Sismac
  • 12 | 01 | 2022 - 19:25 Informe-se

    Em primeira votação, Câmara aprova reposição salarial de 13,71%

    Em primeira votação, Câmara aprova reposição salarial de 13,71%
    A aprovação é fruto da luta e das mobilizações dos sindicatos e dos servidores. Quinta (13) tem nova votação

    A Câmara dos Vereadores de Curitiba aprovou, nesta quarta-feira (12), em primeira votação, os Projetos de Lei (PL) que concedem aos servidores municipais de Curitiba a reposição salarial correspondente ao IPCA do período de outubro de 2019 a setembro de 2020 e ao reajuste relativo ao IPCA do período de outubro de 2020 a setembro de 2021, somando 13,71%.

    Foram 34 votos a favor, 2 votos contrários, e 1 abstenção. A nossa luta valeu a pena!

    A votação em segundo turno será realizada na sessão de amanhã (13), que também começa às 14h.

    A diretoria do Sismmac destaca a importância das mobilizações para que os projetos fossem votados, em caráter de urgência, e intenso processo de negociação, que incluiu a reunião do dia 10 de dezembro entre as diretorias do Sismmac, Sismmuc, Sigmuc e o secretário de governo Luiz Fernando de Souza Jamur.

    Durante toda a sessão de hoje, centenas de servidores acompanharam ao vivo nas redes sociais os debates e as votações. Foram milhares de comentários, cobrando dos vereadores a valorização do funcionalismo municipal.

    Por maioria absoluta (30 votos favoráveis, 4 contra e 1 abstenção), os parlamentares haviam aprovado na semana passada a convocação de duas sessões extraordinárias, para 14h de quarta (12) e quinta-feira (13), para votar essas proposições junto com outras que concedem também reajustes salariais aos agentes políticos (prefeito, vereadores etc) e a reposição inflacionária aos conselheiros tutelares.


    Vereadores favoráveis

    A maioria dos vereadores se pronunciou favorável à reposição salarial do funcionalismo público municipal, destacando que este não é um privilégio e sim um direito, além da importância destes trabalhadores que, mesmo em meio à pandemia e com os salários congelados, trabalharam muitas vezes além do previsto em suas funções, geralmente sem o apoio da gestão municipal, pois entenderam a gravidade do momento.

    A vereadora Professor Josete (PT) lembrou que desde 2016 os servidores não tinham reajuste salarial e defendeu a valorização do serviço público. “ Importante aqui lembrar que não estamos dando aumento, estamos fazendo a reposição inflacionária. Os servidores de Curitiba, que vivem na cidade com o maior índice de inflação do país, não têm reajuste desde 2016. O vereador ou vereadora que votar contra está indo contra a população. Aquela parcela da população que mais necessita é a que será prejudicada com um servidor desvalorizado”, afirmou categoricamente.

    Já o vereador Dalton Borba (PDT) relembrou o trabalho realizado pelas inúmeras categorias do serviço público durante a crise sanitária, que afeta nosso país desde o começo de 2020. “Não estamos aqui discutindo um grito de misericórdia como se estivessem implorando aumento de salário. O que estamos fazendo é apenas repor o poder aquisitivo da moeda dos vencimentos dos servidores. Estes que estiveram à frente da pandemia, assegurando serviços básicos para todos”, defendeu.

    Com exceção das vereadoras do Partido NOVO, Indiara Barbosa e Amália Tortato, e abstenção da vereadora Flávia Francischini (PSL), todos os demais parlamentares presentes votaram a favor dos servidores.


    Partido NOVO: contra os servidores (o que não é nada novo)

    A vereadora Indiara Barbosa, do Partido NOVO (chamado de partido dos bancos), votou contra os servidores e chegou a questionar o líder do governo, vereador Pier Petruzzielo (PTB), sobre a origem dos recursos para a reposição salarial dos servidores. Ela também elogiou o congelamento dos salários durante a pandemia. Pier informou à vereadora que existem R$ 3 bilhões em caixa para investimentos e que os 3,14% concedidos em 2020 e retirados em 2021 (em decorrência do congelamento salarial dos servidores de todo o país, aprovado pelo governo Bolsonaro no Congresso Nacional) já estavam detalhados na previsão orçamentária.

