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  • Eleição de Diretores: é preciso ir além do voto!
    05 | 10 | 2017 - 14:23 Informe-se

    Eleição de Diretores: é preciso ir além do voto!

    Cabe a cada um de nós refletir não só em quem votar, mas nos perguntar o que é gestão democrática?

    Daqui pouco mais de um mês, em novembro, a eleição para as direções das escolas será realizada. Esse é bom momento para refletir qual é o papel da direção e também dos demais professores e professoras da rede, principalmente, em tempos de ataques aos nossos direitos.

    A eleição garante a gestão democrática?

    Há quem acredite que praticar a democracia é apenas exercer seu poder de voto. Nós, da direção do SISMMAC, vamos além e entendemos que a eleição de diretores é um passo para a construção de condições para uma gestão democrática. Uma definição que ainda é bastante frágil na rede.

    Eleição ainda não é regra em Curitiba

    Em Curitiba, a prática de eleger diretores possui mais de 30 anos. A primeira consulta ocorreu em 1985 e, mesmo assim, somente em 2014 o município aprovou a primeira legislação que garante as eleições nas 185 escolas da rede.

    Nos mais de 200 CMEIs da rede municipal de ensino esse cenário ainda não é realidade. A direção dessas unidades é indicada pela Prefeitura. Essa situação também acontece com um terço dos diretores de escolas municipais de todo o país.
    Isso ocorre, primeiro, porque nem todas as unidades possuem o poder de eleger a direção, como é o caso dos CMEIs e CMAEs.

    Segundo, porque temos um sistema hierárquico na administração. E, dentro desse sistema, há cargos comissionados, que recebem uma gratificação cinco vezes maior do que o salário de um professor, para cumprir o papel de chefia das direções de escola. Os chamados chefes de núcleo não são eleitos e não têm vínculo com a comunidade. Eles coíbem demandas e reivindicações das unidades e, muitas vezes, responsabilizam as direções das unidades para que realizem o repasse das políticas municipais, mesmo quando essas políticas são questionadas pelo conjunto da comunidade.

    Os conselhos de escolas e as assembleias de pais para debater os problemas estruturais e pedagógicos das unidades não são valorizados e nem incentivados pela administração municipal. E esse descaso com os problemas enfrentados no chão da escola é o terceiro fator que torna a gestão democrática tão frágil na rede municipal de ensino.

    E o que você pode fazer diante desse cenário?

    Em novembro, acontecerá mais uma consulta para a eleição de diretores das escolas da rede municipal. Já neste mês de outubro deve sair o edital com a convocação do processo eleitoral e, nesse meio tempo, ainda teremos algumas mudanças na lei 14.528/14.

    Esse será mais um momento para resistir no chão das escolas, avançar na democracia interna e enfrentar o discurso da administração de que somos nós os responsáveis por resolver os problemas estruturais e pedagógicos da unidade. Com esse discurso, a Prefeitura busca nos transformar em vendedores de rifas e pastel, pintores, pedreiros, eletricistas, marceneiros, assistentes sociais, psicólogos, contadores, dentre outros.

    Enquanto não nos unirmos junto com a comunidade para enfrentar a administração, reivindicar melhorias e denunciar os problemas da educação pública, a gestão Greca seguirá priorizando cargos comissionados e empresários que lucram com o nosso suor. É preciso darmos um basta no famoso jeitinho!

    A essência do Estado capitalista é tirar cada vez mais de nós, trabalhadores, e garantir o lucro de poucos. E a escola não está imune a isso, pelo contrário, existem políticas nacionais e internacionais propostas por empresários para que nossas condições de trabalho sejam cada vez mais precarizadas. Por isso, cabe a nós resistir. Firmes!

    Matéria publicada na edição de outubro do jornal Diário de Classe
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  • 05 | 10 | 2017 - 14:23 Informe-se
    Eleição de Diretores: é preciso ir além do voto!

    Eleição de Diretores: é preciso ir além do voto!

    Cabe a cada um de nós refletir não só em quem votar, mas nos perguntar o que é gestão democrática?

    Daqui pouco mais de um mês, em novembro, a eleição para as direções das escolas será realizada. Esse é bom momento para refletir qual é o papel da direção e também dos demais professores e professoras da rede, principalmente, em tempos de ataques aos nossos direitos.

    A eleição garante a gestão democrática?

    Há quem acredite que praticar a democracia é apenas exercer seu poder de voto. Nós, da direção do SISMMAC, vamos além e entendemos que a eleição de diretores é um passo para a construção de condições para uma gestão democrática. Uma definição que ainda é bastante frágil na rede.

    Eleição ainda não é regra em Curitiba

    Em Curitiba, a prática de eleger diretores possui mais de 30 anos. A primeira consulta ocorreu em 1985 e, mesmo assim, somente em 2014 o município aprovou a primeira legislação que garante as eleições nas 185 escolas da rede.

    Nos mais de 200 CMEIs da rede municipal de ensino esse cenário ainda não é realidade. A direção dessas unidades é indicada pela Prefeitura. Essa situação também acontece com um terço dos diretores de escolas municipais de todo o país.
    Isso ocorre, primeiro, porque nem todas as unidades possuem o poder de eleger a direção, como é o caso dos CMEIs e CMAEs.

    Segundo, porque temos um sistema hierárquico na administração. E, dentro desse sistema, há cargos comissionados, que recebem uma gratificação cinco vezes maior do que o salário de um professor, para cumprir o papel de chefia das direções de escola. Os chamados chefes de núcleo não são eleitos e não têm vínculo com a comunidade. Eles coíbem demandas e reivindicações das unidades e, muitas vezes, responsabilizam as direções das unidades para que realizem o repasse das políticas municipais, mesmo quando essas políticas são questionadas pelo conjunto da comunidade.

    Os conselhos de escolas e as assembleias de pais para debater os problemas estruturais e pedagógicos das unidades não são valorizados e nem incentivados pela administração municipal. E esse descaso com os problemas enfrentados no chão da escola é o terceiro fator que torna a gestão democrática tão frágil na rede municipal de ensino.

    E o que você pode fazer diante desse cenário?

    Em novembro, acontecerá mais uma consulta para a eleição de diretores das escolas da rede municipal. Já neste mês de outubro deve sair o edital com a convocação do processo eleitoral e, nesse meio tempo, ainda teremos algumas mudanças na lei 14.528/14.

    Esse será mais um momento para resistir no chão das escolas, avançar na democracia interna e enfrentar o discurso da administração de que somos nós os responsáveis por resolver os problemas estruturais e pedagógicos da unidade. Com esse discurso, a Prefeitura busca nos transformar em vendedores de rifas e pastel, pintores, pedreiros, eletricistas, marceneiros, assistentes sociais, psicólogos, contadores, dentre outros.

    Enquanto não nos unirmos junto com a comunidade para enfrentar a administração, reivindicar melhorias e denunciar os problemas da educação pública, a gestão Greca seguirá priorizando cargos comissionados e empresários que lucram com o nosso suor. É preciso darmos um basta no famoso jeitinho!

    A essência do Estado capitalista é tirar cada vez mais de nós, trabalhadores, e garantir o lucro de poucos. E a escola não está imune a isso, pelo contrário, existem políticas nacionais e internacionais propostas por empresários para que nossas condições de trabalho sejam cada vez mais precarizadas. Por isso, cabe a nós resistir. Firmes!

    Matéria publicada na edição de outubro do jornal Diário de Classe

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