Sismac
  • 09 | 04 | 2021 - 15:13 Além dos muros da escola

    Diga não ao camarote da vacina

    Diga não ao camarote da vacina
    Senado vota na próxima semana proposta que dá aval para que empresários desviem vacinas de quem mais precisa

    Na última terça-feira (6), deputados federais aprovaram o Projeto de Lei 948/2021, conhecido como “Camarote da Vacina”, que flexibiliza a compra de imunizantes pelo setor privado, permitindo que empresários furem a fila de prioridades prevista no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e vacinem antes seus familiares e funcionários.

    Esse retrocesso ainda pode ser barrado no Senado, onde a votação deve ocorrer na próxima semana. Vamos lotar a caixa de e-mails dos senadores com o nosso recado: camarote da vacina, não! Você pode enviar e-mails aos parlamentares de forma mais rápida, utilizando a plataforma https://www.camarotedavacinanao.org.br/

    Se esse projeto for aprovado, empresários poderão comprar vacinas sem a necessidade de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem ter de respeitar os grupos prioritários em um momento de escassez global.

    Na prática, a proposta dá aval para que empresários desviem vacinas de quem mais precisa. Afinal, há uma fila de espera internacional para a aquisição de novos imunizantes e as doses a serem adquiridas pelo setor privado são as mesmas que deixarão de ir para o Sistema Único de Saúde (SUS).

    O Brasil paga o preço do descaso e negligência do governo Bolsonaro, que recusou ofertas de vacinas no ano passado e demorou para negociar a compra com as farmacêuticas. Até agora, o país conta com doses da Coronavac (produzida pelo Instituto Butantan) e da AstraZeneca (produzida pela Fiocruz), mas a produção depende de insumos vindos do exterior e o fornecimento não é regular.

    Hoje, 10 países concentram 75% das vacinas aplicadas em todo o mundo. Isso significa que adultos jovens e saudáveis dos países ricos serão vacinados antes dos trabalhadores da saúde das nações mais pobres. Além de injusta, essa desigualdade é completamente ineficaz no combate a pandemia. De nada adianta que países desenvolvidos garantam vacina para suas populações enquanto nos países em desenvolvimento continuam surgindo novas variantes e mutações dos vírus, como, infelizmente, é o caso do Brasil.

    Diga não ao camarote da vacina! O SUS é um sistema de saúde de referência mundial, capaz de vacinar mais de 1 milhão de pessoas por dia. Não falta logística, falta vacina!

    Para acelerar a vacinação, é preciso desenvolver imunizantes de distribuição universal, a preços justos, para todos os países. Para isso, é preciso colocar à disposição todo o conhecimento técnico e científico produzido, suspender patentes e direitos de propriedade intelectual. No Brasil, isso só é possível com a ampliação do investimento nas universidades públicas e com a suspensão do teto de gastos! Vacina Para Todos Já!

  • 09 | 04 | 2021 - 15:13 Além dos muros da escola

    Diga não ao camarote da vacina

    Diga não ao camarote da vacina
    Senado vota na próxima semana proposta que dá aval para que empresários desviem vacinas de quem mais precisa

    Na última terça-feira (6), deputados federais aprovaram o Projeto de Lei 948/2021, conhecido como “Camarote da Vacina”, que flexibiliza a compra de imunizantes pelo setor privado, permitindo que empresários furem a fila de prioridades prevista no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e vacinem antes seus familiares e funcionários.

    Esse retrocesso ainda pode ser barrado no Senado, onde a votação deve ocorrer na próxima semana. Vamos lotar a caixa de e-mails dos senadores com o nosso recado: camarote da vacina, não! Você pode enviar e-mails aos parlamentares de forma mais rápida, utilizando a plataforma https://www.camarotedavacinanao.org.br/

    Se esse projeto for aprovado, empresários poderão comprar vacinas sem a necessidade de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem ter de respeitar os grupos prioritários em um momento de escassez global.

    Na prática, a proposta dá aval para que empresários desviem vacinas de quem mais precisa. Afinal, há uma fila de espera internacional para a aquisição de novos imunizantes e as doses a serem adquiridas pelo setor privado são as mesmas que deixarão de ir para o Sistema Único de Saúde (SUS).

    O Brasil paga o preço do descaso e negligência do governo Bolsonaro, que recusou ofertas de vacinas no ano passado e demorou para negociar a compra com as farmacêuticas. Até agora, o país conta com doses da Coronavac (produzida pelo Instituto Butantan) e da AstraZeneca (produzida pela Fiocruz), mas a produção depende de insumos vindos do exterior e o fornecimento não é regular.

    Hoje, 10 países concentram 75% das vacinas aplicadas em todo o mundo. Isso significa que adultos jovens e saudáveis dos países ricos serão vacinados antes dos trabalhadores da saúde das nações mais pobres. Além de injusta, essa desigualdade é completamente ineficaz no combate a pandemia. De nada adianta que países desenvolvidos garantam vacina para suas populações enquanto nos países em desenvolvimento continuam surgindo novas variantes e mutações dos vírus, como, infelizmente, é o caso do Brasil.

    Diga não ao camarote da vacina! O SUS é um sistema de saúde de referência mundial, capaz de vacinar mais de 1 milhão de pessoas por dia. Não falta logística, falta vacina!

    Para acelerar a vacinação, é preciso desenvolver imunizantes de distribuição universal, a preços justos, para todos os países. Para isso, é preciso colocar à disposição todo o conhecimento técnico e científico produzido, suspender patentes e direitos de propriedade intelectual. No Brasil, isso só é possível com a ampliação do investimento nas universidades públicas e com a suspensão do teto de gastos! Vacina Para Todos Já!

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