Sismac
  • 15 | 02 | 2016 - 11:24 Formação

    Para proteger lucro de empresários, governos retiram direitos

    Para proteger lucro de empresários, governos retiram direitos
    Medidas tentam transferir ônus da crise para os trabalhadores

    Ao longo de 2015, a ameaça de uma crise econômica funcionou como desculpa para que governantes e empresários avançassem contra os direitos dos trabalhadores. A nível nacional, o primeiro grande ataque foi o corte de benefícios previdenciários, como o seguro-desemprego e a pensão por morte, imposto pelo governo Dilma (PT/PMDB) através de medidas provisórias.

    Só a mudança nas regras do seguro-desemprego impediu que cerca de 1,6 milhão de trabalhadores tivessem acesso ao auxílio em 2015.

    Apesar do impacto devastador da medida, imposta em um momento de aumento do desemprego, os ataques não pararam por aí. No segundo semestre, empresários contaram com a ajuda do governo, do Congresso Nacional e com o apoio de centrais sindicais oportunistas para reduzir salários. O Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que na verdade deveria se chamar Programa de Proteção ao Empresariado, reduziu, em até 15%, o salário de mais de 47 mil trabalhadores.

    Com essas medidas, governos e empresários querem transferir para os trabalhadores o ônus de uma crise que eles mesmo produziram. Cortam salários e aumentam a exploração para manter os lucros nas alturas. Enquanto isso, mentem ao dizer que a única saída para a crise é aumentar o sacrifício diário que já é imposto ao conjunto dos trabalhadores.

    Ao invés de defender os interesses da maioria da população, governos, o Congresso Nacional e até mesmo alguns sindicalistas oportunistas se unem no discurso de que os trabalhadores devem pagar com seus empregos, com seu suor e sangue pela crise do capital.

    Reforçar nossa união em 2016 para resistir aos ataques

    O ano de 2016 já começa com novas ameaças de ataques que devem prejudicar o conjunto da classe trabalhadora. No dia 2 de fevereiro, a presidente Dilma defendeu no Congresso a realização de uma Reforma da Previdência para aumentar a idade mínima exigida para aposentadoria. Essa proposta busca dificultar a aposentadoria e retirar ainda mais direitos dos trabalhadores, dando continuidade às reformas impostas por Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e por Luís Inácio Lula da Silva, em 2003.

    É preciso preparar nossa mobilização e fortalecer a união do conjunto da classe trabalhadora para barrar essa ameaça e enfrentar os demais ataques que se aproximam. Em março, serão anunciados novos cortes no orçamento de áreas sociais. Para a pasta da educação, a perspectiva é que o corte seja ainda maior em 2016. Só no ano passado, os cortes representaram uma redução de 10% no orçamento.

    Independência e mobilização para derrotar os ataques dos diferentes governos contra os direitos da classe trabalhadora!

    Não é só a nível federal que os governos tentam jogar todo o peso da crise nas costas dos trabalhadores. No Paraná, Beto Richa (PSDB) saqueou o dinheiro da previdência dos servidores estaduais para reforçar o caixa do estado. Agora, Richa planeja aprofundar esse ataque em 2016 com a criação de um fundo de previdência privado para os servidores.

    A mesma sanha desenfreada fez com que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciasse em setembro o fechamento de 93 escolas, além da imposição de apenas um ciclo para outras 754 unidades. Essa reorganização escolar afetaria 311 mil alunos e 74 mil professores e só foi revertida graças a pressão de estudantes, que ocuparam mais de 200 escolas em protesto por todo o estado.

    Em meio ao recesso parlamentar, os deputados do Rio Grande do Sul aprovaram 27 projetos do 6º pacote de ajuste fiscal proposto pelo governador José Ivo Sartori (PMDB). Entre os principais ataques aos direitos dos trabalhadores estãoa Lei de Responsabilidade Fiscal que estabelece limites para reajustes salariais; a redução do número de servidores cedidos a sindicatos e a limitação da licença prêmio.

    Esses exemplos demostram que os ataques aos direitos dos trabalhadores não são exclusividade de um único partido. Diferentes governos, sejam eles do PT, PSDB, PMDB, DEM, vem impondo medidas de ‘ajuste fiscal’ que buscam jogar nas costas dos trabalhadores a dívida gerada para atender aos caprichos e demandas do capital.

    Para resistir aos ataques e manter nossos direitos, é preciso fortalecer a mobilização do conjunto dos trabalhadores com independência frente a patrões e governos. Sem arrego e sem rabo preso para enfrentar com coragem qualquer ameaça que prejudique a classe trabalhadora.

