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  • O CuritibaPREV nasce para matar o IPMC
    17 | 05 | 2018 - 16:17 Aposentadoria

    O CuritibaPREV nasce para matar o IPMC

    Entenda porque a resistência contra esse fundo privado é importante para garantir a nossa aposentadoria

    O CurtibaPREV está prestes a sair do papel e deve trazer prejuízos imediatos para os novos servidores municipais. Quem já está na rede também será afetado pelo funcionamento desse fundo privado de previdência complementar, que representa um passo em direção à privatização da nossa aposentadoria.

    Veja quais são os impactos do CuritibaPREV para os atuais e os novos servidores:

    CuritibaPrev suga recursos do IPMC

    Cada adesão de novos servidores ao fundo de previdência privado significará menos recursos para oInstituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC). Acontribuição patronal de 23% paga pela Prefeitura em nome do servidor será dividida: 3% serão desviados para o CuritibaPREV e 20% serão repassados ao IPMC.

    Essa medida afeta o equilíbrio financeiro e atuarial do IPMC, que deverá pagar a aposentadoria esperada pelo servidor com uma arrecadação menor.

    Não há garantias para o servidor que aderir ao CuritibaPREV

    Hoje, com o IPMC, o servidor sabe qual será o valor da sua aposentadoria e a Prefeitura é obrigada por lei a cobrir possíveis rombos ou déficit.

    Com o CuritibaPREV, não há garantia do valor da aposentadoria, que ficará refém das regras do mercado financeiro. Além disso, as regras podem ser alteradas a qualquer momento sem a concordância dos servidores.

    Trabalhadores arcam com rombos causados por má administração

    Basta olhar o noticiário para ver que os fundos privados de previdência complementar são pouco confiáveis. Mesmo quando os rombos são causados por má administração ou suspeita de superfaturamento, os trabalhadores são obrigados a pagar uma contribuição extra para cobrir o furo. É o que ocorre agora com o Postalis, o fundo de pensões dos trabalhadores dos Correios.

    Prefeitura terá maioria nos conselhos que fiscalizam o CuritibaPREV

    A Lei 15.072/2017 prevê que os conselhos são paritários, mas não é o que ocorrerá na prática.

    A Associação dos Aposentados foi incluída como representante dos servidores, mas na verdade essa entidade está do lado da Prefeitura no ataque aos direitos dos servidores. Essa associação votou a favor do saque de R$ 700 milhões do IPMC e do aumento da alíquota do ICS nos conselhos em que participa.

    Só vereadores e cargos comissionados ganham com o CuritibaPREV

    Para eles, esse fundo pode servir como um generoso pé de meia. Isso porque a Prefeitura e a Câmara Municipal pagarão a contrapartida do empregador e eles poderão levar os recursos para um outro fundo de previdência quando encerrarem seu vínculo com o município.

    Matéria publicada na edição de maio do jornal Diário de Classe
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  • 17 | 05 | 2018 - 16:17 Aposentadoria
    O CuritibaPREV nasce para matar o IPMC

    O CuritibaPREV nasce para matar o IPMC

    Entenda porque a resistência contra esse fundo privado é importante para garantir a nossa aposentadoria

    O CurtibaPREV está prestes a sair do papel e deve trazer prejuízos imediatos para os novos servidores municipais. Quem já está na rede também será afetado pelo funcionamento desse fundo privado de previdência complementar, que representa um passo em direção à privatização da nossa aposentadoria.

    Veja quais são os impactos do CuritibaPREV para os atuais e os novos servidores:

    CuritibaPrev suga recursos do IPMC

    Cada adesão de novos servidores ao fundo de previdência privado significará menos recursos para oInstituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC). Acontribuição patronal de 23% paga pela Prefeitura em nome do servidor será dividida: 3% serão desviados para o CuritibaPREV e 20% serão repassados ao IPMC.

    Essa medida afeta o equilíbrio financeiro e atuarial do IPMC, que deverá pagar a aposentadoria esperada pelo servidor com uma arrecadação menor.

    Não há garantias para o servidor que aderir ao CuritibaPREV

    Hoje, com o IPMC, o servidor sabe qual será o valor da sua aposentadoria e a Prefeitura é obrigada por lei a cobrir possíveis rombos ou déficit.

    Com o CuritibaPREV, não há garantia do valor da aposentadoria, que ficará refém das regras do mercado financeiro. Além disso, as regras podem ser alteradas a qualquer momento sem a concordância dos servidores.

    Trabalhadores arcam com rombos causados por má administração

    Basta olhar o noticiário para ver que os fundos privados de previdência complementar são pouco confiáveis. Mesmo quando os rombos são causados por má administração ou suspeita de superfaturamento, os trabalhadores são obrigados a pagar uma contribuição extra para cobrir o furo. É o que ocorre agora com o Postalis, o fundo de pensões dos trabalhadores dos Correios.

    Prefeitura terá maioria nos conselhos que fiscalizam o CuritibaPREV

    A Lei 15.072/2017 prevê que os conselhos são paritários, mas não é o que ocorrerá na prática.

    A Associação dos Aposentados foi incluída como representante dos servidores, mas na verdade essa entidade está do lado da Prefeitura no ataque aos direitos dos servidores. Essa associação votou a favor do saque de R$ 700 milhões do IPMC e do aumento da alíquota do ICS nos conselhos em que participa.

    Só vereadores e cargos comissionados ganham com o CuritibaPREV

    Para eles, esse fundo pode servir como um generoso pé de meia. Isso porque a Prefeitura e a Câmara Municipal pagarão a contrapartida do empregador e eles poderão levar os recursos para um outro fundo de previdência quando encerrarem seu vínculo com o município.

    Matéria publicada na edição de maio do jornal Diário de Classe

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