Sismac
  • 19 | 10 | 2020 - 17:27 Informe-se

    Suspensão do revezamento entre servidores expõe falta de protocolos

    Suspensão do revezamento entre servidores expõe falta de protocolos
    Depois de varrer a bandeira laranja para baixo do tapete, gestão deixa a desejar na segurança dos trabalhadores

    Na última sexta-feira (16) a gestão Greca suspendeu a possibilidade de revezamento entre os servidores. Até então, em teoria, os servidores que tinham possibilidade de realizar escalas e trabalhar de forma remota, deveriam realizar suas atividades dessa forma. Porém, como os Sindicatos vêm denunciando há tempos, a própria administração tem desrespeitado os protocolos propostos pelas autoridades de saúde.

    O revezamento também fica suspenso para os profissionais da educação que atuam nos núcleos regionais e na Secretaria de Educação. Já as aulas presenciais, de acordo com o Decreto nº1259/2020 publicado pela Prefeitura, continuam suspensas até o dia 31 de outubro. No entanto, essa atitude da gestão Greca de ignorar a gravidade da pandemia está relacionada a interesses eleitorais de mostrar uma falsa normalidade poucas semanas antes das eleições municipais, e expressa sinais de uma tentativa de retorno precoce das aulas presenciais, sem vacina e sem segurança.

    Em diversas secretarias o revezamento entre os servidores já não era cumprido e a possibilidade de trabalho remoto não saiu do papel na Prefeitura de Curitiba. Agora, depois de varrer a bandeira laranja para baixo do tapete, a gestão não hesitou em tornar oficial algo que já vinha fazendo com diferentes categoriais.

    E, embora os servidores do grupo de risco – acima de 65 anos e com comorbidades – ainda possam continuar o trabalho de forma remota, os demais servidores têm ficado desamparados pela administração. Afinal de contas, o anúncio feito pela Prefeitura não veio acompanhado de protocolos de segurança para atendimento ao público e nem para a manutenção do distanciamento social nos locais de trabalho. Quem está na ponta e conhece a realidade destes locais sabe que muitas vezes falta estrutura além de contar com equipes de limpeza extremamente reduzidas.

    Não é à toa que o sentimento de falta de segurança tem marcado a crise sanitária em Curitiba, afinal de contas, a falta de protocolos e de cuidado com a saúde dos servidores e da população tem sido constante durante a pandemia.

    O anúncio no Diário Oficial aconteceu no mesmo dia em que a Prefeitura lançou o 24º painel semanal da Covid-19. Os dados mostram que embora haja uma redução no número de casos, a taxa de reprodução da doença continua subindo. Atualmente a taxa é de 0,96, isso significa que cada 100 pessoas confirmadas com coronavírus, transmitem para outras 96 pessoas. A taxa ainda tem uma margem de erro, e com ela, o valor pode estar acima de 1, o que significa propagação do vírus fora do controle!

    Os dados servem como um alerta para os trabalhadores, já que é necessário que as medidas de segurança continuem sendo tomadas nos locais de trabalho. Por isso, em caso de desrespeito dos protocolos básicos de saúde faça sua denúncia por meio do Fala, Servidor no WhatsApp (41) 99661-9335.

    Com as eleições mais próximas, Prefeitura tenta normalizar a doença

    Antes mesmo do Decreto oficial chegar às mãos dos servidores a Secretária de Saúde Marcia Huçulak já preparava o terreno para o retorno das atividades presenciais. Na sexta-feira (16), os servidores da saúde receberam uma carta de “agradecimento” da Secretária.

    Só que o discurso emotivo, com palavras bonitas, na verdade, não era para agradecer, e sim informar que as atividades da Prefeitura serão retomadas, como se a pandemia tivesse simplesmente terminado. Huçulak aponta que a gestão elaborou um Plano para Retomada, mas não indica como isso vai funcionar, ou seja, só amplia o clima de incertezas entre os servidores.

    E mesmo que o discurso seja de não expor servidores e usuários a riscos, não dá para acreditar que isso vá se efetivar na prática. Se nem protocolos claros de segurança para todos os equipamentos a administração consegue realizar, como vai realizar um plano de retomada das atividades para toda a população?

    O agradecimento da Secretária não passa de um jogo político em conjunto com o desprefeito Rafael Greca, que às vésperas das eleições se vê pressionado a retomar as atividades para manter a alegria do empresariado.

    Em meio a salários e planos de carreira congelados, com a aprovação de contratações precárias e a falta de reposição do quadro de funcionários, Greca, Huçulak e o alto escalão da Prefeitura se aproveitam do momento eleitoral para tentar mascarar a desvalorização e a sobrecarga de trabalho dos servidores em meio a pandemia, e até mesmo, antes dela.

    Mas, os agradecimentos vazios não enganam os servidores! Usar discurso bonito não substitui a necessidade de medidas de proteção na linha de frente. O funcionalismo sabe e sente na pele o desmonte do serviço público e a desvalorização do seu trabalho. Por isso, é importante que os trabalhadores se unam e continuem denunciando os desmandos da gestão em meio a pandemia e que nas eleições, não troquem seis por meia dúzia.

