Sismac
  • 22 | 11 | 2019 - 12:15 Além dos muros da escola

    O que os vereadores fazem durante a sessão da Câmara?

    O que os vereadores fazem durante a sessão da Câmara?
    Eles custam caro aos cofres públicos, mas usam o tempo da sessão para desenhar, usar o celular ou tirar um cochilo

    Os vereadores são eleitos pela população para um papel muito importante, que é fiscalizar as ações do executivo. Mas, parece que nem todos os vereadores de Curitiba estão cientes desse papel – ou sequer parecem interessados em exercer essa fiscalização.

    E olha que o gasto de dinheiro público com cada vereador é alto. Cada um dos 38 parlamentares custa cerca de R$ 75 mil por mês aos cofres públicos, considerando todos os subsídios e o salário pago aos seus assessores.

    Ou seja, um total de R$2,8 milhão por mês – e mais de R$ 34 milhões no ano!

    E o que os vereadores fazem durante uma sessão? Flagras da sessão do dia 18 de novembro, quando foi aprovado mais um pacotaço de Greca, mostram que alguns mexiam no celular, outros faziam desenhos no papel e alguns chegaram a cochilar! Além disso, muitos saem da sessão durante o debate e só voltam no momento da votação.

    A bancada do tratoraço, que se submeteu a pedir regime de urgência para os projetos, sequer usou a tribuna para defender o que estava sendo votado. Ora, se os projetos eram tão importantes a ponto de exigir tamanha urgência, por que alguns vereadores não fizeram nem questão de prestar atenção no que estava sendo discutido?

    Será que submissão às vontades do desprefeito é tão grande que eles não precisam nem saber o que estão aprovando?

    O líder do prefeito na Câmara dos Vereadores, Pier Petruzziello, afirmou claramente que não precisa do voto de servidores e que se não for reeleito vai para a iniciativa privada. A pergunta que fica é: onde é que ele vai encontrar outro patrão que lhe pagaria essa bolada mensal para fazer papel de fantochinho? Ora, isso não é um problema para o vereador, em um país com mais de 12 milhões de desempregados. Ele, Greca e tantos outros, garantem seu ganha pão servindo ao empresariado.

    Isso sem contar as faltas que são abonadas com facilidade – com justificativas que vão desde eventos promovidos pelo prefeito até o atraso devido ao trânsito. Cada falta custaria R$ 500 a menos no salário de um vereador, mas como as faltas são abonadas com a maior facilidade, esse desconto não acontece. Só nesse semestre, foram 186 faltas abonadas. De acordo com o levantamento do jornal Plural, o desconto chegaria a R$ 93 mil.

    Qual é o trabalhador que pode faltar no trabalho tantas vezes sem qualquer prejuízo? Quem pode passar o expediente pendurado no celular?

  • 22 | 11 | 2019 - 12:15 Além dos muros da escola

    O que os vereadores fazem durante a sessão da Câmara?

    O que os vereadores fazem durante a sessão da Câmara?
    Eles custam caro aos cofres públicos, mas usam o tempo da sessão para desenhar, usar o celular ou tirar um cochilo

    Os vereadores são eleitos pela população para um papel muito importante, que é fiscalizar as ações do executivo. Mas, parece que nem todos os vereadores de Curitiba estão cientes desse papel – ou sequer parecem interessados em exercer essa fiscalização.

    E olha que o gasto de dinheiro público com cada vereador é alto. Cada um dos 38 parlamentares custa cerca de R$ 75 mil por mês aos cofres públicos, considerando todos os subsídios e o salário pago aos seus assessores.

    Ou seja, um total de R$2,8 milhão por mês – e mais de R$ 34 milhões no ano!

    E o que os vereadores fazem durante uma sessão? Flagras da sessão do dia 18 de novembro, quando foi aprovado mais um pacotaço de Greca, mostram que alguns mexiam no celular, outros faziam desenhos no papel e alguns chegaram a cochilar! Além disso, muitos saem da sessão durante o debate e só voltam no momento da votação.

    A bancada do tratoraço, que se submeteu a pedir regime de urgência para os projetos, sequer usou a tribuna para defender o que estava sendo votado. Ora, se os projetos eram tão importantes a ponto de exigir tamanha urgência, por que alguns vereadores não fizeram nem questão de prestar atenção no que estava sendo discutido?

    Será que submissão às vontades do desprefeito é tão grande que eles não precisam nem saber o que estão aprovando?

    O líder do prefeito na Câmara dos Vereadores, Pier Petruzziello, afirmou claramente que não precisa do voto de servidores e que se não for reeleito vai para a iniciativa privada. A pergunta que fica é: onde é que ele vai encontrar outro patrão que lhe pagaria essa bolada mensal para fazer papel de fantochinho? Ora, isso não é um problema para o vereador, em um país com mais de 12 milhões de desempregados. Ele, Greca e tantos outros, garantem seu ganha pão servindo ao empresariado.

    Isso sem contar as faltas que são abonadas com facilidade – com justificativas que vão desde eventos promovidos pelo prefeito até o atraso devido ao trânsito. Cada falta custaria R$ 500 a menos no salário de um vereador, mas como as faltas são abonadas com a maior facilidade, esse desconto não acontece. Só nesse semestre, foram 186 faltas abonadas. De acordo com o levantamento do jornal Plural, o desconto chegaria a R$ 93 mil.

    Qual é o trabalhador que pode faltar no trabalho tantas vezes sem qualquer prejuízo? Quem pode passar o expediente pendurado no celular?

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