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  • Mobilização no Ministério Público cobra mais qualidade para a inclusão
    Foto: Patrícia Ribas/MPPR
    12 | 06 | 2018 - 19:19 Ed. Especial

    Mobilização no Ministério Público cobra mais qualidade para a inclusão

    Com denúncias e reunião no Ministério Público, SISMMAC mobilizou pais e mães de alunos na luta por inclusão de qualidade

    Mães e pais de alunos com necessidades especiais deram uma prova de amor à inclusão nesta terça-feira, dia 12 de junho. Com o apoio do SISMMAC, realizaram um mutirão de denúncia no Ministério Público sobre os problemas que prejudicam e limitam o acesso de seus filhos à educação de qualidade.

    Além do protocolo das denúncias, foi realizada uma reunião com representantes do Ministério Público responsáveis pelo apoio à educação, saúde e defesa dos direitos da pessoa com deficiência. A reunião foi coordenada pela promotora de Justiça Rosana Beraldi Bevervanco, que se comprometeu a cobrar respostas do poder público sobre as denúncias feitas. Uma audiência pública será realizada no dia 26 de junho e a Prefeitura de Curitiba será chamada para responder sobre o funcionamento das políticas públicas para a inclusão.

    O relato de pais e mães revelou o abismo que existe entre a propaganda e a prática da inclusão em Curitiba. Além da falta de informação, falta também investimento, formação e condições adequadas garantir que a inclusão aconteça com qualidade. Muitas mães relataram a demora para conseguir atendimento especializado e denunciaram a dificuldade para conseguir um profissional de apoio para acompanhar seu filho com autismo ou síndrome de down em sala de aula.

    As representantes do Ministério Público reafirmaram que o entendimento do órgão é que o profissional de apoio deve ser garantido para alunos com diferentes tipos necessidades especiais, considerando também as dificuldades de aprendizado, e não apenas para as crianças que possuem dificuldade de locomoção ou comportamento.

    Estagiários no apoio à inclusão

    O desrespeito à lei com a contratação de estagiários para o apoio à inclusão também foi debatido na reunião. Mães e pais trouxeram exemplos da fragilidade desse tipo de contratação e das dificuldades geradas pela falta de experiências e de formação dos estagiários que deveriam atuar com a supervisão de um profissional especializado.

    Ao contratar estagiários com a desculpa da economia, a Prefeitura descumpre a Lei do Estágio (Lei 1.788/200) e desrespeita o direito de a criança ter um profissional especializado e com um vínculo permanente com a rede municipal de educação. O profissional de apoio deveria cumprir um papel pedagógico importante, junto com o professor regente, na adaptação das aulas e atividades para as necessidades especificas do aluno.

    A união de professores, mães e pais de alunos em defesa inclusão de qualidade continua!

    Uma carta pública assinada pelo SISMMAC e por associações ligadas à luta pela qualidade da inclusão em Curitiba foi entregue no Ministério Público e será distribuída para outros órgãos e entidades nos próximos dias. O SISMMAC estará presente na audiência do dia 26 de junho e também acompanhará os desdobramentos das denúncias feitas no Ministério Público.

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  • 12 | 06 | 2018 - 19:19 Ed. Especial
    Mobilização no Ministério Público cobra mais qualidade para a inclusão
    Foto: Patrícia Ribas/MPPR

    Mobilização no Ministério Público cobra mais qualidade para a inclusão

    Com denúncias e reunião no Ministério Público, SISMMAC mobilizou pais e mães de alunos na luta por inclusão de qualidade

    Mães e pais de alunos com necessidades especiais deram uma prova de amor à inclusão nesta terça-feira, dia 12 de junho. Com o apoio do SISMMAC, realizaram um mutirão de denúncia no Ministério Público sobre os problemas que prejudicam e limitam o acesso de seus filhos à educação de qualidade.

    Além do protocolo das denúncias, foi realizada uma reunião com representantes do Ministério Público responsáveis pelo apoio à educação, saúde e defesa dos direitos da pessoa com deficiência. A reunião foi coordenada pela promotora de Justiça Rosana Beraldi Bevervanco, que se comprometeu a cobrar respostas do poder público sobre as denúncias feitas. Uma audiência pública será realizada no dia 26 de junho e a Prefeitura de Curitiba será chamada para responder sobre o funcionamento das políticas públicas para a inclusão.

    O relato de pais e mães revelou o abismo que existe entre a propaganda e a prática da inclusão em Curitiba. Além da falta de informação, falta também investimento, formação e condições adequadas garantir que a inclusão aconteça com qualidade. Muitas mães relataram a demora para conseguir atendimento especializado e denunciaram a dificuldade para conseguir um profissional de apoio para acompanhar seu filho com autismo ou síndrome de down em sala de aula.

    As representantes do Ministério Público reafirmaram que o entendimento do órgão é que o profissional de apoio deve ser garantido para alunos com diferentes tipos necessidades especiais, considerando também as dificuldades de aprendizado, e não apenas para as crianças que possuem dificuldade de locomoção ou comportamento.

    Estagiários no apoio à inclusão

    O desrespeito à lei com a contratação de estagiários para o apoio à inclusão também foi debatido na reunião. Mães e pais trouxeram exemplos da fragilidade desse tipo de contratação e das dificuldades geradas pela falta de experiências e de formação dos estagiários que deveriam atuar com a supervisão de um profissional especializado.

    Ao contratar estagiários com a desculpa da economia, a Prefeitura descumpre a Lei do Estágio (Lei 1.788/200) e desrespeita o direito de a criança ter um profissional especializado e com um vínculo permanente com a rede municipal de educação. O profissional de apoio deveria cumprir um papel pedagógico importante, junto com o professor regente, na adaptação das aulas e atividades para as necessidades especificas do aluno.

    A união de professores, mães e pais de alunos em defesa inclusão de qualidade continua!

    Uma carta pública assinada pelo SISMMAC e por associações ligadas à luta pela qualidade da inclusão em Curitiba foi entregue no Ministério Público e será distribuída para outros órgãos e entidades nos próximos dias. O SISMMAC estará presente na audiência do dia 26 de junho e também acompanhará os desdobramentos das denúncias feitas no Ministério Público.

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