Sismac
  • 11 | 09 | 2020 - 16:48 Informe-se

    Ministério Público é contra aulas presenciais sem segurança

    Ministério Público é contra aulas presenciais sem segurança
    Documento mostra que os discursos, como o da Secretária de Saúde, são precipitados e irresponsáveis

    O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) lançou nesta quarta-feira (9) um documento cobrando responsabilidade dos gestores dos estados e municípios do Paraná em relação ao retorno presencial das aulas. Em Curitiba, na mesma semana, a Secretária de Saúde, Márcia Huçulak, liberou atividades presenciais nas escolas particulares, colocando o lucro dos grandes empresários acima da vida das crianças.

    O texto, assinado também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público Federal (MPF), deixa claro que o discurso sobre o retorno às aulas tem se dado de forma precipitada, desconsiderando recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Em Curitiba, a bandeira amarela – com índice de contágio 0,76, considerado baixo – durou apenas 18 dias. No dia 4 de agosto, a cidade já apresentava um novo aumento no número de casos e o índice de contágio subiu para 1,02. De acordo com a OMS, o tempo mínimo para indicar ALGUM controle da doença é de, pelo menos, duas semanas com índice de contágio abaixo de um. Mas, se a própria Secretária de Saúde desrespeita essa recomendação e cede a pressão dos empresários, como podemos confiar em um retorno seguro por parte da Prefeitura?

    De acordo com o MP é importante considerar que o retorno às aulas não envolve apenas a área da infância e juventude, mas também a área da saúde e do trabalho. Ou seja, além de colocar em risco a vida dos profissionais da educação e da comunidade, a volta às aulas pode comprometer também outras áreas, como a saúde. O número de leitos ocupados em Curitiba é de 87%, o que significa que existem na cidade apenas 13% de leitos de UTI disponíveis. Você já imaginou esse cenário com mais de 140 mil alunos retornando às aulas?

    Além disso, a recomendação é de que os dados de mortalidade e ocupação do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam sempre levados consideração, já que com o aumento de número de casos é a população mais pobre que sofre. Mas, será que é nessa população que o desprefeito Greca e a Secretária têm pensado? Ou será que é em agradar os grandes empresários antes das eleições?

    A responsabilidade da volta às aulas é do estado!

    A administração tem tentado responsabilizar os trabalhadores da educação pela volta às aulas. Mas, é importante destacar que com a falta de servidores e servidoras e com a estrutura precária das unidades escolares, é impossível manter a segurança adequada para os alunos e profissionais da educação. De acordo com o MP, as condições necessárias para cumprir os protocolos é essencial.

    Mas, a realidade de Curitiba é que as unidades escolares estão cada vez mais cheias. Só nesse ano mais dois mil alunos serão transferidos da rede privada para a rede municipal. Enquanto isso, os professores têm salas de aula lotadas; os inspetores cuidam, cada um, de mais de 150 crianças; e o administrativo das unidades está sobrecarregado. É nesse cenário que a Prefeitura quer retomar as aulas, colocando mais responsabilidade nos trabalhadores, aumentando a sobrecarga de trabalho e colocando a vida destes em risco.

    No combate à Covid-19 a administração esconde a realidade

    E, quando se fala de estrutura, a Prefeitura deixa muito a desejar. Com o mais baixo investimento em educação dos últimos 10 anos, a maioria das escolas e CMEIs não contam com espaços adequados para realizar o distanciamento social. Além disso, outros equipamentos da Prefeitura, como Unidades de Saúde e casas de passagem da Fundação de Ação Social (FAS), têm sofrido com a falta de água.O que pode nos garantir que com as unidades escolares será diferente?

    Vale lembrar também da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em todas as secretarias do município. Na assistência social, por exemplo, os usuários não têm acesso a máscaras e nem produtos de limpeza. Além disso, a limpeza das unidades da Prefeitura tem sido realizada por poucas trabalhadoras, que também encontram-se sobrecarregadas.

    A falta de vontade política de realizar melhorias no serviço público é clara no desgoverno Greca, seu plano de sucateamento de serviços essenciais para a população visa agradar somente os grandes empresários, aqueles que podem investir em sua campanha. Por isso, não podemos deixar que o retorno das aulas aconteça dessa forma. Para garantir a nossa segurança e de toda a população, a volta às aulas é somente com a vacina!



