Sismac
  • 18 | 05 | 2021 - 10:31 Mobilização

    Prefeitura de Araucária é violenta contra ocupação por moradia

    Prefeitura de Araucária é violenta contra ocupação por moradia
    Nossa solidariedade aos trabalhadores na luta por moradia, vítimas de uma repressão violenta

    Neste domingo, 16 de maio, a Prefeitura de Araucária reprimiu com violência trabalhadores que ocupavam um terreno da cidade. As balas e o gás lacrimogênio atingiram grande parte dos que estavam no local, não poupando sequer crianças e idosos.

    O governo Hissam agiu com violência e truculência, ordenando uma ação por parte da Polícia Militar e da Guarda Municipal contra trabalhadoras e trabalhadores que lutam pelo direito essencial da moradia. Não há sequer uma decisão judicial de reintegração de posse do terreno e mesmo assim a escolha da gestão foi usar a força para retirar os trabalhadores.

    Uma das trabalhadoras ativas do movimento chegou a ser presa e ficou desaparecida por algumas horas. Felizmente, a trabalhadora já foi liberada, mas as marcas da repressão permanecem.

    A ação tem caráter desumano, especialmente em meio a uma pandemia que tem contribuído para que a miséria avance com rapidez entre milhares de famílias por todo país, somada à política nefasta de governos para quem os lucros valem mais que a vida da classe trabalhadora.

    O terreno escolhido pelos trabalhadores para realizar a ocupação pertence a uma empresa imobiliária que conseguiu na justiça a posse do terreno pelo processo de usucapião, mas deixa a área parada há anos para lucrar com a especulação imobiliária. Enquanto isso, os trabalhadores dormem nas ruas!

    As famílias que vivem nas ocupações fazem parte da grande parcela dos trabalhadores brasileiros que não tem onde morar. Com os aluguéis cada vez mais caros, o preço dos alimentos subindo a cada dia e o salário-mínimo de miséria, sobreviver tem sido cada vez mais difícil. Com um auxílio emergencial de R$ 150,00 e com 24% da população vivendo com menos de R$ 436,00 por mês, a luta por moradia é uma forma de garantir a sobrevivência da população.

    Diante de tantas dificuldades enfrentadas pela classe trabalhadora, os servidores da assistência social de Araucária lançaram a campanha “Vida, pão, teto e vacinação”, solidariedade àqueles que foram atingidos pela crise econômica e social e, também, de homenagem àqueles que perderam suas vidas em decorrência da Covid-19.

    Só que na contramão das necessidades da população, a prioridade da Prefeitura de Araucária é acabar com o direito à moradia da população e deixar trabalhadores e trabalhadoras sem ter onde dormir. Isso enquanto ignora todos as medidas de restrição e abre as portas para que o coronavírus continue matando os trabalhadores. A crise sanitária é uma escolha de matança dos mais pobres!

    O SIFAR, SISMMAR, SISMUC e SISMMAC prestam sua solidariedade a todos os trabalhadores e trabalhadoras atingidas pela ação violenta. Estaremos juntos, lado a lado, contra qualquer tipo de repressão contra os trabalhadores. Moradia é um direito da nossa classe. Firmes!

  • 18 | 05 | 2021 - 10:31 Mobilização

    Prefeitura de Araucária é violenta contra ocupação por moradia

    Prefeitura de Araucária é violenta contra ocupação por moradia
    Nossa solidariedade aos trabalhadores na luta por moradia, vítimas de uma repressão violenta

    Neste domingo, 16 de maio, a Prefeitura de Araucária reprimiu com violência trabalhadores que ocupavam um terreno da cidade. As balas e o gás lacrimogênio atingiram grande parte dos que estavam no local, não poupando sequer crianças e idosos.

    O governo Hissam agiu com violência e truculência, ordenando uma ação por parte da Polícia Militar e da Guarda Municipal contra trabalhadoras e trabalhadores que lutam pelo direito essencial da moradia. Não há sequer uma decisão judicial de reintegração de posse do terreno e mesmo assim a escolha da gestão foi usar a força para retirar os trabalhadores.

    Uma das trabalhadoras ativas do movimento chegou a ser presa e ficou desaparecida por algumas horas. Felizmente, a trabalhadora já foi liberada, mas as marcas da repressão permanecem.

    A ação tem caráter desumano, especialmente em meio a uma pandemia que tem contribuído para que a miséria avance com rapidez entre milhares de famílias por todo país, somada à política nefasta de governos para quem os lucros valem mais que a vida da classe trabalhadora.

    O terreno escolhido pelos trabalhadores para realizar a ocupação pertence a uma empresa imobiliária que conseguiu na justiça a posse do terreno pelo processo de usucapião, mas deixa a área parada há anos para lucrar com a especulação imobiliária. Enquanto isso, os trabalhadores dormem nas ruas!

    As famílias que vivem nas ocupações fazem parte da grande parcela dos trabalhadores brasileiros que não tem onde morar. Com os aluguéis cada vez mais caros, o preço dos alimentos subindo a cada dia e o salário-mínimo de miséria, sobreviver tem sido cada vez mais difícil. Com um auxílio emergencial de R$ 150,00 e com 24% da população vivendo com menos de R$ 436,00 por mês, a luta por moradia é uma forma de garantir a sobrevivência da população.

    Diante de tantas dificuldades enfrentadas pela classe trabalhadora, os servidores da assistência social de Araucária lançaram a campanha “Vida, pão, teto e vacinação”, solidariedade àqueles que foram atingidos pela crise econômica e social e, também, de homenagem àqueles que perderam suas vidas em decorrência da Covid-19.

    Só que na contramão das necessidades da população, a prioridade da Prefeitura de Araucária é acabar com o direito à moradia da população e deixar trabalhadores e trabalhadoras sem ter onde dormir. Isso enquanto ignora todos as medidas de restrição e abre as portas para que o coronavírus continue matando os trabalhadores. A crise sanitária é uma escolha de matança dos mais pobres!

    O SIFAR, SISMMAR, SISMUC e SISMMAC prestam sua solidariedade a todos os trabalhadores e trabalhadoras atingidas pela ação violenta. Estaremos juntos, lado a lado, contra qualquer tipo de repressão contra os trabalhadores. Moradia é um direito da nossa classe. Firmes!

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