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  • Desistência prova fracasso na contratação de estagiários para inclusão
    Reunião com pais e professores no dia 22 encaminhou um mutirão de denúncias no Ministério Público
    05 | 06 | 2018 - 17:33 Ed. Especial

    Desistência prova fracasso na contratação de estagiários para inclusão

    SISMMAC cobra informações da SME e mobiliza pais em luta pela inclusão para ir ao Ministério Público no dia 12, às 14h

    Na última quarta-feira (30), a direção do SISMMAC protocolou um ofício cobrando informações a respeito do atendimento às crianças de inclusão na rede municipal de Curitiba. A solicitação de dados foi uma das ações programadas na reunião realizada no dia 22 de maio, com pais de alunos e professores que atuam com inclusão.

    No ano passado, foram contratados 597 estagiários para atendimento aos estudantes que possuem direito à inclusão. O dado compõe um inquérito do Ministério Público do Trabalho. Entretanto, não sabemos ainda qual é o número de estudantes com direito à inclusão e muito menos quais são os critérios utilizados para a concessão de estagiários ou redução de crianças nas turmas. 

    Além disso, a Lei Federal 12764/2012 fala em apoio especializado para as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o estagiário não é um profissional especializado e sim um estudante ainda em formação que não possui vínculo duradouro com a Prefeitura e pode a qualquer momento abandonar o estágio.

    O fracasso da política de contratação de estagiários

    No ano passado, 137 estagiários desistiram do vínculo com a Prefeitura. Como ficaram as  crianças que perderam esse atendimento por conta de um vínculo tão frágil? 

    É preciso pensar na importância do vínculo dos estudantes com o profissional de apoio e na capacitação e condição de trabalho desses profissionais para garantir que a inclusão ocorra de verdade. A política de contratação de estagiários é claramente uma política de corte de gastos e desvalorização dos profissionais que atuam com a educação especial. 

    A Secretaria Municipal de Educação admite que, em anos anteriores, contratava menos profissionais, mais especificamente 281 professores em Regime Integral de Trabalho (RIT), e que agora consegue contratar mais estagiários.

    O SISMMAC reivindica os dados sobre os atendimentos em escolas especiais, classes e salas multifuncionais e CMAEEs justamente para poder acompanhar a demanda do município e cobrar mais investimentos na área. A gestão Greca gasta milhões em propaganda cara na televisão, mas não está investindo nem um centavo a mais que o mínimo de 25% que a Prefeitura é obrigada a investir em educação pela Constituição Federal.

  • 05 | 06 | 2018 - 17:33 Ed. Especial
    Desistência prova fracasso na contratação de estagiários para inclusão
    Reunião com pais e professores no dia 22 encaminhou um mutirão de denúncias no Ministério Público

    Desistência prova fracasso na contratação de estagiários para inclusão

    SISMMAC cobra informações da SME e mobiliza pais em luta pela inclusão para ir ao Ministério Público no dia 12, às 14h

    Na última quarta-feira (30), a direção do SISMMAC protocolou um ofício cobrando informações a respeito do atendimento às crianças de inclusão na rede municipal de Curitiba. A solicitação de dados foi uma das ações programadas na reunião realizada no dia 22 de maio, com pais de alunos e professores que atuam com inclusão.

    No ano passado, foram contratados 597 estagiários para atendimento aos estudantes que possuem direito à inclusão. O dado compõe um inquérito do Ministério Público do Trabalho. Entretanto, não sabemos ainda qual é o número de estudantes com direito à inclusão e muito menos quais são os critérios utilizados para a concessão de estagiários ou redução de crianças nas turmas. 

    Além disso, a Lei Federal 12764/2012 fala em apoio especializado para as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o estagiário não é um profissional especializado e sim um estudante ainda em formação que não possui vínculo duradouro com a Prefeitura e pode a qualquer momento abandonar o estágio.

    O fracasso da política de contratação de estagiários

    No ano passado, 137 estagiários desistiram do vínculo com a Prefeitura. Como ficaram as  crianças que perderam esse atendimento por conta de um vínculo tão frágil? 

    É preciso pensar na importância do vínculo dos estudantes com o profissional de apoio e na capacitação e condição de trabalho desses profissionais para garantir que a inclusão ocorra de verdade. A política de contratação de estagiários é claramente uma política de corte de gastos e desvalorização dos profissionais que atuam com a educação especial. 

    A Secretaria Municipal de Educação admite que, em anos anteriores, contratava menos profissionais, mais especificamente 281 professores em Regime Integral de Trabalho (RIT), e que agora consegue contratar mais estagiários.

    O SISMMAC reivindica os dados sobre os atendimentos em escolas especiais, classes e salas multifuncionais e CMAEEs justamente para poder acompanhar a demanda do município e cobrar mais investimentos na área. A gestão Greca gasta milhões em propaganda cara na televisão, mas não está investindo nem um centavo a mais que o mínimo de 25% que a Prefeitura é obrigada a investir em educação pela Constituição Federal.

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