    Falando sempre para as câmeras, buscando dialogar apenas com sua própria audiência (ou eleitores), a vereadora Amália Tortato (NOVO) voltou a utilizar argumentos confusos (de forma proposital ou exalando desconhecimento – é difícil saber qual o limite entre ambos) para tentar, a todo o momento, jogar a opinião pública contra os servidores.

    Diferentemente do que o nome do partido diz, essa tática é velha, usada sempre por aqueles que desejam que os recursos públicos sejam aplicados (ou destinados) para o benefício das ricas elites (no caso do NOVO, para os bancos, que já ficam com cerca de 50% de todo o orçamento federal a cada ano) e, por isso, tentam esconder o fato de que o serviço público beneficia todo o conjunto da sociedade.


    Índice aplicado

    A Câmara votou também emendas ao projeto original. Entre elas, uma proposta articulada pelo Sismmac e apresentada pelas vereadoras Professora Josete (PT), Carol Dartora (PT) e Maria Letícia (PV), com alteração do índice usado para fazer a correção inflacionária.

    A emenda foi rejeitada com 29 votos contrários e 8 a favor. O PL da Prefeitura determina o uso do IPCA, mas o sindicato propôs o uso do INPC, que resume melhor a variação dos preços dos itens consumidos pela imensa maioria dos trabalhadores na faixa entre 1 e 5 salários-mínimos (que reflete a realidade de 88% dos servidores da capital paranaense).

    Enquanto o IPCA apontou uma inflação de 3,14% entre outubro de 2019 e setembro de 2020, o INPC indicou 3,88%. Já entre outubro de 2020 e setembro de 2021, o IPCA indicou 10,25% de inflação, enquanto o INPC ficou em 10,78%.


    Fonte: SISMMAC

  • 12 | 01 | 2022 - 19:25 Informe-se

    Em primeira votação, Câmara aprova reposição salarial de 13,71%

    Em primeira votação, Câmara aprova reposição salarial de 13,71%
    A aprovação é fruto da luta e das mobilizações dos sindicatos e dos servidores. Quinta (13) tem nova votação

    A Câmara dos Vereadores de Curitiba aprovou, nesta quarta-feira (12), em primeira votação, os Projetos de Lei (PL) que concedem aos servidores municipais de Curitiba a reposição salarial correspondente ao IPCA do período de outubro de 2019 a setembro de 2020 e ao reajuste relativo ao IPCA do período de outubro de 2020 a setembro de 2021, somando 13,71%.

    Foram 34 votos a favor, 2 votos contrários, e 1 abstenção. A nossa luta valeu a pena!

    A votação em segundo turno será realizada na sessão de amanhã (13), que também começa às 14h.

    A diretoria do Sismmac destaca a importância das mobilizações para que os projetos fossem votados, em caráter de urgência, e intenso processo de negociação, que incluiu a reunião do dia 10 de dezembro entre as diretorias do Sismmac, Sismmuc, Sigmuc e o secretário de governo Luiz Fernando de Souza Jamur.

    Durante toda a sessão de hoje, centenas de servidores acompanharam ao vivo nas redes sociais os debates e as votações. Foram milhares de comentários, cobrando dos vereadores a valorização do funcionalismo municipal.

    Por maioria absoluta (30 votos favoráveis, 4 contra e 1 abstenção), os parlamentares haviam aprovado na semana passada a convocação de duas sessões extraordinárias, para 14h de quarta (12) e quinta-feira (13), para votar essas proposições junto com outras que concedem também reajustes salariais aos agentes políticos (prefeito, vereadores etc) e a reposição inflacionária aos conselheiros tutelares.


