Sismac
  • 10 | 07 | 2020 - 12:35 Aposentadoria

    Após manobra da Prefeitura no IPMC, sindicatos cobram cálculo atuarial

    Após manobra da Prefeitura no IPMC, sindicatos cobram cálculo atuarial
    Calote de mais de 240 milhões descapitaliza cada vez mais o IPMC, colocando a aposentadoria dos servidores em jogo

    Não é de hoje que a Prefeitura de Curitiba tenta esconder o rombo que tem causado ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC). E, é por isso que o SISMUC, SISMMAC, SIGMUC e SINFISCO estão cobrando a administração para que os cálculos atuariais do IPMC sejam apresentados aos representantes dos trabalhadores.

    Na última semana, o desgoverno Greca aplicou mais um golpe visando acabar com a aposentadoria dos servidores. Em meio à pandemia, e sem apresentação de cálculos atuariais e estudos técnicos, os vereadores da base do desgoverno aprovaram o Projeto de Lei apresentado por Rafael Greca no calar da noite. Em regime de urgência, aumentaram a alíquota paga pelos servidores para 14% e adiaram o pagamento das prestações da dívida que a administração tem com o Instituto. Além disso, não reajustaram a alíquota da contribuição patronal que deveria aumentar na mesma proporção que a dos servidores e ainda deram aval para que a Prefeitura suspenda o pagamento desse repasse entre julho e dezembro de 2020, o que aumentará ainda mais a dívida.

    É importante lembrar que o aumento da alíquota para 14% já havia sido aprovado em 2017, no pacotaço de ajuste fiscal. Entretanto, esse aumento deveria acontecer de forma progressiva até 2023, quando a alíquota paga pela Prefeitura chegaria a 28%. Isso significa que Greca e os vereadores do tratoraço decidiram usar a Reforma da Previdência de Bolsonaro para acelerar o aumento para os servidores – uma redução de salário em meio à pandemia –, enquanto a Prefeitura pode adiar seus pagamentos por seis meses, além de garantir que a sua alíquota continuará subindo progressivamente como previsto no pacotaço de 2017.

    Greca também aproveitou esse conjunto de ataques para publicar um novo decreto, formalizando o repasse de mais R$ 6 milhões à CuritibaPREV.

    Através dessa manobra o desgoverno Greca, mais uma vez, tenta descapitalizar o IPMC. Por isso, os sindicatos exigem que a Prefeitura e os dirigentes do IPMC apresentem os cálculos atuariais realizados e os estudos de impactos, já que estes não passaram pelo Conselho de Administração do IPMC, descumprindo o Estatuto do Instituto. A cobrança visa reunir dados para analisar a saúde financeira do Instituto e saber quanto mais essa manobra da Prefeitura custará aos servidores.

    O calote que a Prefeitura tenta empurrar em cima dos servidores representa que cerca de R$ 260 milhões de reais deixarão de ser pagos para o IPMC durante o ano de 2020. As dívidas do desgoverno Greca com o IPMC já foram parceladas pelo menos duas vezes pela gestão Greca. E, a cada vez, a situação do Instituto fica pior. Sem o dinheiro em conta, o que temos é apenas uma promessa de pagamento por parte de uma gestão que não respeita os trabalhadores. Ou seja, caso essa dívida não seja paga, a longo prazo, os servidores que irão se aposentar nos próximos anos, podem ficar sem a sua aposentadoria.

    Além disso, na última reunião do Conselho de Administração, os dirigentes do IPMC garantiram que desconheciam a intenção da Prefeitura de suspender os repasses e obrigações patronais. Mas sabemos que isso claramente já estava sendo articulado. Vale lembrar, que a substituição do Projeto de Lei – que retira as obrigações de pagamento das costas da administração e joga nas costas dos servidores – aconteceu às 22h do domingo, com menos de 12h de antecedência da votação.

  • 10 | 07 | 2020 - 12:35 Aposentadoria

    Após manobra da Prefeitura no IPMC, sindicatos cobram cálculo atuarial

    Após manobra da Prefeitura no IPMC, sindicatos cobram cálculo atuarial
    Calote de mais de 240 milhões descapitaliza cada vez mais o IPMC, colocando a aposentadoria dos servidores em jogo

    Não é de hoje que a Prefeitura de Curitiba tenta esconder o rombo que tem causado ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC). E, é por isso que o SISMUC, SISMMAC, SIGMUC e SINFISCO estão cobrando a administração para que os cálculos atuariais do IPMC sejam apresentados aos representantes dos trabalhadores.

    Na última semana, o desgoverno Greca aplicou mais um golpe visando acabar com a aposentadoria dos servidores. Em meio à pandemia, e sem apresentação de cálculos atuariais e estudos técnicos, os vereadores da base do desgoverno aprovaram o Projeto de Lei apresentado por Rafael Greca no calar da noite. Em regime de urgência, aumentaram a alíquota paga pelos servidores para 14% e adiaram o pagamento das prestações da dívida que a administração tem com o Instituto. Além disso, não reajustaram a alíquota da contribuição patronal que deveria aumentar na mesma proporção que a dos servidores e ainda deram aval para que a Prefeitura suspenda o pagamento desse repasse entre julho e dezembro de 2020, o que aumentará ainda mais a dívida.

    É importante lembrar que o aumento da alíquota para 14% já havia sido aprovado em 2017, no pacotaço de ajuste fiscal. Entretanto, esse aumento deveria acontecer de forma progressiva até 2023, quando a alíquota paga pela Prefeitura chegaria a 28%. Isso significa que Greca e os vereadores do tratoraço decidiram usar a Reforma da Previdência de Bolsonaro para acelerar o aumento para os servidores – uma redução de salário em meio à pandemia –, enquanto a Prefeitura pode adiar seus pagamentos por seis meses, além de garantir que a sua alíquota continuará subindo progressivamente como previsto no pacotaço de 2017.

    Greca também aproveitou esse conjunto de ataques para publicar um novo decreto, formalizando o repasse de mais R$ 6 milhões à CuritibaPREV.

    Através dessa manobra o desgoverno Greca, mais uma vez, tenta descapitalizar o IPMC. Por isso, os sindicatos exigem que a Prefeitura e os dirigentes do IPMC apresentem os cálculos atuariais realizados e os estudos de impactos, já que estes não passaram pelo Conselho de Administração do IPMC, descumprindo o Estatuto do Instituto. A cobrança visa reunir dados para analisar a saúde financeira do Instituto e saber quanto mais essa manobra da Prefeitura custará aos servidores.

    O calote que a Prefeitura tenta empurrar em cima dos servidores representa que cerca de R$ 260 milhões de reais deixarão de ser pagos para o IPMC durante o ano de 2020. As dívidas do desgoverno Greca com o IPMC já foram parceladas pelo menos duas vezes pela gestão Greca. E, a cada vez, a situação do Instituto fica pior. Sem o dinheiro em conta, o que temos é apenas uma promessa de pagamento por parte de uma gestão que não respeita os trabalhadores. Ou seja, caso essa dívida não seja paga, a longo prazo, os servidores que irão se aposentar nos próximos anos, podem ficar sem a sua aposentadoria.

    Além disso, na última reunião do Conselho de Administração, os dirigentes do IPMC garantiram que desconheciam a intenção da Prefeitura de suspender os repasses e obrigações patronais. Mas sabemos que isso claramente já estava sendo articulado. Vale lembrar, que a substituição do Projeto de Lei – que retira as obrigações de pagamento das costas da administração e joga nas costas dos servidores – aconteceu às 22h do domingo, com menos de 12h de antecedência da votação.

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