    Matéria publicada originalmente na edição de fevereiro do jornal Diário de Classe
  • 15 | 02 | 2016 - 11:24 Formação

    Para proteger lucro de empresários, governos retiram direitos

    Para proteger lucro de empresários, governos retiram direitos
    Medidas tentam transferir ônus da crise para os trabalhadores

    Ao longo de 2015, a ameaça de uma crise econômica funcionou como desculpa para que governantes e empresários avançassem contra os direitos dos trabalhadores. A nível nacional, o primeiro grande ataque foi o corte de benefícios previdenciários, como o seguro-desemprego e a pensão por morte, imposto pelo governo Dilma (PT/PMDB) através de medidas provisórias.

    Só a mudança nas regras do seguro-desemprego impediu que cerca de 1,6 milhão de trabalhadores tivessem acesso ao auxílio em 2015.

    Apesar do impacto devastador da medida, imposta em um momento de aumento do desemprego, os ataques não pararam por aí. No segundo semestre, empresários contaram com a ajuda do governo, do Congresso Nacional e com o apoio de centrais sindicais oportunistas para reduzir salários. O Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que na verdade deveria se chamar Programa de Proteção ao Empresariado, reduziu, em até 15%, o salário de mais de 47 mil trabalhadores.

    Com essas medidas, governos e empresários querem transferir para os trabalhadores o ônus de uma crise que eles mesmo produziram. Cortam salários e aumentam a exploração para manter os lucros nas alturas. Enquanto isso, mentem ao dizer que a única saída para a crise é aumentar o sacrifício diário que já é imposto ao conjunto dos trabalhadores.

    Ao invés de defender os interesses da maioria da população, governos, o Congresso Nacional e até mesmo alguns sindicalistas oportunistas se unem no discurso de que os trabalhadores devem pagar com seus empregos, com seu suor e sangue pela crise do capital.

    Reforçar nossa união em 2016 para resistir aos ataques

    O ano de 2016 já começa com novas ameaças de ataques que devem prejudicar o conjunto da classe trabalhadora. No dia 2 de fevereiro, a presidente Dilma defendeu no Congresso a realização de uma Reforma da Previdência para aumentar a idade mínima exigida para aposentadoria. Essa proposta busca dificultar a aposentadoria e retirar ainda mais direitos dos trabalhadores, dando continuidade às reformas impostas por Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e por Luís Inácio Lula da Silva, em 2003.

    É preciso preparar nossa mobilização e fortalecer a união do conjunto da classe trabalhadora para barrar essa ameaça e enfrentar os demais ataques que se aproximam. Em março, serão anunciados novos cortes no orçamento de áreas sociais. Para a pasta da educação, a perspectiva é que o corte seja ainda maior em 2016. Só no ano passado, os cortes representaram uma redução de 10% no orçamento.

    Independência e mobilização para derrotar os ataques dos diferentes governos contra os direitos da classe trabalhadora!

    Não é só a nível federal que os governos tentam jogar todo o peso da crise nas costas dos trabalhadores. No Paraná, Beto Richa (PSDB) saqueou o dinheiro da previdência dos servidores estaduais para reforçar o caixa do estado. Agora, Richa planeja aprofundar esse ataque em 2016 com a criação de um fundo de previdência privado para os servidores.

    A mesma sanha desenfreada fez com que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciasse em setembro o fechamento de 93 escolas, além da imposição de apenas um ciclo para outras 754 unidades. Essa reorganização escolar afetaria 311 mil alunos e 74 mil professores e só foi revertida graças a pressão de estudantes, que ocuparam mais de 200 escolas em protesto por todo o estado.

    Em meio ao recesso parlamentar, os deputados do Rio Grande do Sul aprovaram 27 projetos do 6º pacote de ajuste fiscal proposto pelo governador José Ivo Sartori (PMDB). Entre os principais ataques aos direitos dos trabalhadores estãoa Lei de Responsabilidade Fiscal que estabelece limites para reajustes salariais; a redução do número de servidores cedidos a sindicatos e a limitação da licença prêmio.

    Esses exemplos demostram que os ataques aos direitos dos trabalhadores não são exclusividade de um único partido. Diferentes governos, sejam eles do PT, PSDB, PMDB, DEM, vem impondo medidas de ‘ajuste fiscal’ que buscam jogar nas costas dos trabalhadores a dívida gerada para atender aos caprichos e demandas do capital.

    Para resistir aos ataques e manter nossos direitos, é preciso fortalecer a mobilização do conjunto dos trabalhadores com independência frente a patrões e governos. Sem arrego e sem rabo preso para enfrentar com coragem qualquer ameaça que prejudique a classe trabalhadora.

    Matéria publicada originalmente na edição de fevereiro do jornal Diário de Classe

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