Sismac
  • 17 | 12 | 2019 - 15:39 Além dos muros da escola

    Como vai ser o Natal dos servidores e da população em Curitiba?

    Como vai ser o Natal dos servidores e da população em Curitiba?
    Cortes na assistência social, saúde e educação, além de ataques aos servidores, afetarão boa parte dos trabalhadores

    Se na propaganda da Prefeitura o Natal de Luzes em Curitiba é lindo, por trás disso a realidade para a população é outra. Você já parou para pensar como será o Natal de quem vive nos bairros periféricos ou de quem faz parte das estatísticas de desemprego, de contratos de trabalho precarizados e empobrecimento das famílias brasileiras?

    Infelizmente, as festas de fim de ano não serão tão felizes para boa parte da população, graças a uma conjuntura de ataques à classe trabalhadora.

    Por todo o Brasil, o número de pessoas em situação de extrema pobreza só vem crescendo desde 2015. Hoje, por todo o país são 13,5 milhões de pessoas sobrevivendo com até R$ 145 por mês! E o número de desempregados também é alto: 12,6 milhões de pessoas que não conseguem empregos.

    Com isso, o número de pessoas trabalhando em situação de informalidade para sobreviver bateu recorde. Mas, sem condições de trabalho adequadas, sem remuneração digna e sem direitos trabalhistas, como o 13º salário, fica difícil ter uma ceia de Natal adequada em família.

    Por aqui, o desgoverno Greca contribui com o endividamento das famílias. O aumento do IPTU/taxa de lixo no ano passado pesou no bolso dos trabalhadores – não é à toa que hoje existem quase 120 mil imóveis em Curitiba com dívidas no IPTU de 2019.

    Mesmo sabendo das dificuldades financeiras dos moradores de Curitiba, em vez de fortalecer as políticas públicas para garantir o atendimento em saúde, educação e assistência social à população que necessita, a Prefeitura só faz tirar cada vez mais direitos da classe trabalhadora para favorecer os empresários.

    Na Fundação de Assistência Social (FAS), o que o desprefeito provoca é um verdadeiro desmonte. O fechamento de sete Centros de Referência (CRAS) deixou muitas famílias sem atendimento e até o número de cestas básicas foi reduzido!

    Enquanto isso, a gestão trabalha de forma desenfreada para entregar a saúde pública nas mãos da iniciativa privada. O exemplo da UPA CIC, entregue nas mãos de uma Organização Social (OS), só comprova a precarização do atendimento aos usuários e piora nas condições de trabalho.

    Isso sem contar que os bairros distantes dos turistas estão malcuidados. Há equipamentos da Prefeitura fechados e sem manutenção, como é o caso de equipamentos da FAS. É um lado da Curitiba abandonada e que não parece ter tanta importância para o desprefeito, afinal, não aparece na propaganda e está longe dos olhos dos turistas.

    Funcionalismo

    Para os servidores, o fim de ano também tem um tom amargo. Os 3,5% aprovados este ano representam na verdade uma redução salarial – já que a gestão não repôs a inflação acumulada. Isso sem falar do congelamento dos planos de carreira por mais dois anos, sem nenhuma garantia de que eles serão retomados em algum momento.

    Além disso, a desumana Reforma da Previdência aprovada nacionalmente também pode impactar a vida dos servidores, já que a chamada PEC Paralela – que amplia a Reforma da Previdência para estados e municípios – está tramitando no Congresso e pode ser aprovada em 2020.

    Neste fim de ano, os trabalhadores vão ter que conviver com convidados indesejados para o Natal: desemprego, precarização, incertezas e inseguranças.

    A saída para todos esses problemas é uma só: união e fortalecimento da luta em 2020. Firmes!

  • 17 | 12 | 2019 - 15:39 Além dos muros da escola

    Como vai ser o Natal dos servidores e da população em Curitiba?

    Como vai ser o Natal dos servidores e da população em Curitiba?
    Cortes na assistência social, saúde e educação, além de ataques aos servidores, afetarão boa parte dos trabalhadores

    Se na propaganda da Prefeitura o Natal de Luzes em Curitiba é lindo, por trás disso a realidade para a população é outra. Você já parou para pensar como será o Natal de quem vive nos bairros periféricos ou de quem faz parte das estatísticas de desemprego, de contratos de trabalho precarizados e empobrecimento das famílias brasileiras?

    Infelizmente, as festas de fim de ano não serão tão felizes para boa parte da população, graças a uma conjuntura de ataques à classe trabalhadora.

    Por todo o Brasil, o número de pessoas em situação de extrema pobreza só vem crescendo desde 2015. Hoje, por todo o país são 13,5 milhões de pessoas sobrevivendo com até R$ 145 por mês! E o número de desempregados também é alto: 12,6 milhões de pessoas que não conseguem empregos.

    Com isso, o número de pessoas trabalhando em situação de informalidade para sobreviver bateu recorde. Mas, sem condições de trabalho adequadas, sem remuneração digna e sem direitos trabalhistas, como o 13º salário, fica difícil ter uma ceia de Natal adequada em família.

    Por aqui, o desgoverno Greca contribui com o endividamento das famílias. O aumento do IPTU/taxa de lixo no ano passado pesou no bolso dos trabalhadores – não é à toa que hoje existem quase 120 mil imóveis em Curitiba com dívidas no IPTU de 2019.

    Mesmo sabendo das dificuldades financeiras dos moradores de Curitiba, em vez de fortalecer as políticas públicas para garantir o atendimento em saúde, educação e assistência social à população que necessita, a Prefeitura só faz tirar cada vez mais direitos da classe trabalhadora para favorecer os empresários.

    Na Fundação de Assistência Social (FAS), o que o desprefeito provoca é um verdadeiro desmonte. O fechamento de sete Centros de Referência (CRAS) deixou muitas famílias sem atendimento e até o número de cestas básicas foi reduzido!

    Enquanto isso, a gestão trabalha de forma desenfreada para entregar a saúde pública nas mãos da iniciativa privada. O exemplo da UPA CIC, entregue nas mãos de uma Organização Social (OS), só comprova a precarização do atendimento aos usuários e piora nas condições de trabalho.

    Isso sem contar que os bairros distantes dos turistas estão malcuidados. Há equipamentos da Prefeitura fechados e sem manutenção, como é o caso de equipamentos da FAS. É um lado da Curitiba abandonada e que não parece ter tanta importância para o desprefeito, afinal, não aparece na propaganda e está longe dos olhos dos turistas.

    Funcionalismo

    Para os servidores, o fim de ano também tem um tom amargo. Os 3,5% aprovados este ano representam na verdade uma redução salarial – já que a gestão não repôs a inflação acumulada. Isso sem falar do congelamento dos planos de carreira por mais dois anos, sem nenhuma garantia de que eles serão retomados em algum momento.

    Além disso, a desumana Reforma da Previdência aprovada nacionalmente também pode impactar a vida dos servidores, já que a chamada PEC Paralela – que amplia a Reforma da Previdência para estados e municípios – está tramitando no Congresso e pode ser aprovada em 2020.

    Neste fim de ano, os trabalhadores vão ter que conviver com convidados indesejados para o Natal: desemprego, precarização, incertezas e inseguranças.

    A saída para todos esses problemas é uma só: união e fortalecimento da luta em 2020. Firmes!

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