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  • SME retira professores do integral para tapar buraco no ensino regular
    07 | 12 | 2017 - 15:13 Negociações

    SME retira professores do integral para tapar buraco no ensino regular

    Solução do problema seria contratação dos professores docência II aprovados no concurso que vence em abril

    A Secretaria Municipal de Educação (SME) não abriu mão de atacar o dimensionamento dos professores de Educação Física que atuam nas escolas integrais. Apesar da mobilização das escolas ter forçado a administração municipal a nos receber, a negociação não avançou para a retirada da portaria.

    Instrução Normativa

    A administração afirmou que ainda haverá uma Instrução Normativa para organizar os horários excedentes dos professores. Isso acontece, por exemplo, na escola que tem sete turmas e dois professores de Educação Física.

    Se o professor de Educação Física não completar a carga horária, respeitando os 33,33% de hora-atividade, a jornada poderá ser composta com práticas de movimento na educação integral.
    Agora, nossa mobilização precisa ser intensificada no chão da escola, em conjunto com a comunidade, para enfrentarmos mais essa imposição da gestão de Rafael Greca. A SME argumentou que a proposta não é reduzir o número de professores das escolas, mas, na prática, é isso que vai acontecer.

    A administração aponta que 50 professores de Educação Física serão atingidos com a redução do dimensionamento. Entretanto, a Prefeitura só considera as vagas ocupadas pelos professores que tem padrão, sem levar em conta os RITs. A estimativa feita pelo SISMMAC mostra que esse número está em torno de 100 professores.

    Hoje, são dezenas de escolas da rede que não possuem professor de Educação Física. Com a nova proposta de dimensionamento, a Prefeitura vai retirar os professores que realizavam práticas de movimento nas escolas integrais e realoca-los nas escolas regulares da rede. E, assim, as práticas de movimento ou projetos desenvolvidos por esses professores deixarão de ser realizados ou sofrerão mudanças.

    Contratação 

    Isso reforça o que o SISMMAC tem dito. A Prefeitura descobre a educação integral para cobrir o ensino regular. A portaria do dimensionamento serve apenas para tapar buraco. O que de fato resolveria o problema é a contratação dos profissionais docência II aprovados no concurso que foi realizado em 2014.

    Entretanto, essa não é uma prioridade para a administração Greca e, apesar de não constar em ata, a secretária de Educação afirmou que os professores de Educação Física aprovados no concurso que vence em abril de 2018 não serão nomeados antes do vencimento.

    A SME também fomenta uma guerra entre professores docência I e II ao dizer que a defesa pela manutenção dos professores de Educação Física nas escolas integrais subestima os professores que assumirão as práticas do movimento. Porém, é bom lembrar que é a administração que vive alardeando por aí a importância da questão pedagógica no chão da escola. Mas, na primeira oportunidade, retira professores que são referência e que atuam há anos em projetos importantes para o conjunto da comunidade sem nenhuma preocupação com os alunos e com a perda que essa mudança trará para todos.


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  • 07 | 12 | 2017 - 15:13 Negociações
    SME retira professores do integral para tapar buraco no ensino regular

    SME retira professores do integral para tapar buraco no ensino regular

    Solução do problema seria contratação dos professores docência II aprovados no concurso que vence em abril

    A Secretaria Municipal de Educação (SME) não abriu mão de atacar o dimensionamento dos professores de Educação Física que atuam nas escolas integrais. Apesar da mobilização das escolas ter forçado a administração municipal a nos receber, a negociação não avançou para a retirada da portaria.

    Instrução Normativa

    A administração afirmou que ainda haverá uma Instrução Normativa para organizar os horários excedentes dos professores. Isso acontece, por exemplo, na escola que tem sete turmas e dois professores de Educação Física.

    Se o professor de Educação Física não completar a carga horária, respeitando os 33,33% de hora-atividade, a jornada poderá ser composta com práticas de movimento na educação integral.
    Agora, nossa mobilização precisa ser intensificada no chão da escola, em conjunto com a comunidade, para enfrentarmos mais essa imposição da gestão de Rafael Greca. A SME argumentou que a proposta não é reduzir o número de professores das escolas, mas, na prática, é isso que vai acontecer.

    A administração aponta que 50 professores de Educação Física serão atingidos com a redução do dimensionamento. Entretanto, a Prefeitura só considera as vagas ocupadas pelos professores que tem padrão, sem levar em conta os RITs. A estimativa feita pelo SISMMAC mostra que esse número está em torno de 100 professores.

    Hoje, são dezenas de escolas da rede que não possuem professor de Educação Física. Com a nova proposta de dimensionamento, a Prefeitura vai retirar os professores que realizavam práticas de movimento nas escolas integrais e realoca-los nas escolas regulares da rede. E, assim, as práticas de movimento ou projetos desenvolvidos por esses professores deixarão de ser realizados ou sofrerão mudanças.

    Contratação 

    Isso reforça o que o SISMMAC tem dito. A Prefeitura descobre a educação integral para cobrir o ensino regular. A portaria do dimensionamento serve apenas para tapar buraco. O que de fato resolveria o problema é a contratação dos profissionais docência II aprovados no concurso que foi realizado em 2014.

    Entretanto, essa não é uma prioridade para a administração Greca e, apesar de não constar em ata, a secretária de Educação afirmou que os professores de Educação Física aprovados no concurso que vence em abril de 2018 não serão nomeados antes do vencimento.

    A SME também fomenta uma guerra entre professores docência I e II ao dizer que a defesa pela manutenção dos professores de Educação Física nas escolas integrais subestima os professores que assumirão as práticas do movimento. Porém, é bom lembrar que é a administração que vive alardeando por aí a importância da questão pedagógica no chão da escola. Mas, na primeira oportunidade, retira professores que são referência e que atuam há anos em projetos importantes para o conjunto da comunidade sem nenhuma preocupação com os alunos e com a perda que essa mudança trará para todos.


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