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  • Quem Te Viu, Quem Te Vê - Gerson Sabino
    09 | 11 | 2018 - 17:36 Notícias dos aposentados

    Quem Te Viu, Quem Te Vê - Gerson Sabino

    Gerson Sabino entrou com o primeiro concurso público e acompanhou o desenvolvimento da rede municipal de educação

    Há 51 anos, em maio de 1967, ingressou na rede municipal de educação de Curitiba a primeira turma de professores concursados. Gerson Sabino, hoje aposentado, conta que ele e outros 42 colegas dessa mesma turma acompanharam o desenvolvimento da rede municipal de educação, desde o momento em que existiam apenas três escolas municipais.

    Gerson lembra com carinho dos desafios enfrentados na primeira unidade em que trabalhou.A Escola Municipal Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, apelidada na época de “grupão”, foi criada para atender as crianças da primeira vila construída pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). “Nos idos de 1967, o professor de sala de aula era pau para toda obra e tinha que resolver as questões ligadas à relação do aluno com a escola e à relação da escola com a comunidade, que era muito carente”, conta.

    Muita coisa mudou em cinco décadas, a começar pelo concurso público. Gerson recorda que a primeira turma passou por prova escrita, oral e prática antes da nomeação. Além disso, destaca o desenvolvimento de atividades especializadas, como o trabalho de pedagogos e supervisores, para auxiliar no suporte ao professor que atua em sala de aula.

    Luta por direitos na redemocratização

    Sua trajetória também acompanha o desenvolvimento da organização sindical do magistério. Gerson foi filiado à Associação do Magistério Municipal de Curitiba (AMMC), criada em 1979 e que se transformaria em SISMMAC em 1988, com o fim da ditadura militar. “Participamos de uma atividade representativa em uma época em que a palavra sindicato não era muito comum”, destaca.

    Além do clima político, Gerson conta que, o quadro de professores era menor e as negociações com Prefeitura eram menos ativas do que hoje. “Mesmo assim, a AMMC trouxe uma conquista grande para o magistério em 1985, que foi o nosso primeiro estatuto, chamado de azulzinho”. É com orgulho que ele recorda da primeira eleição direta em que participou no início dos anos 1980, quando foi eleito para a direção da Escola Municipal Albert Schweitzer. “Havia cinco candidatos e eu fui o mais votado pelos professores em uma eleição direta, sem o envio de lista tríplice”.

    Gerson trabalhou a maior parte do tempo em escolas da regional CIC, mas também passou pela escola Julia Amaral Di Lenna, no Barreirinha, e atuou como chefe de núcleo no Pinheirinho e Bairro Novo. Uma das memórias mais marcantes de sua carreira foi a organização de um sistema de transporte escolar para garantir que cerca de 1,2 mil crianças da região do Tatuquara pudessem frequentar aulas em outros bairros, enquanto escolas eram construídas na regional. “Eu sempre tive uma ligação muito grande, uma afinidade especial com as comunidades das regiões de periferia”, relembra.

  • 09 | 11 | 2018 - 17:36 Notícias dos aposentados
    Quem Te Viu, Quem Te Vê - Gerson Sabino

    Quem Te Viu, Quem Te Vê - Gerson Sabino

    Gerson Sabino entrou com o primeiro concurso público e acompanhou o desenvolvimento da rede municipal de educação

    Há 51 anos, em maio de 1967, ingressou na rede municipal de educação de Curitiba a primeira turma de professores concursados. Gerson Sabino, hoje aposentado, conta que ele e outros 42 colegas dessa mesma turma acompanharam o desenvolvimento da rede municipal de educação, desde o momento em que existiam apenas três escolas municipais.

    Gerson lembra com carinho dos desafios enfrentados na primeira unidade em que trabalhou.A Escola Municipal Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, apelidada na época de “grupão”, foi criada para atender as crianças da primeira vila construída pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). “Nos idos de 1967, o professor de sala de aula era pau para toda obra e tinha que resolver as questões ligadas à relação do aluno com a escola e à relação da escola com a comunidade, que era muito carente”, conta.

    Muita coisa mudou em cinco décadas, a começar pelo concurso público. Gerson recorda que a primeira turma passou por prova escrita, oral e prática antes da nomeação. Além disso, destaca o desenvolvimento de atividades especializadas, como o trabalho de pedagogos e supervisores, para auxiliar no suporte ao professor que atua em sala de aula.

    Luta por direitos na redemocratização

    Sua trajetória também acompanha o desenvolvimento da organização sindical do magistério. Gerson foi filiado à Associação do Magistério Municipal de Curitiba (AMMC), criada em 1979 e que se transformaria em SISMMAC em 1988, com o fim da ditadura militar. “Participamos de uma atividade representativa em uma época em que a palavra sindicato não era muito comum”, destaca.

    Além do clima político, Gerson conta que, o quadro de professores era menor e as negociações com Prefeitura eram menos ativas do que hoje. “Mesmo assim, a AMMC trouxe uma conquista grande para o magistério em 1985, que foi o nosso primeiro estatuto, chamado de azulzinho”. É com orgulho que ele recorda da primeira eleição direta em que participou no início dos anos 1980, quando foi eleito para a direção da Escola Municipal Albert Schweitzer. “Havia cinco candidatos e eu fui o mais votado pelos professores em uma eleição direta, sem o envio de lista tríplice”.

    Gerson trabalhou a maior parte do tempo em escolas da regional CIC, mas também passou pela escola Julia Amaral Di Lenna, no Barreirinha, e atuou como chefe de núcleo no Pinheirinho e Bairro Novo. Uma das memórias mais marcantes de sua carreira foi a organização de um sistema de transporte escolar para garantir que cerca de 1,2 mil crianças da região do Tatuquara pudessem frequentar aulas em outros bairros, enquanto escolas eram construídas na regional. “Eu sempre tive uma ligação muito grande, uma afinidade especial com as comunidades das regiões de periferia”, relembra.

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