  • 11 | 09 | 2020 - 16:48 Informe-se

    Ministério Público é contra aulas presenciais sem segurança

    Ministério Público é contra aulas presenciais sem segurança
    Documento mostra que os discursos, como o da Secretária de Saúde, são precipitados e irresponsáveis

    O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) lançou nesta quarta-feira (9) um documento cobrando responsabilidade dos gestores dos estados e municípios do Paraná em relação ao retorno presencial das aulas. Em Curitiba, na mesma semana, a Secretária de Saúde, Márcia Huçulak, liberou atividades presenciais nas escolas particulares, colocando o lucro dos grandes empresários acima da vida das crianças.

    O texto, assinado também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público Federal (MPF), deixa claro que o discurso sobre o retorno às aulas tem se dado de forma precipitada, desconsiderando recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Em Curitiba, a bandeira amarela – com índice de contágio 0,76, considerado baixo – durou apenas 18 dias. No dia 4 de agosto, a cidade já apresentava um novo aumento no número de casos e o índice de contágio subiu para 1,02. De acordo com a OMS, o tempo mínimo para indicar ALGUM controle da doença é de, pelo menos, duas semanas com índice de contágio abaixo de um. Mas, se a própria Secretária de Saúde desrespeita essa recomendação e cede a pressão dos empresários, como podemos confiar em um retorno seguro por parte da Prefeitura?

    De acordo com o MP é importante considerar que o retorno às aulas não envolve apenas a área da infância e juventude, mas também a área da saúde e do trabalho. Ou seja, além de colocar em risco a vida dos profissionais da educação e da comunidade, a volta às aulas pode comprometer também outras áreas, como a saúde. O número de leitos ocupados em Curitiba é de 87%, o que significa que existem na cidade apenas 13% de leitos de UTI disponíveis. Você já imaginou esse cenário com mais de 140 mil alunos retornando às aulas?

    Além disso, a recomendação é de que os dados de mortalidade e ocupação do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam sempre levados consideração, já que com o aumento de número de casos é a população mais pobre que sofre. Mas, será que é nessa população que o desprefeito Greca e a Secretária têm pensado? Ou será que é em agradar os grandes empresários antes das eleições?

    A responsabilidade da volta às aulas é do estado!

    A administração tem tentado responsabilizar os trabalhadores da educação pela volta às aulas. Mas, é importante destacar que com a falta de servidores e servidoras e com a estrutura precária das unidades escolares, é impossível manter a segurança adequada para os alunos e profissionais da educação. De acordo com o MP, as condições necessárias para cumprir os protocolos é essencial.

    Mas, a realidade de Curitiba é que as unidades escolares estão cada vez mais cheias. Só nesse ano mais dois mil alunos serão transferidos da rede privada para a rede municipal. Enquanto isso, os professores têm salas de aula lotadas; os inspetores cuidam, cada um, de mais de 150 crianças; e o administrativo das unidades está sobrecarregado. É nesse cenário que a Prefeitura quer retomar as aulas, colocando mais responsabilidade nos trabalhadores, aumentando a sobrecarga de trabalho e colocando a vida destes em risco.

    No combate à Covid-19 a administração esconde a realidade

    E, quando se fala de estrutura, a Prefeitura deixa muito a desejar. Com o mais baixo investimento em educação dos últimos 10 anos, a maioria das escolas e CMEIs não contam com espaços adequados para realizar o distanciamento social. Além disso, outros equipamentos da Prefeitura, como Unidades de Saúde e casas de passagem da Fundação de Ação Social (FAS), têm sofrido com a falta de água.O que pode nos garantir que com as unidades escolares será diferente?

    Vale lembrar também da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em todas as secretarias do município. Na assistência social, por exemplo, os usuários não têm acesso a máscaras e nem produtos de limpeza. Além disso, a limpeza das unidades da Prefeitura tem sido realizada por poucas trabalhadoras, que também encontram-se sobrecarregadas.

    A falta de vontade política de realizar melhorias no serviço público é clara no desgoverno Greca, seu plano de sucateamento de serviços essenciais para a população visa agradar somente os grandes empresários, aqueles que podem investir em sua campanha. Por isso, não podemos deixar que o retorno das aulas aconteça dessa forma. Para garantir a nossa segurança e de toda a população, a volta às aulas é somente com a vacina!



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