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Notícias | Além dos muros da escola

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  • O que o governo chama de reforma é a destruição dos nossos direitos
    Foto: Sismuc
    08 | 05 | 2017 - 14:02 Além dos muros da escola

    O que o governo chama de reforma é a destruição dos nossos direitos

    Reformas Trabalhista, da Previdência e a lei que libera geral as terceirizações aprofundam a desigualdade social

    Com o discurso da crise, o governo Michel Temer (PMDB) propõe a retirada de direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora. As reformas Trabalhista, da Previdência e a lei que libera geral as terceirizações só aprofundam a desigualdade social que existe no nosso país.

    Para nós, trabalhadores, menos direitos, salários menores e mais desemprego. Para os patrões, mais benefícios e isenções, lucros maiores e acumulação de riqueza.

    Para atender aos interesses dos empresários, o governo e o Congresso fizeram uma manobra e acabaram acelerando a votação de dois ataques aos direitos trabalhistas: em março, foi aprovado o projeto de terceirização, e, no final de abril, a Reforma Trabalhista.

    O projeto de terceirização irrestrita da força de trabalho aprovado pelo Congresso é uma grande perda de direitos, que precariza as relações de trabalho.

    Nas escolas, convivemos diariamente com profissionais terceirizados e sabemos que esses trabalhadores possuem menores salários e piores condições de trabalho. Com a possibilidade de ampliar a terceirização para qualquer atividade de empresas públicas ou privadas, está aberto o caminho para a precarização, com redução de salários, aumento da rotatividade e insegurança quanto à estabilidade no emprego.

    Somado a isso, o projeto de lei da Reforma Trabalhista, aprovado na Câmara dos Deputados no dia 26 de abril, amplia esse retrocesso. Uma das principais mudanças diz respeito à possibilidade de que as negociações entre patrão e empregado, os acordos coletivos, tenham mais valor do que o previsto na legislação. Prevê que o negociado sobre o legislado pode ser aplicado em quase 40 situações, entre as quais plano de cargos e salários e parcelamento de férias anuais em até três vezes.

    Outra mudança prevê a prestação de serviços de forma descontínua, com a contratação de funcionários sem horário fixo de trabalho, escalado em horários e dias da semana diferentes, conforme a necessidade do empregador numa espécie de “bico legalizado”.

    Reforma da Previdência

    Rico mais rico e pobre mais pobre

    Em 2017 já podemos ver claramente que os lucros empresariais cresceram, o número de bilionários aumentou e de famílias abaixo do nível da pobreza também.

    O Banco Mundial estima que, até o final de 2017, o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil terá aumentado entre 2,5 milhões e 3,6 milhões em relação ao ano anterior, confirmando a tendência de 2015 pela qual as famílias com renda per capita de 25% de um salário mínimo haviam aumentado de 8% para 9,2%.

    Enquanto isso, em 2016, mesmo enfrentando uma dura recessão, o número de brasileiros bilionários passou de 31 para 42, ou seja, um aumento de 33,3% em relação ao ano anterior.
    Flexibilização de jornada, contratos precarizados e retirada de direitos. Mas isso não é tudo. Patrões e governos ainda querem mais. Querem que você trabalhe até morrer, sem direito à aposentadoria.

    O desmonte da previdência apresentado por Temer ainda é tema de debate e de muita luta por parte dos trabalhadores, que não aceitam ver seus direitos retirados.

    As explicações que o governo tem dado para a necessidade da Reforma da Previdência estão cada vez mais difíceis de se sustentar. A de que existe um déficit na previdência é uma delas. Em 2016, a dívida dos empresários de todos os setores da economia com o INSS somava R$ 426 bilhões. O que corresponde a quase três vezes o déficit de R$ 149,7 bilhões registrados no mesmo ano, pelas contas do governo. E, ao invés de cobrar empresários e banqueiros, o governo joga a conta para o trabalhador e perdoa dívidas bilionárias, como fez recentemente com os R$ 25 bilhões sonegados pelo Banco Itaú.

    A greve nacional do dia 28 de abril contra os ataques dos patrões e seu governo se ampliou. Milhares de trabalhadores cruzaram os braços e foram para as ruas em todo o país. Todos os direitos que temos hoje foram garantidos com luta e sangue dos trabalhadores que vieram antes de nós. E é na luta que vamos conseguir impedir os retrocessos que estão sendo impostos para a nossa classe!

