Sismac
  • 25 | 11 | 2020 - 14:33 Informe-se

    Novo assalto na E.M. Umuarama evidencia problema da falta de segurança

    Novo assalto na E.M. Umuarama evidencia problema da falta de segurança
    Quando educação não é prioridade, a violência toma conta de escolas e CMEIs

    A Escola Municipal Umuarama, no Capão Raso, mais uma vez foi alvo de um assalto à mão armada na última segunda-feira (23). Um grupo de professores e funcionários preparava as atividades que serão distribuídas na próxima semana com os kits de alimentação, quando dois homens entraram na unidade, renderam as trabalhadoras com insultos e violência e fugiram em seguida levando dinheiro e pertences pessoais, incluindo alianças e outros objetos de valor.

    Além da perda material, os insultos e a violência abalaram as trabalhadoras da educação e demais funcionárias que estavam na escola no momento do assalto. A sensação de insegurança que já existia em razão dos riscos de exposição à Covid-19 se intensifica ainda mais diante do desamparo e do medo de que um assalto semelhante volte a ocorrer.

    Infelizmente, essa não foi a primeira vez que as trabalhadoras e trabalhadores da escola sofreram com a violência de um assalto à mão armada. Em 2018, a direção da unidade, uma mãe de aluno e um grupo de professoras foram assaltados e mantidos reféns por quatro assaltantes após uma reunião da Associação de Pais, Professores e Funcionários (APPF). No ano anterior, o carro de uma professora foi roubado à mão armada em frente à unidade.

    Mesmo com furtos e assaltos frequentes a unidades escolares, a Prefeitura segue negando a gravidade da situação e só vem emitindo o registro da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) após a intervenção e pressão do sindicato em 2018. Além disso, não apresenta propostas concretas para enfrentar o problema da insegurança e prefere tentar jogar toda a responsabilidade para a empresa terceirizada responsável pela segurança.

    O SISMUC e o SISMMAC enviaram ofício à Prefeitura cobrando que a administração dê suporte aos trabalhadores que foram vítimas do roubo e garanta a presença de um guarda municipal na unidade para reforçar a segurança e inibir novos assaltos. O documento também reivindica que a Prefeitura discuta com os sindicatos propostas para enfrentar o problema generalizado da falta de segurança nas unidades escolares. É urgente que a Prefeitura volte a garantir a presença de um guarda municipal nos horários de funcionamento das unidades escolares, além de avançar na criação de programas que envolvam a comunidade.

    A presença de um guarda municipal nas unidades escolares é uma reivindicação antiga do conjunto dos servidores da educação que é, ano a ano, rejeitada pela Prefeitura com a desculpa da falta de efetivo e do contrato com a empresa terceirizada de monitoramento e segurança patrimonial. Até quando essa reivindicação seguirá sendo negligenciada? O que mais precisa acontecer para que a gestão Greca tome uma atitude e comece construir soluções para o problema da insegurança nas unidades escolares?

  • 25 | 11 | 2020 - 14:33 Informe-se

    Novo assalto na E.M. Umuarama evidencia problema da falta de segurança

    Novo assalto na E.M. Umuarama evidencia problema da falta de segurança
    Quando educação não é prioridade, a violência toma conta de escolas e CMEIs

    A Escola Municipal Umuarama, no Capão Raso, mais uma vez foi alvo de um assalto à mão armada na última segunda-feira (23). Um grupo de professores e funcionários preparava as atividades que serão distribuídas na próxima semana com os kits de alimentação, quando dois homens entraram na unidade, renderam as trabalhadoras com insultos e violência e fugiram em seguida levando dinheiro e pertences pessoais, incluindo alianças e outros objetos de valor.

    Além da perda material, os insultos e a violência abalaram as trabalhadoras da educação e demais funcionárias que estavam na escola no momento do assalto. A sensação de insegurança que já existia em razão dos riscos de exposição à Covid-19 se intensifica ainda mais diante do desamparo e do medo de que um assalto semelhante volte a ocorrer.

    Infelizmente, essa não foi a primeira vez que as trabalhadoras e trabalhadores da escola sofreram com a violência de um assalto à mão armada. Em 2018, a direção da unidade, uma mãe de aluno e um grupo de professoras foram assaltados e mantidos reféns por quatro assaltantes após uma reunião da Associação de Pais, Professores e Funcionários (APPF). No ano anterior, o carro de uma professora foi roubado à mão armada em frente à unidade.

    Mesmo com furtos e assaltos frequentes a unidades escolares, a Prefeitura segue negando a gravidade da situação e só vem emitindo o registro da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) após a intervenção e pressão do sindicato em 2018. Além disso, não apresenta propostas concretas para enfrentar o problema da insegurança e prefere tentar jogar toda a responsabilidade para a empresa terceirizada responsável pela segurança.

    O SISMUC e o SISMMAC enviaram ofício à Prefeitura cobrando que a administração dê suporte aos trabalhadores que foram vítimas do roubo e garanta a presença de um guarda municipal na unidade para reforçar a segurança e inibir novos assaltos. O documento também reivindica que a Prefeitura discuta com os sindicatos propostas para enfrentar o problema generalizado da falta de segurança nas unidades escolares. É urgente que a Prefeitura volte a garantir a presença de um guarda municipal nos horários de funcionamento das unidades escolares, além de avançar na criação de programas que envolvam a comunidade.

    A presença de um guarda municipal nas unidades escolares é uma reivindicação antiga do conjunto dos servidores da educação que é, ano a ano, rejeitada pela Prefeitura com a desculpa da falta de efetivo e do contrato com a empresa terceirizada de monitoramento e segurança patrimonial. Até quando essa reivindicação seguirá sendo negligenciada? O que mais precisa acontecer para que a gestão Greca tome uma atitude e comece construir soluções para o problema da insegurança nas unidades escolares?

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