    Vereadores favoráveis

    A maioria dos vereadores se pronunciou favorável à reposição salarial do funcionalismo público municipal, destacando que este não é um privilégio e sim um direito, além da importância destes trabalhadores que, mesmo em meio à pandemia e com os salários congelados, trabalharam muitas vezes além do previsto em suas funções, geralmente sem o apoio da gestão municipal, pois entenderam a gravidade do momento.

    A vereadora Professor Josete (PT) lembrou que desde 2016 os servidores não tinham reajuste salarial e defendeu a valorização do serviço público. “ Importante aqui lembrar que não estamos dando aumento, estamos fazendo a reposição inflacionária. Os servidores de Curitiba, que vivem na cidade com o maior índice de inflação do país, não têm reajuste desde 2016. O vereador ou vereadora que votar contra está indo contra a população. Aquela parcela da população que mais necessita é a que será prejudicada com um servidor desvalorizado”, afirmou categoricamente.

    Já o vereador Dalton Borba (PDT) relembrou o trabalho realizado pelas inúmeras categorias do serviço público durante a crise sanitária, que afeta nosso país desde o começo de 2020. “Não estamos aqui discutindo um grito de misericórdia como se estivessem implorando aumento de salário. O que estamos fazendo é apenas repor o poder aquisitivo da moeda dos vencimentos dos servidores. Estes que estiveram à frente da pandemia, assegurando serviços básicos para todos”, defendeu.

    Com exceção das vereadoras do Partido NOVO, Indiara Barbosa e Amália Tortato, e abstenção da vereadora Flávia Francischini (PSL), todos os demais parlamentares presentes votaram a favor dos servidores.


    Partido NOVO: contra os servidores (o que não é nada novo)

    A vereadora Indiara Barbosa, do Partido NOVO (chamado de partido dos bancos), votou contra os servidores e chegou a questionar o líder do governo, vereador Pier Petruzzielo (PTB), sobre a origem dos recursos para a reposição salarial dos servidores. Ela também elogiou o congelamento dos salários durante a pandemia. Pier informou à vereadora que existem R$ 3 bilhões em caixa para investimentos e que os 3,14% concedidos em 2020 e retirados em 2021 (em decorrência do congelamento salarial dos servidores de todo o país, aprovado pelo governo Bolsonaro no Congresso Nacional) já estavam detalhados na previsão orçamentária.

    Falando sempre para as câmeras, buscando dialogar apenas com sua própria audiência (ou eleitores), a vereadora Amália Tortato (NOVO) voltou a utilizar argumentos confusos (de forma proposital ou exalando desconhecimento – é difícil saber qual o limite entre ambos) para tentar, a todo o momento, jogar a opinião pública contra os servidores.

    Diferentemente do que o nome do partido diz, essa tática é velha, usada sempre por aqueles que desejam que os recursos públicos sejam aplicados (ou destinados) para o benefício das ricas elites (no caso do NOVO, para os bancos, que já ficam com cerca de 50% de todo o orçamento federal a cada ano) e, por isso, tentam esconder o fato de que o serviço público beneficia todo o conjunto da sociedade.


    Índice aplicado

    A Câmara votou também emendas ao projeto original. Entre elas, uma proposta articulada pelo Sismmac e apresentada pelas vereadoras Professora Josete (PT), Carol Dartora (PT) e Maria Letícia (PV), com alteração do índice usado para fazer a correção inflacionária.

    A emenda foi rejeitada com 29 votos contrários e 8 a favor. O PL da Prefeitura determina o uso do IPCA, mas o sindicato propôs o uso do INPC, que resume melhor a variação dos preços dos itens consumidos pela imensa maioria dos trabalhadores na faixa entre 1 e 5 salários-mínimos (que reflete a realidade de 88% dos servidores da capital paranaense).

    Enquanto o IPCA apontou uma inflação de 3,14% entre outubro de 2019 e setembro de 2020, o INPC indicou 3,88%. Já entre outubro de 2020 e setembro de 2021, o IPCA indicou 10,25% de inflação, enquanto o INPC ficou em 10,78%.


    Fonte: SISMMAC

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