  • 19 | 10 | 2020 - 17:27 Informe-se

    Suspensão do revezamento entre servidores expõe falta de protocolos

    Suspensão do revezamento entre servidores expõe falta de protocolos
    Depois de varrer a bandeira laranja para baixo do tapete, gestão deixa a desejar na segurança dos trabalhadores

    Na última sexta-feira (16) a gestão Greca suspendeu a possibilidade de revezamento entre os servidores. Até então, em teoria, os servidores que tinham possibilidade de realizar escalas e trabalhar de forma remota, deveriam realizar suas atividades dessa forma. Porém, como os Sindicatos vêm denunciando há tempos, a própria administração tem desrespeitado os protocolos propostos pelas autoridades de saúde.

    O revezamento também fica suspenso para os profissionais da educação que atuam nos núcleos regionais e na Secretaria de Educação. Já as aulas presenciais, de acordo com o Decreto nº1259/2020 publicado pela Prefeitura, continuam suspensas até o dia 31 de outubro. No entanto, essa atitude da gestão Greca de ignorar a gravidade da pandemia está relacionada a interesses eleitorais de mostrar uma falsa normalidade poucas semanas antes das eleições municipais, e expressa sinais de uma tentativa de retorno precoce das aulas presenciais, sem vacina e sem segurança.

    Em diversas secretarias o revezamento entre os servidores já não era cumprido e a possibilidade de trabalho remoto não saiu do papel na Prefeitura de Curitiba. Agora, depois de varrer a bandeira laranja para baixo do tapete, a gestão não hesitou em tornar oficial algo que já vinha fazendo com diferentes categoriais.

    E, embora os servidores do grupo de risco – acima de 65 anos e com comorbidades – ainda possam continuar o trabalho de forma remota, os demais servidores têm ficado desamparados pela administração. Afinal de contas, o anúncio feito pela Prefeitura não veio acompanhado de protocolos de segurança para atendimento ao público e nem para a manutenção do distanciamento social nos locais de trabalho. Quem está na ponta e conhece a realidade destes locais sabe que muitas vezes falta estrutura além de contar com equipes de limpeza extremamente reduzidas.

    Não é à toa que o sentimento de falta de segurança tem marcado a crise sanitária em Curitiba, afinal de contas, a falta de protocolos e de cuidado com a saúde dos servidores e da população tem sido constante durante a pandemia.

    O anúncio no Diário Oficial aconteceu no mesmo dia em que a Prefeitura lançou o 24º painel semanal da Covid-19. Os dados mostram que embora haja uma redução no número de casos, a taxa de reprodução da doença continua subindo. Atualmente a taxa é de 0,96, isso significa que cada 100 pessoas confirmadas com coronavírus, transmitem para outras 96 pessoas. A taxa ainda tem uma margem de erro, e com ela, o valor pode estar acima de 1, o que significa propagação do vírus fora do controle!

    Os dados servem como um alerta para os trabalhadores, já que é necessário que as medidas de segurança continuem sendo tomadas nos locais de trabalho. Por isso, em caso de desrespeito dos protocolos básicos de saúde faça sua denúncia por meio do Fala, Servidor no WhatsApp (41) 99661-9335.

    Com as eleições mais próximas, Prefeitura tenta normalizar a doença

    Antes mesmo do Decreto oficial chegar às mãos dos servidores a Secretária de Saúde Marcia Huçulak já preparava o terreno para o retorno das atividades presenciais. Na sexta-feira (16), os servidores da saúde receberam uma carta de “agradecimento” da Secretária.

    Só que o discurso emotivo, com palavras bonitas, na verdade, não era para agradecer, e sim informar que as atividades da Prefeitura serão retomadas, como se a pandemia tivesse simplesmente terminado. Huçulak aponta que a gestão elaborou um Plano para Retomada, mas não indica como isso vai funcionar, ou seja, só amplia o clima de incertezas entre os servidores.

    E mesmo que o discurso seja de não expor servidores e usuários a riscos, não dá para acreditar que isso vá se efetivar na prática. Se nem protocolos claros de segurança para todos os equipamentos a administração consegue realizar, como vai realizar um plano de retomada das atividades para toda a população?

    O agradecimento da Secretária não passa de um jogo político em conjunto com o desprefeito Rafael Greca, que às vésperas das eleições se vê pressionado a retomar as atividades para manter a alegria do empresariado.

    Em meio a salários e planos de carreira congelados, com a aprovação de contratações precárias e a falta de reposição do quadro de funcionários, Greca, Huçulak e o alto escalão da Prefeitura se aproveitam do momento eleitoral para tentar mascarar a desvalorização e a sobrecarga de trabalho dos servidores em meio a pandemia, e até mesmo, antes dela.

    Mas, os agradecimentos vazios não enganam os servidores! Usar discurso bonito não substitui a necessidade de medidas de proteção na linha de frente. O funcionalismo sabe e sente na pele o desmonte do serviço público e a desvalorização do seu trabalho. Por isso, é importante que os trabalhadores se unam e continuem denunciando os desmandos da gestão em meio a pandemia e que nas eleições, não troquem seis por meia dúzia.

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