Sismac
  • 03 | 02 | 2016 - 17:19 Além dos muros da escola

    Sapateiros de Franca se mobilizam para trazer o sindicato para a luta

    Sapateiros de Franca se mobilizam para trazer o sindicato para a luta
    Realização de novas eleições é um passo necessário para pôr fim a entrega de direitos que teve início com a divisão

    Começou na terça-feira (2) a nova eleição para a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados do Município de Franca.

    O último processo eleitoral, realizado em novembro de 2014, foi anulado pela justiça após a comprovação de fraudes cometidas pela atual direção do Sindicato, que é ligada à Força Sindical e as empresas da região. As irregularidades que vão desde o voto de cabresto até a adulteração de cédulas.

    Retomar o sindicato é parte da luta contra a golpe que enfraqueceu as lutas na região

    A partir de uma manobra jurídica, um grupo político ligado à Força Sindical criou um sindicato paralelo, que dividiu a base dos sapateiros da região de Franca. Após 15 anos de movimentações jurídicas, o Ministério do Trabalho concedeu a carta sindical ao novo sindicato municipal, o que enfraqueceu o sindicato histórico da região e fragmentou a luta dos trabalhadores.

    Em 2010, os trabalhadores do município de Franca que até então eram filiados ao Sindicato dos Sapateiros de Franca e Região – entidade que há 75 anos representa os trabalhadores e organiza as lutas na região – foram transferidos automaticamente para o novo sindicato de base municipal.

    Na prática, a criação desse sindicato serviu para entregar direitos dos trabalhadores, com medidas como a implantação do banco de horas e acordos de redução de salarial nos últimos anos.

    O sindicato histórico, criado em 1941, continuou firme na luta junto com a Intersindical, representando legalmente os trabalhadores do vestuário de Franca e os sapateiros da região (com exceção do município de Franca).

    Para reverter esse golpe, os trabalhadores se organizaram para disputar as eleições do sindicato municipal, que desde sua criação está nas mãos do mesmo presidente. Enfrentaram as fraudes na eleição de novembro de 2014 impostas pelos pelegos, mas continuam firmes para reunificar e fortalecer as lutas na região contra os ataques dos patrões.

    Para se manter à frente da entidade a qualquer custo, os pelegos que estão na direção da entidade desrespeitaram a vontade dos trabalhadores e contrataram jagunços para fraudar as eleições de 2014. Mas os trabalhadores não aceitaram esse golpe e permaneceram firmes com a chapa de oposição, apoiada pela Intersindical, para exigir a anulação desse processo e a realização de novas eleições.

    Graças a pressão dos trabalhadores, o Tribunal Regional do Trabalho comprovou as irregularidades e determinou que dois representantes da justiça acompanhem o novo processo eleitoral até a apuração, que acontece após o encerramento da votação, na quinta-feira (4).


    Reorganização das lutas

    Para além da disputa pela direção do sindicato, a realização de novas eleições é vista pelos trabalhadores como um passo necessário para pôr fim a entrega de direitos e aos acordos rebaixados que tiveram início em outubro 2010, com a criação do sindicato do município e a divisão da base sindical dos sapateiros da região de Franca.

    O magistério de Curitiba acompanha e apoia a luta dos sapateiros de Franca desde 2012. O X Congresso do SISMMAC, realizado em outubro de 2012, reafirmou o apoio estrutural e político da categoria aos trabalhadores na luta para reconstituir seus legítimos instrumentos de luta.

  • 03 | 02 | 2016 - 17:19 Além dos muros da escola

    Sapateiros de Franca se mobilizam para trazer o sindicato para a luta

    Sapateiros de Franca se mobilizam para trazer o sindicato para a luta
    Realização de novas eleições é um passo necessário para pôr fim a entrega de direitos que teve início com a divisão

    Começou na terça-feira (2) a nova eleição para a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados do Município de Franca.

    O último processo eleitoral, realizado em novembro de 2014, foi anulado pela justiça após a comprovação de fraudes cometidas pela atual direção do Sindicato, que é ligada à Força Sindical e as empresas da região. As irregularidades que vão desde o voto de cabresto até a adulteração de cédulas.

    Retomar o sindicato é parte da luta contra a golpe que enfraqueceu as lutas na região

    A partir de uma manobra jurídica, um grupo político ligado à Força Sindical criou um sindicato paralelo, que dividiu a base dos sapateiros da região de Franca. Após 15 anos de movimentações jurídicas, o Ministério do Trabalho concedeu a carta sindical ao novo sindicato municipal, o que enfraqueceu o sindicato histórico da região e fragmentou a luta dos trabalhadores.

    Em 2010, os trabalhadores do município de Franca que até então eram filiados ao Sindicato dos Sapateiros de Franca e Região – entidade que há 75 anos representa os trabalhadores e organiza as lutas na região – foram transferidos automaticamente para o novo sindicato de base municipal.

    Na prática, a criação desse sindicato serviu para entregar direitos dos trabalhadores, com medidas como a implantação do banco de horas e acordos de redução de salarial nos últimos anos.

    O sindicato histórico, criado em 1941, continuou firme na luta junto com a Intersindical, representando legalmente os trabalhadores do vestuário de Franca e os sapateiros da região (com exceção do município de Franca).

    Para reverter esse golpe, os trabalhadores se organizaram para disputar as eleições do sindicato municipal, que desde sua criação está nas mãos do mesmo presidente. Enfrentaram as fraudes na eleição de novembro de 2014 impostas pelos pelegos, mas continuam firmes para reunificar e fortalecer as lutas na região contra os ataques dos patrões.

    Para se manter à frente da entidade a qualquer custo, os pelegos que estão na direção da entidade desrespeitaram a vontade dos trabalhadores e contrataram jagunços para fraudar as eleições de 2014. Mas os trabalhadores não aceitaram esse golpe e permaneceram firmes com a chapa de oposição, apoiada pela Intersindical, para exigir a anulação desse processo e a realização de novas eleições.

    Graças a pressão dos trabalhadores, o Tribunal Regional do Trabalho comprovou as irregularidades e determinou que dois representantes da justiça acompanhem o novo processo eleitoral até a apuração, que acontece após o encerramento da votação, na quinta-feira (4).


    Reorganização das lutas

    Para além da disputa pela direção do sindicato, a realização de novas eleições é vista pelos trabalhadores como um passo necessário para pôr fim a entrega de direitos e aos acordos rebaixados que tiveram início em outubro 2010, com a criação do sindicato do município e a divisão da base sindical dos sapateiros da região de Franca.

    O magistério de Curitiba acompanha e apoia a luta dos sapateiros de Franca desde 2012. O X Congresso do SISMMAC, realizado em outubro de 2012, reafirmou o apoio estrutural e político da categoria aos trabalhadores na luta para reconstituir seus legítimos instrumentos de luta.

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