Sismac
  • 15 | 10 | 2020 - 11:56 Informe-se

    Aulas presenciais: servidores com mais de 60 anos ficarão expostos

    Aulas presenciais: servidores com mais de 60 anos ficarão expostos
    Gestão afirmou em reunião que exigirá trabalho presencial de servidores entre 60 e 65 anos, lactantes e hipertensos

    A Prefeitura vai exigir que servidores com mais de 60 anos, lactantes e hipertensos voltem para o trabalho presencial no retorno das aulas. O assunto foi tema da reunião do Comitê de Volta às Aulas, que aconteceu na terça-feira (13), com participação de servidores da área de Saúde Ocupacional da Prefeitura Municipal de Curitiba.

    Os representantes do SISMUC e do SISMMAC questionaram o critério usado pela gestão para definir o grupo de risco que deve ser afastado do trabalho presencial neste momento. A Prefeitura tem afastado os servidores com idade a partir dos 65 anos, contrariando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que inclui idosos a partir dos 60 anos no grupo de risco.

    No último dia 7, o Ministério da Educação também divulgou o Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais nas Escolas de Educação Básica, orientando que trabalhadores a partir de 60 anos, gestantes e lactantes não retornem para atividades presenciais neste período de pandemia. Mas a gestão do desprefeito Rafael Greca não considera essas recomendações.

    No eventual retorno das aulas presenciais, serão afastados apenas os servidores comorbidades previstas no Decreto Municipal 430/2020. Quem tiver hipertensão, por exemplo, sem outra comorbidade associada, vai retornar para o dia a dia do equipamento, assim como as lactantes. As situações de afastamento deverão passar pela Perícia Médica, inclusive se ocorrer casos de Covid-19.

    Os sindicatos lembraram que outras prefeituras adotaram critérios diferentes, respeitando a idade a partir dos 60 anos. A postura da administração coloca os servidores idosos em risco, especial se o retorno das aulas presenciais ocorrer sem a garantia de vacina e de testes em massa para a população. A gestão poderá ser responsabilizada por isso.

    Durante a reunião, foi debatido o protocolo de prevenção à Covid-19 que deverá ser adotado pelos estudantes.

    Ainda serão realizadas duas reuniões do Comitê, composto em sua maioria por integrantes da gestão Greca. A reunião que ocorrerá na próxima semana deve finalizar os protocolos que serão submetidos para análise da Vigilância Sanitária e do Comitê de Ética Médica da Prefeitura. Depois, o documento volta para revisão final do Comitê de Volta às Aulas.

    Os sindicatos convocarão as servidoras e servidores para debater em assembleia os protocolos que serão finalizados na semana que vem. Além de ampliar o debate e ouvir a opinião de quem terá a responsabilidade pela vida das crianças e demais colegas de trabalho no caso de um eventual retorno, a assembleia também definirá uma posição unitária dos servidores para ser apresentada na última reunião.

    Continuamos firmes com a nossa campanha em defesa da vida dos alunos e familiares: ano letivo se recupera. Vidas, não. Volta às aulas presenciais segura só com vacina!

  • 15 | 10 | 2020 - 11:56 Informe-se

    Aulas presenciais: servidores com mais de 60 anos ficarão expostos

    Aulas presenciais: servidores com mais de 60 anos ficarão expostos
    Gestão afirmou em reunião que exigirá trabalho presencial de servidores entre 60 e 65 anos, lactantes e hipertensos

    A Prefeitura vai exigir que servidores com mais de 60 anos, lactantes e hipertensos voltem para o trabalho presencial no retorno das aulas. O assunto foi tema da reunião do Comitê de Volta às Aulas, que aconteceu na terça-feira (13), com participação de servidores da área de Saúde Ocupacional da Prefeitura Municipal de Curitiba.

    Os representantes do SISMUC e do SISMMAC questionaram o critério usado pela gestão para definir o grupo de risco que deve ser afastado do trabalho presencial neste momento. A Prefeitura tem afastado os servidores com idade a partir dos 65 anos, contrariando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que inclui idosos a partir dos 60 anos no grupo de risco.

    No último dia 7, o Ministério da Educação também divulgou o Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais nas Escolas de Educação Básica, orientando que trabalhadores a partir de 60 anos, gestantes e lactantes não retornem para atividades presenciais neste período de pandemia. Mas a gestão do desprefeito Rafael Greca não considera essas recomendações.

    No eventual retorno das aulas presenciais, serão afastados apenas os servidores comorbidades previstas no Decreto Municipal 430/2020. Quem tiver hipertensão, por exemplo, sem outra comorbidade associada, vai retornar para o dia a dia do equipamento, assim como as lactantes. As situações de afastamento deverão passar pela Perícia Médica, inclusive se ocorrer casos de Covid-19.

    Os sindicatos lembraram que outras prefeituras adotaram critérios diferentes, respeitando a idade a partir dos 60 anos. A postura da administração coloca os servidores idosos em risco, especial se o retorno das aulas presenciais ocorrer sem a garantia de vacina e de testes em massa para a população. A gestão poderá ser responsabilizada por isso.

    Durante a reunião, foi debatido o protocolo de prevenção à Covid-19 que deverá ser adotado pelos estudantes.

    Ainda serão realizadas duas reuniões do Comitê, composto em sua maioria por integrantes da gestão Greca. A reunião que ocorrerá na próxima semana deve finalizar os protocolos que serão submetidos para análise da Vigilância Sanitária e do Comitê de Ética Médica da Prefeitura. Depois, o documento volta para revisão final do Comitê de Volta às Aulas.

    Os sindicatos convocarão as servidoras e servidores para debater em assembleia os protocolos que serão finalizados na semana que vem. Além de ampliar o debate e ouvir a opinião de quem terá a responsabilidade pela vida das crianças e demais colegas de trabalho no caso de um eventual retorno, a assembleia também definirá uma posição unitária dos servidores para ser apresentada na última reunião.

    Continuamos firmes com a nossa campanha em defesa da vida dos alunos e familiares: ano letivo se recupera. Vidas, não. Volta às aulas presenciais segura só com vacina!

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