Sismac
  • 15 | 09 | 2020 - 18:09 Mobilização

    Sindicatos repudiam fala de Huçulak em reunião sobre volta às aulas

    Sindicatos repudiam fala de Huçulak em reunião sobre volta às aulas
    Reunião discutiu protocolos de segurança e aquisição de materiais que serão destinados às unidades escolares

    Os sindicatos participaram da reunião do Comitê de Volta às Aulas nesta segunda-feira (14) e os protocolos de higienização de salas de aula e refeitórios e aquisição de materiais foram os principais temas da discussão desse encontro.

    SISMUC e SISMMAC cobraram a distribuição de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) para a entrega dos kits, já que as máscaras de acrílico chegaram às unidades em número insuficiente para a quantidade servidores no local. Segundo a Prefeitura, a aquisição dessa máscara e de outros EPIs está sendo planejada e executada de acordo com a disponibilidade dos fornecedores do município.

    Entretanto, é importante ressaltar que mesmo com a aquisição dos equipamentos de proteção e a adoção de protocolos de segurança, o retorno às aulas presenciais não é seguro sem a vacina. Os EPIs são necessários e a preocupação com os protocolos também, o que não pode acontecer é a Prefeitura querer dar a falsa sensação de segurança enquanto expõem milhares de crianças, trabalhadores e suas famílias numa volta às aulas forçada.

    Os diretores do SISMMAC e do SISMUC que compõem o Comitê reforçaram o que o funcionalismo já vem afirmando: volta às aulas segura, só com vacina.

    O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Federal (MPF) já se posicionaram dizendo que o debate sobre a retomada das aulas presenciais é precipitado e que a responsabilidade desse retorno seguro é do governo. O documento feito por essas entidades também indica que a mantenedora tem que apresentar capacidade para rastrear os casos, o que está longe da realidade curitibana no momento.

    Com aumento de casos, Secretária de Saúde estimula volta às aulas

    Na mesma semana em que Curitiba registrou aumento no número de contágio da Covid-19, a secretária de Saúde Márcia Huçulak aproveitou seu espaço nos veículos de comunicação para defender o retorno às aulas. Com um discurso raso sobre o papel das unidades escolares, a comparsa de Greca defendeu que algumas escolas e CMEIs deveriam estar abertas para atender a população mais vulnerável.
    Veja mais
    O SISMMAC e o SISMUC também repudiaram a fala da secretária de Saúde, Márcia Huçulak, que defendeu a reabertura de escolas e CMEIs e o retorno das aulas. Para os sindicatos, defender a volta às aulas nesse momento é desconhecer a realidade do chão das escolas e CMEIs, o que parece ser o caso da secretária de Saúde do município.

    Para a gestão Greca, o que importa não são os números de aumento de contágio, ocupação de leitos de UTI e óbitos na cidade, já que o prefeito cede a cada pressão do empresariado local e, hoje, mesmo sem conseguir reduzir o contágio em Curitiba, os shoppings e comércios seguem de portas abertas.

    Testagem

    Hoje, o protocolo da Prefeitura para os servidores municipais é testar apenas aqueles que apresentam sintomas de Covid-19, quando, na verdade, o protocolo mais eficiente seria testar todos aqueles que tiveram contato com um caso confirmado da doença. Na reunião, os Sindicatos reivindicaram que o protocolo para testagem dos servidores seja alterado.

    Se hoje, quando escolas e CMEIs estão fechados, a gestão do prefeito Rafael Greca já tenta economizar às custas dos servidores, vocês já imaginaram como vai ser quando um dos alunos começar a apresentar sintomas? Vai haver teste para toda a turma e os trabalhadores que tiveram contato com a criança?

    Enquete: volta às aulas

    Os sindicatos cobraram novamente a publicização da pesquisa realizada com as famílias dos alunos a respeito do retorno das aulas presenciais. A administração está evitando divulgar esse resultado porque a imensa maioria das mães e pais dos alunos escolheu defender a vida dos estudantes e professores, de acordo com o levantamento paralelo realizado pelos Sindicatos. E esse é um número que a gestão Greca prefere esconder. Ou seja, com isso, nós já sabemos qual é a prioridade do atual governo, não é mesmo?

    Os trabalhadores da educação seguem firmes na luta e, a qualquer movimento de retomada das aulas presenciais, estaremos mobilizados em defesa da vida dos trabalhadores e dos estudantes e suas famílias. Firmes!

