Sismac
  • 29 | 01 | 2021 - 16:36 Além dos muros da escola

    Sindicatos vão à justiça cobrar a descentralização da vacina

    Sindicatos vão à justiça cobrar a descentralização da vacina
    Pedido de liminar do SISMUC, SIMEPAR e SINDSaúde para descentralização da vacina foi negado. SISMMAC também apoiou ação

    O pavilhão de aglomeração de Greca no Parque Barigui é motivo de vergonha para Curitiba. Nessa quinta-feira (28) trabalhadores da saúde que foram chamados para a vacinação tiveram que aguardar horas na fila debaixo de chuva, enfrentando uma aglomeração causada pela gestão municipal que contraria todas as recomendações para prevenção de contágio do novo coronavírus.

    E o pior é que mesmo com a intensa denúncia do caos vivido na espera pela vacina, a desorganização na estratégia de vacinação faz com que a aglomeração e as filas se repetirem nesta sexta-feira.

    Desde o início da campanha de vacinação contra a Covid-19 em Curitiba, o SISMUC e o SISMMAC, assim como diversos órgãos e entidades, vêm questionando a decisão propagandista de Greca de centralizar a imunização no Parque Barigui. O Ministério Público do Paraná, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública do Paraná e Defensoria Pública da União também questionaram a estratégia de vacinação, que fere a universalidade, a gratuidade e o amplo acesso aos serviços de saúde. O Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren/PR) também se posicionou reforçando a recomendação feita pelos órgãos de justiça e endossa o pedido pela descentralização.

    Só que o desrespeito e o descaso dessa gestão não têm limites. A gestão insiste em manter a campanha centralizada e o agendamento via aplicativo.

    Diante da situação caótica e sem diálogo por parte da gestão, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC), o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná (SINDSaúde-PR) foram à justiça para exigir a descentralização da vacina contra a Covid-19 para trabalhadores da saúde em Curitiba.

    O SISMMAC também apoia a iniciativa, mas não assina a petição neste momento para evitar problemas de tramitação, já que não representa os trabalhadores da saúde.

    No entanto, no mesmo dia a liminar foi indeferida. Os sindicatos seguem na luta para garantir condições adequadas de acesso dos trabalhadores à vacinação.

    Nesta sexta-feira (29), a secretária municipal de saúde, Marcia Huçulak, chegou a anunciar que haveria a descentralização da vacina para trabalhadores da saúde. Mas, na realidade, a medida adotada refere-se apenas à vacinação no local de trabalho para os profissionais dos hospitais Evangélico Mackenzie, Cajuru, Hospital do Trabalhador, Pequeno Príncipe e Hospital de Clínicas. E como ficam os trabalhadores das UPAs e de outras unidades de saúde?

    A secretaria de saúde ainda afirma que as etapas seguintes da vacinação, que se dirigem à população, devem acontecer de forma descentralizada nas unidades de saúde e com serviço drive thru. No entanto, a desorganização com essa concentração inicial já traz muitos problemas para os trabalhadores da linha de frente, que vivem uma realidade de incertezas e descaso.

    Referência em vacinação?

    O Brasil tem um Programa Nacional de Imunização (PNI) que é tido como referência mundial. A incorporação de várias vacinas no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) faz com que o nosso país seja um dos poucos países do mundo a oferecer um rol extenso de imunizantes e com alta taxa de cobertura da população.

    Inclusive, em 2010, durante a pandemia de H1N1, foi essa experiência em vacinação que permitiu que a meta de imunização entre os grupos de risco fosse atingida com rapidez, como noticiado pelo jornal Plural. Na época, a descentralização com abertura de mais locais de vacinação foi a estratégia para atingir a taxa de cobertura necessária.

    A situação vivenciada hoje com a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus é algo sem precedentes, mas é possível traçar um paralelo nas estratégias de controle do vírus, uma vez que a prevenção da H1N1 e da Covid-19 são semelhantes.

    Com equipes técnicas preparadas e qualificadas, que são os servidores públicos da área da saúde, e unidades básicas que atuam na vacinação de forma rotineira, a questão que fica é por que o desgoverno Greca ignorou todo a experiência em imunização da cidade para adotar uma estratégia furada que coloca a população em risco?

    A resposta é simples: mais uma tentativa do desprefeito de transformar tudo em autopropaganda. Mesmo que isso represente mais e mais vidas colocadas em risco.

