Sismac
  • 14 | 09 | 2020 - 15:04 Mobilização

    Sindicatos cobram posicionamento da SME sobre intolerância religiosa

    Sindicatos cobram posicionamento da SME sobre intolerância religiosa
    Vereador ataca conjunto do magistério ao incitar famílias a denunciarem aula de ensino religioso

    Na última sexta-feira (11), o vereador Ezequias Barros, que quer se reeleger em 2020, revelou sua intolerância religiosa e o preconceito, principalmente, com religiões de matrizes africanas ao postar um vídeo no qual expõe uma professora de ensino religioso da rede e incita as famílias dos alunos a denunciarem a docente e a aula.

    O SISMUC e o SISMMAC enviaram um ofício para a Prefeitura exigindo a defesa da professora exposta diretamente no vídeo publicado pelo vereador e um posicionamento a respeito da crítica ao conjunto dos professores e ao ensino sobre as religiões. Confira aqui o documento em breve.

    Em seu discurso, o vereador ataca o conjunto dos trabalhadores da educação e todo o trabalho que, sob muita dificuldade, vem sendo realizado durante a pandemia. Para além de criminalizar e intimidar as professoras e professores que são comprometidos com a formação crítica de seus alunos, falas como essa inibem o ensino de conteúdos importantes para a formação humana.

    Apesar de ter sinalizado para a equipe de ensino religioso que tomaria as devidas providências, a postura adotada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) após a publicação do vídeo, na qual pede, via mensagem, para que as professoras e professores deixem de lado o vídeo produzido pelo vereador e foquem no trabalho que têm pela frente, não é a melhor forma de lidar com o problema. A atitude da SME mostra como o ambiente de trabalho do funcionalismo municipal é repleto de atitudes que abrem espaço para o assédio moral.

    O que Ezequias tem feito pela educação?

    É importante ressaltar o que o vereador Ezequias priorizou em seu mandato e, diga-se de passagem, não foi a educação e a formação dos estudantes da rede pública de ensino. Ele, inclusive, votou a favor em todos os projetos que retiravam direitos dos servidores públicos e, consequentemente, pioraram a qualidade da educação da cidade, como o congelamento dos salários e das carreiras.

    E apenas no ano de 2020, que ainda não terminou, destinou R$ 348 mil para asfalto em emendas individuais.Além disso, durante a pandemia de Covid-19, o vereador contribuiu para aprovação do empréstimo de R$ 60 milhões que a Prefeitura fez para asfaltar 400km, aumentando o endividamento da cidade com o Banco do Brasil, e votou a favor do auxílio emergencial extra de R$ 180 milhões para as empresas do transporte coletivo, sem garantia de medidas de proteção para os usuários.

    Em 2017, Ezequias juntamente com os vereadores Thiago Ferro e Osias Moraes protocolaram na Câmara o projeto que instituía a Lei da Mordaça na rede municipal de ensino de Curitiba. A proposta, inconstitucional, foi derrotada repetidas vezes em todo o Brasil e também em Curitiba, com a ajuda dos Sindicatos.

  • 14 | 09 | 2020 - 15:04 Mobilização

    Sindicatos cobram posicionamento da SME sobre intolerância religiosa

    Sindicatos cobram posicionamento da SME sobre intolerância religiosa
    Vereador ataca conjunto do magistério ao incitar famílias a denunciarem aula de ensino religioso

    Na última sexta-feira (11), o vereador Ezequias Barros, que quer se reeleger em 2020, revelou sua intolerância religiosa e o preconceito, principalmente, com religiões de matrizes africanas ao postar um vídeo no qual expõe uma professora de ensino religioso da rede e incita as famílias dos alunos a denunciarem a docente e a aula.

    O SISMUC e o SISMMAC enviaram um ofício para a Prefeitura exigindo a defesa da professora exposta diretamente no vídeo publicado pelo vereador e um posicionamento a respeito da crítica ao conjunto dos professores e ao ensino sobre as religiões. Confira aqui o documento em breve.

    Em seu discurso, o vereador ataca o conjunto dos trabalhadores da educação e todo o trabalho que, sob muita dificuldade, vem sendo realizado durante a pandemia. Para além de criminalizar e intimidar as professoras e professores que são comprometidos com a formação crítica de seus alunos, falas como essa inibem o ensino de conteúdos importantes para a formação humana.

    Apesar de ter sinalizado para a equipe de ensino religioso que tomaria as devidas providências, a postura adotada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) após a publicação do vídeo, na qual pede, via mensagem, para que as professoras e professores deixem de lado o vídeo produzido pelo vereador e foquem no trabalho que têm pela frente, não é a melhor forma de lidar com o problema. A atitude da SME mostra como o ambiente de trabalho do funcionalismo municipal é repleto de atitudes que abrem espaço para o assédio moral.

    O que Ezequias tem feito pela educação?

    É importante ressaltar o que o vereador Ezequias priorizou em seu mandato e, diga-se de passagem, não foi a educação e a formação dos estudantes da rede pública de ensino. Ele, inclusive, votou a favor em todos os projetos que retiravam direitos dos servidores públicos e, consequentemente, pioraram a qualidade da educação da cidade, como o congelamento dos salários e das carreiras.

    E apenas no ano de 2020, que ainda não terminou, destinou R$ 348 mil para asfalto em emendas individuais.Além disso, durante a pandemia de Covid-19, o vereador contribuiu para aprovação do empréstimo de R$ 60 milhões que a Prefeitura fez para asfaltar 400km, aumentando o endividamento da cidade com o Banco do Brasil, e votou a favor do auxílio emergencial extra de R$ 180 milhões para as empresas do transporte coletivo, sem garantia de medidas de proteção para os usuários.

    Em 2017, Ezequias juntamente com os vereadores Thiago Ferro e Osias Moraes protocolaram na Câmara o projeto que instituía a Lei da Mordaça na rede municipal de ensino de Curitiba. A proposta, inconstitucional, foi derrotada repetidas vezes em todo o Brasil e também em Curitiba, com a ajuda dos Sindicatos.

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