  • 15 | 09 | 2020 - 18:09 Mobilização

    Sindicatos repudiam fala de Huçulak em reunião sobre volta às aulas

    Sindicatos repudiam fala de Huçulak em reunião sobre volta às aulas
    Reunião discutiu protocolos de segurança e aquisição de materiais que serão destinados às unidades escolares

    Os sindicatos participaram da reunião do Comitê de Volta às Aulas nesta segunda-feira (14) e os protocolos de higienização de salas de aula e refeitórios e aquisição de materiais foram os principais temas da discussão desse encontro.

    SISMUC e SISMMAC cobraram a distribuição de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) para a entrega dos kits, já que as máscaras de acrílico chegaram às unidades em número insuficiente para a quantidade servidores no local. Segundo a Prefeitura, a aquisição dessa máscara e de outros EPIs está sendo planejada e executada de acordo com a disponibilidade dos fornecedores do município.

    Entretanto, é importante ressaltar que mesmo com a aquisição dos equipamentos de proteção e a adoção de protocolos de segurança, o retorno às aulas presenciais não é seguro sem a vacina. Os EPIs são necessários e a preocupação com os protocolos também, o que não pode acontecer é a Prefeitura querer dar a falsa sensação de segurança enquanto expõem milhares de crianças, trabalhadores e suas famílias numa volta às aulas forçada.

    Os diretores do SISMMAC e do SISMUC que compõem o Comitê reforçaram o que o funcionalismo já vem afirmando: volta às aulas segura, só com vacina.

    O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Federal (MPF) já se posicionaram dizendo que o debate sobre a retomada das aulas presenciais é precipitado e que a responsabilidade desse retorno seguro é do governo. O documento feito por essas entidades também indica que a mantenedora tem que apresentar capacidade para rastrear os casos, o que está longe da realidade curitibana no momento.

    Com aumento de casos, Secretária de Saúde estimula volta às aulas

    Na mesma semana em que Curitiba registrou aumento no número de contágio da Covid-19, a secretária de Saúde Márcia Huçulak aproveitou seu espaço nos veículos de comunicação para defender o retorno às aulas. Com um discurso raso sobre o papel das unidades escolares, a comparsa de Greca defendeu que algumas escolas e CMEIs deveriam estar abertas para atender a população mais vulnerável.
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    O SISMMAC e o SISMUC também repudiaram a fala da secretária de Saúde, Márcia Huçulak, que defendeu a reabertura de escolas e CMEIs e o retorno das aulas. Para os sindicatos, defender a volta às aulas nesse momento é desconhecer a realidade do chão das escolas e CMEIs, o que parece ser o caso da secretária de Saúde do município.

    Para a gestão Greca, o que importa não são os números de aumento de contágio, ocupação de leitos de UTI e óbitos na cidade, já que o prefeito cede a cada pressão do empresariado local e, hoje, mesmo sem conseguir reduzir o contágio em Curitiba, os shoppings e comércios seguem de portas abertas.

    Testagem

    Hoje, o protocolo da Prefeitura para os servidores municipais é testar apenas aqueles que apresentam sintomas de Covid-19, quando, na verdade, o protocolo mais eficiente seria testar todos aqueles que tiveram contato com um caso confirmado da doença. Na reunião, os Sindicatos reivindicaram que o protocolo para testagem dos servidores seja alterado.

    Se hoje, quando escolas e CMEIs estão fechados, a gestão do prefeito Rafael Greca já tenta economizar às custas dos servidores, vocês já imaginaram como vai ser quando um dos alunos começar a apresentar sintomas? Vai haver teste para toda a turma e os trabalhadores que tiveram contato com a criança?

    Enquete: volta às aulas

    Os sindicatos cobraram novamente a publicização da pesquisa realizada com as famílias dos alunos a respeito do retorno das aulas presenciais. A administração está evitando divulgar esse resultado porque a imensa maioria das mães e pais dos alunos escolheu defender a vida dos estudantes e professores, de acordo com o levantamento paralelo realizado pelos Sindicatos. E esse é um número que a gestão Greca prefere esconder. Ou seja, com isso, nós já sabemos qual é a prioridade do atual governo, não é mesmo?

    Os trabalhadores da educação seguem firmes na luta e, a qualquer movimento de retomada das aulas presenciais, estaremos mobilizados em defesa da vida dos trabalhadores e dos estudantes e suas famílias. Firmes!

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