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  • Verdades e mentiras sobre os anúncios do prefeito Rafael Greca
    24 | 06 | 2017 - 16:38 Informe-se

    Verdades e mentiras sobre os anúncios do prefeito Rafael Greca

    O prefeito acha que pode dizer o que vem à cabeça na imprensa, mas contra fatos não há argumentos!

    Os anúncios do prefeito Rafael Greca ao longo dessa semana extrapolaram os limites do aceitável. Confira abaixo o que o prefeito tem dito para a imprensa e os fatos que Greca insiste em evitar ou esconder!

    Greve

    Mentira

    O prefeito Rafael Greca é tão egocêntrico que acredita que a greve é um gesto político contra ele, que estaria apenas preocupado em garantir o pagamento da folha de pagamento e das aposentadorias.

    Verdade

    A greve não é contra o prefeito. A greve é contra o pacotaço que retira direitos dos servidores e piora a qualidade do serviço público da cidade.

    Enquanto precariza saúde, educação e segurança públicas, a Prefeitura mantém os privilégios dos empresários, aumenta o número de comissionados e garante altos salários para cargos do executivo.

    Saque de mais de R$ 700 milhões no IPMC

    Mentira

    O prefeito quer sacar mais de R$ 700 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC). Mas ele diz que é apenas a restituição de valores que foram pagos indevidamente.

    Para isso, cita como exemplo os empresários do setor privado, que não recolhem contribuição patronal depois que o empregado se aposenta.

    Verdade

    O Ministério da Fazenda, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná e a Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal de Curitiba são unanimes em afirmar que esse saque é inconstitucional. Não houve repasse indevido e não há nada a ser restituído, pois a contribuição sobre aposentados e pensionistas está prevista em lei.

    Se o IPMC de fato tem rombo, como a Prefeitura pode cortar repasses mensais agora e ainda sacar mais de R$ 700 milhões do fundo?

    Ação da Polícia Militar no dia 20 de junho

    Mentira

    Greca afirmou que, no dia 20 de junho, a Polícia Militar não estava armada e usou apenas gás para conter a manifestação, sem agredir ninguém.

    Verdade

    A Polícia Militar estava armada, sim, e agiu com muita violência contra os servidores. Spray de pimenta e cassetetes foram usados contra os trabalhadores que não tinham nada para se defender.

    Isso sem falar nos custos de um operativo desses. O prefeito diz que os cofres municipais estão em crise, mas para convocar o braço armado do Estado contra os servidores tinha dinheiro.

    Em 2016, foram mais de 135 casos de arrombamentos e furtos nas escolas municipais. No mesmo ano, assaltos e furtos de carros atingiram um quarto das unidades. Para esses casos não existe força tarefa da Polícia, não é mesmo?

    Diálogo?

    Mentira

    Greca diz que houve diálogo, mas que os servidores “não ouvem” o prefeito. Ele gosta de alardear por aí que foram realizadas 44 reuniões na Prefeitura, 25 encontros na Câmara, duas com a presença dele.

    Verdade

    Vamos aos fatos: Greca sentou com representantes do SISMMAC apenas uma vez, em março, depois de cinco dias de greve.

    Apesar da quantidade de reuniões, em nenhuma delas houve negociação concreta com a administração municipal. Uma porque quem representava o executivo não tinha autonomia para negociar e outras porque serviram apenas para a Prefeitura apresentar uma proposta fechada, sem possibilidade de diálogo.

    Em nenhum momento as reivindicações dos servidores municipais foram levadas em consideração.

    Impacto financeiro das retiradas de direitos

    Mentira

    Para Greca, só quem é “doutor em economia” pode ter acesso aos dados que demostram o impacto financeiro do pacotaço.

    Verdade

    Os sindicatos já cobraram inúmeras vezes os dados do impacto financeiro do Plano de Recuperação de Curitiba. Entretanto, nunca foram respondidos pela Prefeitura.

    Ameaça de não pagar salário e 13º dos servidores

    Mentira

    O prefeito diz que se o pacotaço não for aprovado, não terá como pagar a 1º parcela do 13º salário dos servidores agora em julho. Além disso, Greca também afirma não ter como pagar o salário do funcionalismo a partir de agosto, caso os projetos não sejam aprovados.

    Verdade

    Para defender o pacotaço, o prefeito gastou milhões em propaganda na televisão. Mas para os serviços públicos, a desculpa é que falta dinheiro.

    A prestação de contas dos primeiros quatro meses de 2017 indica uma arrecadação maior do que as despesas no mesmo período. O balanço orçamentário do 2o bimestre desse ano, apresentado pela própria Prefeitura, fechou com superávit de R$ 472 milhões

    A maior parte da folha de pagamento dos trabalhadores da educação é paga com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

    Colocar a aprovação do pacotaço como condição para os pagamentos é uma chantagem da Prefeitura. Em sua maioria, os projetos do pacotaço que retiram direitos dos servidores não tem impacto imediato na arrecadação do município. A única exceção é o saque no IPMC.