    Matéria originalmente publicada na edição de maio do Jornal Diário de Classe
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  • 08 | 05 | 2017 - 14:02 Além dos muros da escola
    O que o governo chama de reforma é a destruição dos nossos direitos
    Foto: Sismuc

    O que o governo chama de reforma é a destruição dos nossos direitos

    Reformas Trabalhista, da Previdência e a lei que libera geral as terceirizações aprofundam a desigualdade social

    Com o discurso da crise, o governo Michel Temer (PMDB) propõe a retirada de direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora. As reformas Trabalhista, da Previdência e a lei que libera geral as terceirizações só aprofundam a desigualdade social que existe no nosso país.

    Para nós, trabalhadores, menos direitos, salários menores e mais desemprego. Para os patrões, mais benefícios e isenções, lucros maiores e acumulação de riqueza.

    Para atender aos interesses dos empresários, o governo e o Congresso fizeram uma manobra e acabaram acelerando a votação de dois ataques aos direitos trabalhistas: em março, foi aprovado o projeto de terceirização, e, no final de abril, a Reforma Trabalhista.

    O projeto de terceirização irrestrita da força de trabalho aprovado pelo Congresso é uma grande perda de direitos, que precariza as relações de trabalho.

    Nas escolas, convivemos diariamente com profissionais terceirizados e sabemos que esses trabalhadores possuem menores salários e piores condições de trabalho. Com a possibilidade de ampliar a terceirização para qualquer atividade de empresas públicas ou privadas, está aberto o caminho para a precarização, com redução de salários, aumento da rotatividade e insegurança quanto à estabilidade no emprego.

    Somado a isso, o projeto de lei da Reforma Trabalhista, aprovado na Câmara dos Deputados no dia 26 de abril, amplia esse retrocesso. Uma das principais mudanças diz respeito à possibilidade de que as negociações entre patrão e empregado, os acordos coletivos, tenham mais valor do que o previsto na legislação. Prevê que o negociado sobre o legislado pode ser aplicado em quase 40 situações, entre as quais plano de cargos e salários e parcelamento de férias anuais em até três vezes.

    Outra mudança prevê a prestação de serviços de forma descontínua, com a contratação de funcionários sem horário fixo de trabalho, escalado em horários e dias da semana diferentes, conforme a necessidade do empregador numa espécie de “bico legalizado”.

    Reforma da Previdência

    Rico mais rico e pobre mais pobre

    Em 2017 já podemos ver claramente que os lucros empresariais cresceram, o número de bilionários aumentou e de famílias abaixo do nível da pobreza também.

    O Banco Mundial estima que, até o final de 2017, o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil terá aumentado entre 2,5 milhões e 3,6 milhões em relação ao ano anterior, confirmando a tendência de 2015 pela qual as famílias com renda per capita de 25% de um salário mínimo haviam aumentado de 8% para 9,2%.

    Enquanto isso, em 2016, mesmo enfrentando uma dura recessão, o número de brasileiros bilionários passou de 31 para 42, ou seja, um aumento de 33,3% em relação ao ano anterior.
    Flexibilização de jornada, contratos precarizados e retirada de direitos. Mas isso não é tudo. Patrões e governos ainda querem mais. Querem que você trabalhe até morrer, sem direito à aposentadoria.

    O desmonte da previdência apresentado por Temer ainda é tema de debate e de muita luta por parte dos trabalhadores, que não aceitam ver seus direitos retirados.

    As explicações que o governo tem dado para a necessidade da Reforma da Previdência estão cada vez mais difíceis de se sustentar. A de que existe um déficit na previdência é uma delas. Em 2016, a dívida dos empresários de todos os setores da economia com o INSS somava R$ 426 bilhões. O que corresponde a quase três vezes o déficit de R$ 149,7 bilhões registrados no mesmo ano, pelas contas do governo. E, ao invés de cobrar empresários e banqueiros, o governo joga a conta para o trabalhador e perdoa dívidas bilionárias, como fez recentemente com os R$ 25 bilhões sonegados pelo Banco Itaú.

    A greve nacional do dia 28 de abril contra os ataques dos patrões e seu governo se ampliou. Milhares de trabalhadores cruzaram os braços e foram para as ruas em todo o país. Todos os direitos que temos hoje foram garantidos com luta e sangue dos trabalhadores que vieram antes de nós. E é na luta que vamos conseguir impedir os retrocessos que estão sendo impostos para a nossa classe!

    Matéria originalmente publicada na edição de maio do Jornal Diário de Classe

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