Sismac
  • 16 | 02 | 2016 - 15:22 Além dos muros da escola

    Metalúrgicos ocupam fábrica para impedir retirada de direitos

    Metalúrgicos ocupam fábrica para impedir retirada de direitos
    Mobilização e resistência têm como objetivo impedir retirada de máquinas e equipamentos por parte da empresa

    Na tarde desta terça-feira (16), os trabalhadores que ocupam duas plantas industriais da Mabe enfrentam cerco policial e ameaça de desocupação a qualquer momento. Cerca de mil metalúrgicos ocupam as fábricas como forma de resistência e também para impedir qualquer tentativa de retirada de máquinas e equipamentos por parte da empresa.

    A justiça decretou a falência da Mabe do Brasil Eletrodomésticos na última sexta-feira (12). A Mabe, indústria que produz fogões e geladeiras, possui duas plantas industriais localizadas em Campinas e em Hortolândia.

    Depois de ter decretado falência, a Mabe afirmou não ter dinheiro para pagar as rescisões dos trabalhadores. Mais uma vez, o capital mostra a que veio e, na primeira oportunidade, entrega a conta da crise para a classe trabalhadora pagar.

    Centenas de trabalhadores foram demitidos ao longo de 2015 e não receberam os direitos trabalhistas após as demissões, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro desemprego. Até mesmo os trabalhadores vítimas de acidentes e doenças provocados pelo próprio trabalho e que têm estabilidade garantida pela Convenção de Trabalho sofreram com as demissões.

    Além disso, cerca de 1500 metalúrgicos, que estão em licença remunerada, não recebem seus salários há cerca de três meses. A Mabe depositou apenas parte da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e do décimo terceiro dos trabalhadores.

    Intertexto – Bertold Brecht (1898-1956)



    Primeiro levaram os negros

    Mas não me importei com isso

    Eu não era negro

    Em seguida levaram alguns operários

    Mas não me importei com isso

    Eu também não era operário

    Depois prenderam os miseráveis

    Mas não me importei com isso

    Porque eu não sou miserável

    Depois agarraram uns desempregados

    Mas como tenho meu emprego

    Também não me importei

    Agora estão me levando

    Mas já é tarde.

    Como eu não me importei com ninguém

    Ninguém se importa comigo.

    De acordo com o Ministério Público do Trabalho, essa é a situação trabalhista mais grave dos últimos dois anos em andamento em Campinas, por conta da quantidade de pessoas afetadas.

    A ocupação das plantas foi iniciada em 22 de dezembro de 2015 e, nesta segunda-feira (15), os trabalhadores intensificaram a resistência nos portões da Mabe após receberem a notícia da falência da empresa.

    O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e a Intersindical constroem a ocupação realizada pelos metalúrgicos da Mabe fortalecendo a mobilização e resistindo contra a retirada de direitos imposta pelo capital.

    Conjuntura

    Com um cenário de crise econômica, os empresários tentam transferir o ônus de uma crise que eles mesmo produziram para o conjunto da classe trabalhadora. Demitem, cortam salários, não pagam direitos, exigem sacrifícios dos trabalhadores e, até mesmo, abrem falência, isso tudo, muitas vezes, com o aval da justiça e dos governos.

    Por isso, a nossa luta contra patrões e governos se faz cada vez mais necessária, com independência e autonomia, seguimos firmes contra os ataques do capital e buscando a união de toda a classe trabalhadora por uma sociedade sem exploração.

    A direção do SISMMAC se solidariza à luta das trabalhadoras e trabalhadores da Mabe. A classe trabalhadora é uma só e quando lutamos juntos somos mais fortes!


  • 16 | 02 | 2016 - 15:22 Além dos muros da escola

    Metalúrgicos ocupam fábrica para impedir retirada de direitos

    Metalúrgicos ocupam fábrica para impedir retirada de direitos
    Mobilização e resistência têm como objetivo impedir retirada de máquinas e equipamentos por parte da empresa

    Na tarde desta terça-feira (16), os trabalhadores que ocupam duas plantas industriais da Mabe enfrentam cerco policial e ameaça de desocupação a qualquer momento. Cerca de mil metalúrgicos ocupam as fábricas como forma de resistência e também para impedir qualquer tentativa de retirada de máquinas e equipamentos por parte da empresa.

    A justiça decretou a falência da Mabe do Brasil Eletrodomésticos na última sexta-feira (12). A Mabe, indústria que produz fogões e geladeiras, possui duas plantas industriais localizadas em Campinas e em Hortolândia.

    Depois de ter decretado falência, a Mabe afirmou não ter dinheiro para pagar as rescisões dos trabalhadores. Mais uma vez, o capital mostra a que veio e, na primeira oportunidade, entrega a conta da crise para a classe trabalhadora pagar.

    Centenas de trabalhadores foram demitidos ao longo de 2015 e não receberam os direitos trabalhistas após as demissões, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro desemprego. Até mesmo os trabalhadores vítimas de acidentes e doenças provocados pelo próprio trabalho e que têm estabilidade garantida pela Convenção de Trabalho sofreram com as demissões.

    Além disso, cerca de 1500 metalúrgicos, que estão em licença remunerada, não recebem seus salários há cerca de três meses. A Mabe depositou apenas parte da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e do décimo terceiro dos trabalhadores.

    Intertexto – Bertold Brecht (1898-1956)



    Primeiro levaram os negros

    Mas não me importei com isso

    Eu não era negro

    Em seguida levaram alguns operários

    Mas não me importei com isso

    Eu também não era operário

    Depois prenderam os miseráveis

    Mas não me importei com isso

    Porque eu não sou miserável

    Depois agarraram uns desempregados

    Mas como tenho meu emprego

    Também não me importei

    Agora estão me levando

    Mas já é tarde.

    Como eu não me importei com ninguém

    Ninguém se importa comigo.

    De acordo com o Ministério Público do Trabalho, essa é a situação trabalhista mais grave dos últimos dois anos em andamento em Campinas, por conta da quantidade de pessoas afetadas.

    A ocupação das plantas foi iniciada em 22 de dezembro de 2015 e, nesta segunda-feira (15), os trabalhadores intensificaram a resistência nos portões da Mabe após receberem a notícia da falência da empresa.

    O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e a Intersindical constroem a ocupação realizada pelos metalúrgicos da Mabe fortalecendo a mobilização e resistindo contra a retirada de direitos imposta pelo capital.

    Conjuntura

    Com um cenário de crise econômica, os empresários tentam transferir o ônus de uma crise que eles mesmo produziram para o conjunto da classe trabalhadora. Demitem, cortam salários, não pagam direitos, exigem sacrifícios dos trabalhadores e, até mesmo, abrem falência, isso tudo, muitas vezes, com o aval da justiça e dos governos.

    Por isso, a nossa luta contra patrões e governos se faz cada vez mais necessária, com independência e autonomia, seguimos firmes contra os ataques do capital e buscando a união de toda a classe trabalhadora por uma sociedade sem exploração.

    A direção do SISMMAC se solidariza à luta das trabalhadoras e trabalhadores da Mabe. A classe trabalhadora é uma só e quando lutamos juntos somos mais fortes!


Notícias Relacionadas

Nenhum registro encontrado.

Rua Nunes Machado, 1644, Rebouças – Curitiba / PR, CEP. 80.220-070 - Fone/Fax.: (41) 3225-6729

DOHMS