito da gestão democrática

    No dia 3 de setembro, os vereadores Pier Petruzziello e Tico Kuzma apresentaram na Câmara de Vereadores o pedido de alteração da lei 14528/14, que propõe retomada da “dobradinha” na Eleição de Diretores na rede municipal de ensino. Pier, líder do prefeito que comandou a aprovação do pacotaço em 2017 na Ópera de Arame com uso de forte aparato policial, vem anunciando que está preocupado com a próxima eleição de diretores das escolas. Esse é o mesmo vereador que foi contra o magistério em todas as votações da Câmara. Árduo defensor de Greca, agora diz que está preocupado com a gestão democrática. Caso o projeto seja aprovado, diretoras e diretores das escolas poderão se perpetuar em seus cargos eternamente.

    Quando nos deparamos com uma proposta como essa é preciso refletir para além do processo eleitoral que acontece nas unidades a cada três anos. A consulta pública acontece desde a década de 1980 e foi com muito debate que o magistério deliberou em 2014 o posicionamento contrário a dobradinha, visando maior revezamento na dupla que se torna chefia imediata da unidade.

    O fato de elegermos uma chefia é algo importante e precisamos ter um debate amplo e transparente sobre o que é a administração de uma unidade e quais são as formas mais democráticas possíveis de condução da gestão da escola.

    A lei 14528/14 permite a reeleição uma vez. Ou seja, já possibilita a continuidade de seis anos de mandato na direção da unidade. A mudança da lei poderá deixar uma dupla na direção da unidade eternamente! Os diretores das unidades da rede municipal recebem gratificação para o cargo, o que gera mais polêmica e interesses no processo eleitoral. As atuais direções que fazem um bom trabalho podem preparar uma dupla substituta ou abrir o debate para que na unidade mais professores tenham a oportunidade de se colocarem para o pleito, garantindo o revezamento e a amplitude do debate nas unidades.

    Em todos os debates que fizemos enquanto categoria e em duas assembleias diferentes, a primeira em 2014 e a segunda em 2017, o magistério se posicionou contrário à dobradinha e a favor do prazo de seis anos como limite de uma mesma gestão.

    A alternância da direção da escola melhora o debate na unidade, legitima mais a direção da escola para conduzir os processos e liberta a direção de vícios antigos e cooptação da administração municipal.

    Para nós da direção do SISMMAC, é estranho que um vereador da bancada do tratoraço que aprovou o pacotaço venha agora tentar propor alteração de lei dizendo que teve diálogos com a categoria. Ora, se houve algum debate, com certeza não foi com a base dos professores municipais e nem com a direção do Sindicato. Por isso, perguntamos: qual seria o real interesse desses vereadores?

    Existem várias pautas do magistério que poderiam ser debatidas com relação a mudança da lei de eleição de diretores. Uma delas é a garantia do segundo vice-diretor para unidades com mais de 1200 alunos. Outra é a garantia do segundo vice para unidades que tem Educação de Jovens e Adultos (EJA). No entanto, essas pautas não são motivo de preocupação dos vereadores.

    Além disso, nos mais de 200 CMEIs da rede municipal e nos nove CMAEs não existe eleição para direções da unidade. Isso significa que em mais da metade da rede não há consulta pública para a escolha dos diretores!

    Na justificativa dos vereadores para manter a dobradinha, os autores dizem que não querem cercear o direito de ninguém de se colocar no processo democrático, mas não seria importante debater com os trabalhadores e a comunidade dos CMEIS e CMAES a possibilidade de eleição de direções também?

    A direção do SISMMAC mantém e defende a posição aprovada em assembleia da categoria, que é contrária a dobradinha nas eleições de diretores.

    Mobilize a sua escola para esse debate e se posicione, envie e-mails com a sua opinião para os vereadores e participe da assembleia unificada dos servidores que acontecerá no próximo dia 25 de setembro, a partir das 18h30, na sede do SISMUC (Rua Nunes Machado, 1577 – Rebouças).

    Firmes!