  • 29 | 01 | 2021 - 16:36 Além dos muros da escola

    Sindicatos vão à justiça cobrar a descentralização da vacina

    Sindicatos vão à justiça cobrar a descentralização da vacina
    Pedido de liminar do SISMUC, SIMEPAR e SINDSaúde para descentralização da vacina foi negado. SISMMAC também apoiou ação

    O pavilhão de aglomeração de Greca no Parque Barigui é motivo de vergonha para Curitiba. Nessa quinta-feira (28) trabalhadores da saúde que foram chamados para a vacinação tiveram que aguardar horas na fila debaixo de chuva, enfrentando uma aglomeração causada pela gestão municipal que contraria todas as recomendações para prevenção de contágio do novo coronavírus.

    E o pior é que mesmo com a intensa denúncia do caos vivido na espera pela vacina, a desorganização na estratégia de vacinação faz com que a aglomeração e as filas se repetirem nesta sexta-feira.

    Desde o início da campanha de vacinação contra a Covid-19 em Curitiba, o SISMUC e o SISMMAC, assim como diversos órgãos e entidades, vêm questionando a decisão propagandista de Greca de centralizar a imunização no Parque Barigui. O Ministério Público do Paraná, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública do Paraná e Defensoria Pública da União também questionaram a estratégia de vacinação, que fere a universalidade, a gratuidade e o amplo acesso aos serviços de saúde. O Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren/PR) também se posicionou reforçando a recomendação feita pelos órgãos de justiça e endossa o pedido pela descentralização.

    Só que o desrespeito e o descaso dessa gestão não têm limites. A gestão insiste em manter a campanha centralizada e o agendamento via aplicativo.

    Diante da situação caótica e sem diálogo por parte da gestão, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC), o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná (SINDSaúde-PR) foram à justiça para exigir a descentralização da vacina contra a Covid-19 para trabalhadores da saúde em Curitiba.

    O SISMMAC também apoia a iniciativa, mas não assina a petição neste momento para evitar problemas de tramitação, já que não representa os trabalhadores da saúde.

    No entanto, no mesmo dia a liminar foi indeferida. Os sindicatos seguem na luta para garantir condições adequadas de acesso dos trabalhadores à vacinação.

    Nesta sexta-feira (29), a secretária municipal de saúde, Marcia Huçulak, chegou a anunciar que haveria a descentralização da vacina para trabalhadores da saúde. Mas, na realidade, a medida adotada refere-se apenas à vacinação no local de trabalho para os profissionais dos hospitais Evangélico Mackenzie, Cajuru, Hospital do Trabalhador, Pequeno Príncipe e Hospital de Clínicas. E como ficam os trabalhadores das UPAs e de outras unidades de saúde?

    A secretaria de saúde ainda afirma que as etapas seguintes da vacinação, que se dirigem à população, devem acontecer de forma descentralizada nas unidades de saúde e com serviço drive thru. No entanto, a desorganização com essa concentração inicial já traz muitos problemas para os trabalhadores da linha de frente, que vivem uma realidade de incertezas e descaso.

    Referência em vacinação?

    O Brasil tem um Programa Nacional de Imunização (PNI) que é tido como referência mundial. A incorporação de várias vacinas no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) faz com que o nosso país seja um dos poucos países do mundo a oferecer um rol extenso de imunizantes e com alta taxa de cobertura da população.

    Inclusive, em 2010, durante a pandemia de H1N1, foi essa experiência em vacinação que permitiu que a meta de imunização entre os grupos de risco fosse atingida com rapidez, como noticiado pelo jornal Plural. Na época, a descentralização com abertura de mais locais de vacinação foi a estratégia para atingir a taxa de cobertura necessária.

    A situação vivenciada hoje com a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus é algo sem precedentes, mas é possível traçar um paralelo nas estratégias de controle do vírus, uma vez que a prevenção da H1N1 e da Covid-19 são semelhantes.

    Com equipes técnicas preparadas e qualificadas, que são os servidores públicos da área da saúde, e unidades básicas que atuam na vacinação de forma rotineira, a questão que fica é por que o desgoverno Greca ignorou todo a experiência em imunização da cidade para adotar uma estratégia furada que coloca a população em risco?

    A resposta é simples: mais uma tentativa do desprefeito de transformar tudo em autopropaganda. Mesmo que isso represente mais e mais vidas colocadas em risco.

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