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  • 24 | 06 | 2017 - 16:38 Informe-se
    Verdades e mentiras sobre os anúncios do prefeito Rafael Greca

    Verdades e mentiras sobre os anúncios do prefeito Rafael Greca

    O prefeito acha que pode dizer o que vem à cabeça na imprensa, mas contra fatos não há argumentos!

    Os anúncios do prefeito Rafael Greca ao longo dessa semana extrapolaram os limites do aceitável. Confira abaixo o que o prefeito tem dito para a imprensa e os fatos que Greca insiste em evitar ou esconder!

    Greve

    Mentira

    O prefeito Rafael Greca é tão egocêntrico que acredita que a greve é um gesto político contra ele, que estaria apenas preocupado em garantir o pagamento da folha de pagamento e das aposentadorias.

    Verdade

    A greve não é contra o prefeito. A greve é contra o pacotaço que retira direitos dos servidores e piora a qualidade do serviço público da cidade.

    Enquanto precariza saúde, educação e segurança públicas, a Prefeitura mantém os privilégios dos empresários, aumenta o número de comissionados e garante altos salários para cargos do executivo.

    Saque de mais de R$ 700 milhões no IPMC

    Mentira

    O prefeito quer sacar mais de R$ 700 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC). Mas ele diz que é apenas a restituição de valores que foram pagos indevidamente.

    Para isso, cita como exemplo os empresários do setor privado, que não recolhem contribuição patronal depois que o empregado se aposenta.

    Verdade

    O Ministério da Fazenda, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná e a Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal de Curitiba são unanimes em afirmar que esse saque é inconstitucional. Não houve repasse indevido e não há nada a ser restituído, pois a contribuição sobre aposentados e pensionistas está prevista em lei.

    Se o IPMC de fato tem rombo, como a Prefeitura pode cortar repasses mensais agora e ainda sacar mais de R$ 700 milhões do fundo?

    Ação da Polícia Militar no dia 20 de junho

    Mentira

    Greca afirmou que, no dia 20 de junho, a Polícia Militar não estava armada e usou apenas gás para conter a manifestação, sem agredir ninguém.

    Verdade

    A Polícia Militar estava armada, sim, e agiu com muita violência contra os servidores. Spray de pimenta e cassetetes foram usados contra os trabalhadores que não tinham nada para se defender.

    Isso sem falar nos custos de um operativo desses. O prefeito diz que os cofres municipais estão em crise, mas para convocar o braço armado do Estado contra os servidores tinha dinheiro.

    Em 2016, foram mais de 135 casos de arrombamentos e furtos nas escolas municipais. No mesmo ano, assaltos e furtos de carros atingiram um quarto das unidades. Para esses casos não existe força tarefa da Polícia, não é mesmo?

    Diálogo?

    Mentira

    Greca diz que houve diálogo, mas que os servidores “não ouvem” o prefeito. Ele gosta de alardear por aí que foram realizadas 44 reuniões na Prefeitura, 25 encontros na Câmara, duas com a presença dele.

    Verdade

    Vamos aos fatos: Greca sentou com representantes do SISMMAC apenas uma vez, em março, depois de cinco dias de greve.

    Apesar da quantidade de reuniões, em nenhuma delas houve negociação concreta com a administração municipal. Uma porque quem representava o executivo não tinha autonomia para negociar e outras porque serviram apenas para a Prefeitura apresentar uma proposta fechada, sem possibilidade de diálogo.

    Em nenhum momento as reivindicações dos servidores municipais foram levadas em consideração.

    Impacto financeiro das retiradas de direitos

    Mentira

    Para Greca, só quem é “doutor em economia” pode ter acesso aos dados que demostram o impacto financeiro do pacotaço.

    Verdade

    Os sindicatos já cobraram inúmeras vezes os dados do impacto financeiro do Plano de Recuperação de Curitiba. Entretanto, nunca foram respondidos pela Prefeitura.

    Ameaça de não pagar salário e 13º dos servidores

    Mentira

    O prefeito diz que se o pacotaço não for aprovado, não terá como pagar a 1º parcela do 13º salário dos servidores agora em julho. Além disso, Greca também afirma não ter como pagar o salário do funcionalismo a partir de agosto, caso os projetos não sejam aprovados.

    Verdade

    Para defender o pacotaço, o prefeito gastou milhões em propaganda na televisão. Mas para os serviços públicos, a desculpa é que falta dinheiro.

    A prestação de contas dos primeiros quatro meses de 2017 indica uma arrecadação maior do que as despesas no mesmo período. O balanço orçamentário do 2o bimestre desse ano, apresentado pela própria Prefeitura, fechou com superávit de R$ 472 milhões

    A maior parte da folha de pagamento dos trabalhadores da educação é paga com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

    Colocar a aprovação do pacotaço como condição para os pagamentos é uma chantagem da Prefeitura. Em sua maioria, os projetos do pacotaço que retiram direitos dos servidores não tem impacto imediato na arrecadação do município. A única exceção é o saque no IPMC.

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