  • 11 | 09 | 2019 - 13:22 Informe-se

    Vereadores propõem retomada da dobradinha na Eleição de Diretores

    Vereadores propõem retomada da dobradinha na Eleição de Diretores
    Projeto dos vereadores Pier Petruzziello e Tico Kuzma ignora construção coletiva a respeito da gestão democrática

    No dia 3 de setembro, os vereadores Pier Petruzziello e Tico Kuzma apresentaram na Câmara de Vereadores o pedido de alteração da lei 14528/14, que propõe retomada da “dobradinha” na Eleição de Diretores na rede municipal de ensino. Pier, líder do prefeito que comandou a aprovação do pacotaço em 2017 na Ópera de Arame com uso de forte aparato policial, vem anunciando que está preocupado com a próxima eleição de diretores das escolas. Esse é o mesmo vereador que foi contra o magistério em todas as votações da Câmara. Árduo defensor de Greca, agora diz que está preocupado com a gestão democrática. Caso o projeto seja aprovado, diretoras e diretores das escolas poderão se perpetuar em seus cargos eternamente.

    Quando nos deparamos com uma proposta como essa é preciso refletir para além do processo eleitoral que acontece nas unidades a cada três anos. A consulta pública acontece desde a década de 1980 e foi com muito debate que o magistério deliberou em 2014 o posicionamento contrário a dobradinha, visando maior revezamento na dupla que se torna chefia imediata da unidade.

    O fato de elegermos uma chefia é algo importante e precisamos ter um debate amplo e transparente sobre o que é a administração de uma unidade e quais são as formas mais democráticas possíveis de condução da gestão da escola.

    A lei 14528/14 permite a reeleição uma vez. Ou seja, já possibilita a continuidade de seis anos de mandato na direção da unidade. A mudança da lei poderá deixar uma dupla na direção da unidade eternamente! Os diretores das unidades da rede municipal recebem gratificação para o cargo, o que gera mais polêmica e interesses no processo eleitoral. As atuais direções que fazem um bom trabalho podem preparar uma dupla substituta ou abrir o debate para que na unidade mais professores tenham a oportunidade de se colocarem para o pleito, garantindo o revezamento e a amplitude do debate nas unidades.

    Em todos os debates que fizemos enquanto categoria e em duas assembleias diferentes, a primeira em 2014 e a segunda em 2017, o magistério se posicionou contrário à dobradinha e a favor do prazo de seis anos como limite de uma mesma gestão.

    A alternância da direção da escola melhora o debate na unidade, legitima mais a direção da escola para conduzir os processos e liberta a direção de vícios antigos e cooptação da administração municipal.

    Para nós da direção do SISMMAC, é estranho que um vereador da bancada do tratoraço que aprovou o pacotaço venha agora tentar propor alteração de lei dizendo que teve diálogos com a categoria. Ora, se houve algum debate, com certeza não foi com a base dos professores municipais e nem com a direção do Sindicato. Por isso, perguntamos: qual seria o real interesse desses vereadores?

    Existem várias pautas do magistério que poderiam ser debatidas com relação a mudança da lei de eleição de diretores. Uma delas é a garantia do segundo vice-diretor para unidades com mais de 1200 alunos. Outra é a garantia do segundo vice para unidades que tem Educação de Jovens e Adultos (EJA). No entanto, essas pautas não são motivo de preocupação dos vereadores.

    Além disso, nos mais de 200 CMEIs da rede municipal e nos nove CMAEs não existe eleição para direções da unidade. Isso significa que em mais da metade da rede não há consulta pública para a escolha dos diretores!

    Na justificativa dos vereadores para manter a dobradinha, os autores dizem que não querem cercear o direito de ninguém de se colocar no processo democrático, mas não seria importante debater com os trabalhadores e a comunidade dos CMEIS e CMAES a possibilidade de eleição de direções também?

    A direção do SISMMAC mantém e defende a posição aprovada em assembleia da categoria, que é contrária a dobradinha nas eleições de diretores.

    Mobilize a sua escola para esse debate e se posicione, envie e-mails com a sua opinião para os vereadores e participe da assembleia unificada dos servidores que acontecerá no próximo dia 25 de setembro, a partir das 18h30, na sede do SISMUC (Rua Nunes Machado, 1577 – Rebouças).

    Firmes!

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