Sismac
  • 14 | 08 | 2020 - 15:22 Condições de Trabalho

    FAS segue sem medidas de proteção à vida dos trabalhadores

    FAS segue sem medidas de proteção à vida dos trabalhadores
    Novas denúncias mostram que descaso da gestão com os servidores continua, mesmo após as primeiras vítimas

    Mesmo com casos crescentes de servidores contaminados com Covid-19, inclusive com caso de óbito, a direção da Fundação de Assistência Social (FAS) não tem adotado medidas sanitárias adequadas para proteção da vida dos trabalhadores. Nesta semana, o SISMUC recebeu denúncias de duas unidades de atendimento que exemplificam o descaso da gestão com os servidores que estão na linha de frente no enfrentamento da pandemia.

    Um usuário que estava doente, com suspeita de Covid-19, foi encaminhado para a Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) Cajuru, local onde não há espaço adequado para isolamento. A situação era tão grave que foi necessário chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que constatou que a situação requeria atendimento médico. A UAI Cajuru é um dos poucos equipamentos da FAS onde ainda não foi registrado caso de servidor com Coronavírus. Mas, levar um caso suspeito para o ambiente, coloca todos em risco de contaminação, considerando que a gestão não tem fornecido os equipamentos de proteção individual adequados e em quantidade suficiente, além da limpeza insuficiente dos locais de trabalho, devido à falta de profissionais.

    Outra denúncia vem do abrigo emergencial Santo Expedito, inaugurado em julho para acolher exclusivamente homens em situação de rua com Covid-19, conforme notícia veiculada pela própria gestão. Porém, o local vem recebendo homens e mulheres, o que contraria as normas da própria FAS, que mantém abrigos diferentes para homens e mulheres.

    Falta de servidores

    A falta de concurso público para completar o quadro de funcionários da FAS está sendo escancarada neste momento de emergência, com aprofundamento da crise econômica no país somado à pandemia de Coronavírus. A FAS chegou a contratar cuidadores para auxiliar no atendimento nesse momento de crise sanitária. Mas, essa contratação não substitui os concursos públicos, afinal, esses trabalhadores foram contratados sem seleção pública, com salários baixos, contratos temporários, sem formação específica e não tiveram treinamento, em clara ação de desmonte do serviço público de assistência social.

    Seguimos firmes na luta para valorização do serviço público e pela realização de concursos.
    São situações que colocam em risco tanto os servidores quanto outros usuários acolhidos nos equipamentos. Conforme as denúncias, a própria direção do Departamento de Pessoas em Situação de Rua (DSPR) da FAS é conivente com esses casos, já que vem dela a orientação para as ações tomadas. É uma irresponsabilidade da gestão!

    A falta de vagas para atender a população em situação de rua vem se agravando nos últimos anos, sem investimento da gestão para melhorar a estrutura de atendimento. Mas, com a pandemia, a situação está ainda pior, pois o acolhimento não tem sido apenas de pessoas em situação de vulnerabilidade social, mas também pessoas adoecidas, que precisam que atendimento especializado da área de saúde.

    Os sindicatos seguem acompanhando e cobrando para que a FAS e a Prefeitura garantam condições adequadas de trabalho. Não podemos permitir que a pandemia seja desculpa para ataques aos direitos duramente conquistados pelos trabalhadores.

  • 14 | 08 | 2020 - 15:22 Condições de Trabalho

    FAS segue sem medidas de proteção à vida dos trabalhadores

    FAS segue sem medidas de proteção à vida dos trabalhadores
    Novas denúncias mostram que descaso da gestão com os servidores continua, mesmo após as primeiras vítimas

    Mesmo com casos crescentes de servidores contaminados com Covid-19, inclusive com caso de óbito, a direção da Fundação de Assistência Social (FAS) não tem adotado medidas sanitárias adequadas para proteção da vida dos trabalhadores. Nesta semana, o SISMUC recebeu denúncias de duas unidades de atendimento que exemplificam o descaso da gestão com os servidores que estão na linha de frente no enfrentamento da pandemia.

    Um usuário que estava doente, com suspeita de Covid-19, foi encaminhado para a Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) Cajuru, local onde não há espaço adequado para isolamento. A situação era tão grave que foi necessário chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que constatou que a situação requeria atendimento médico. A UAI Cajuru é um dos poucos equipamentos da FAS onde ainda não foi registrado caso de servidor com Coronavírus. Mas, levar um caso suspeito para o ambiente, coloca todos em risco de contaminação, considerando que a gestão não tem fornecido os equipamentos de proteção individual adequados e em quantidade suficiente, além da limpeza insuficiente dos locais de trabalho, devido à falta de profissionais.

    Outra denúncia vem do abrigo emergencial Santo Expedito, inaugurado em julho para acolher exclusivamente homens em situação de rua com Covid-19, conforme notícia veiculada pela própria gestão. Porém, o local vem recebendo homens e mulheres, o que contraria as normas da própria FAS, que mantém abrigos diferentes para homens e mulheres.

    Falta de servidores

    A falta de concurso público para completar o quadro de funcionários da FAS está sendo escancarada neste momento de emergência, com aprofundamento da crise econômica no país somado à pandemia de Coronavírus. A FAS chegou a contratar cuidadores para auxiliar no atendimento nesse momento de crise sanitária. Mas, essa contratação não substitui os concursos públicos, afinal, esses trabalhadores foram contratados sem seleção pública, com salários baixos, contratos temporários, sem formação específica e não tiveram treinamento, em clara ação de desmonte do serviço público de assistência social.

    Seguimos firmes na luta para valorização do serviço público e pela realização de concursos.
    São situações que colocam em risco tanto os servidores quanto outros usuários acolhidos nos equipamentos. Conforme as denúncias, a própria direção do Departamento de Pessoas em Situação de Rua (DSPR) da FAS é conivente com esses casos, já que vem dela a orientação para as ações tomadas. É uma irresponsabilidade da gestão!

    A falta de vagas para atender a população em situação de rua vem se agravando nos últimos anos, sem investimento da gestão para melhorar a estrutura de atendimento. Mas, com a pandemia, a situação está ainda pior, pois o acolhimento não tem sido apenas de pessoas em situação de vulnerabilidade social, mas também pessoas adoecidas, que precisam que atendimento especializado da área de saúde.

    Os sindicatos seguem acompanhando e cobrando para que a FAS e a Prefeitura garantam condições adequadas de trabalho. Não podemos permitir que a pandemia seja desculpa para ataques aos direitos duramente conquistados pelos trabalhadores.

Rua Nunes Machado, 1644, Rebouças – Curitiba / PR, CEP. 80.220-070 - Fone/Fax.: (41) 3225-6729

DOHMS