Sismac
  • 30 | 05 | 2019 - 14:03 Carreira

    População e sindicatos não têm direito à fala em audiência na CMC

    População e sindicatos não têm direito à fala em audiência na CMC
    Vereador Paulo Rink cerceou direito de fala em audiência após consulta pública que contou com de 0,02% de participação

    Mais uma vez o autoritarismo do prefeito Rafael Greca, em conchavo com os vereadores de sua base aliada, foi manifestada para população e servidores públicos municipais. Durante a audiência pública sobre o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020, promovida pela da Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização da Câmara Municipal de Curitiba, na manhã desta quarta-feira (29), o presidente da Comissão, vereador Paulo Rink, não autorizou o direito de fala da população, servidores e sindicatos. Apenas os vereadores puderam fazer uso da palavra, e os demais interessados em participar da audiência tiveram que escrever a pergunta que foi lida pela mesa.

    Que audiência pública é esta que não dá voz para o público e escolhe quem vai falar ? Mesmo com o material de divulgação da CMC publicado em 24.05.2019 informar que a audiência pública “abre espaço para que a população se manifeste em plenário”, na prática não foi isso que aconteceu. Com o fato agravante de que o local seria a Casa do Povo

    Mesmo cerceados no seu direito de fala durante a audiência, os sindicatos que representam os servidores públicos municipais de Curitiba apresentaram perguntas por escrito que foram lidas e respondidas pela mesa. A principal pergunta foi para saber se a LDO 2020 prevê recursos destinados para o descongelamento dos planos de carreira dos servidores municipais.

    A administração esclareceu que a LDO, em suas diretrizes amplas, prevê a ampliação da folha de pagamento dos servidores, mas que isso vai depender da reavaliação que está sendo feita nos planos de carreira, por comissões da administração municipal, e do orçamento da Prefeitura. Essa reavaliação, entretanto, não conta com a participação dos sindicatos e trabalhadores.

    A audiência aconteceu após o período de sete dias de consulta pública realizada pela CMC, entre 15 e 22 de maio, e que contou com 470 participações, o que representa 0,02% da população de Curitiba, estimada em 2018 pelo IBGE em 1.917.185 pessoas.

    Os números de participação mostram que a maioria dos vereadores de Curitiba é como muitos políticos que se distanciam da realidade. Após serem eleitos esquecem que trabalham para o povo e passam a viver dentro da realidade privilegiada que criam para si próprios, sem considerar a opinião da população.


    Imprensa SISMUC
  • 30 | 05 | 2019 - 14:03 Carreira

    População e sindicatos não têm direito à fala em audiência na CMC

    População e sindicatos não têm direito à fala em audiência na CMC
    Vereador Paulo Rink cerceou direito de fala em audiência após consulta pública que contou com de 0,02% de participação

    Mais uma vez o autoritarismo do prefeito Rafael Greca, em conchavo com os vereadores de sua base aliada, foi manifestada para população e servidores públicos municipais. Durante a audiência pública sobre o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020, promovida pela da Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização da Câmara Municipal de Curitiba, na manhã desta quarta-feira (29), o presidente da Comissão, vereador Paulo Rink, não autorizou o direito de fala da população, servidores e sindicatos. Apenas os vereadores puderam fazer uso da palavra, e os demais interessados em participar da audiência tiveram que escrever a pergunta que foi lida pela mesa.

    Que audiência pública é esta que não dá voz para o público e escolhe quem vai falar ? Mesmo com o material de divulgação da CMC publicado em 24.05.2019 informar que a audiência pública “abre espaço para que a população se manifeste em plenário”, na prática não foi isso que aconteceu. Com o fato agravante de que o local seria a Casa do Povo

    Mesmo cerceados no seu direito de fala durante a audiência, os sindicatos que representam os servidores públicos municipais de Curitiba apresentaram perguntas por escrito que foram lidas e respondidas pela mesa. A principal pergunta foi para saber se a LDO 2020 prevê recursos destinados para o descongelamento dos planos de carreira dos servidores municipais.

    A administração esclareceu que a LDO, em suas diretrizes amplas, prevê a ampliação da folha de pagamento dos servidores, mas que isso vai depender da reavaliação que está sendo feita nos planos de carreira, por comissões da administração municipal, e do orçamento da Prefeitura. Essa reavaliação, entretanto, não conta com a participação dos sindicatos e trabalhadores.

    A audiência aconteceu após o período de sete dias de consulta pública realizada pela CMC, entre 15 e 22 de maio, e que contou com 470 participações, o que representa 0,02% da população de Curitiba, estimada em 2018 pelo IBGE em 1.917.185 pessoas.

    Os números de participação mostram que a maioria dos vereadores de Curitiba é como muitos políticos que se distanciam da realidade. Após serem eleitos esquecem que trabalham para o povo e passam a viver dentro da realidade privilegiada que criam para si próprios, sem considerar a opinião da população.


    Imprensa SISMUC

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